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Starlink fechou parceria inédita com provedora brasileira que atua em mais de 230 cidades e o lançamento em maio promete levar internet por satélite a regiões onde a fibra óptica nunca chegou

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 19/04/2026 às 20:02
Atualizado em 19/04/2026 às 20:06
Assista o vídeoA Starlink fechou acordo com a Alares para vender internet por satélite em mais de 230 cidades sem fibra óptica. Lançamento em maio com planos de até 400 Mbps.
A Starlink fechou acordo com a Alares para vender internet por satélite em mais de 230 cidades sem fibra óptica. Lançamento em maio com planos de até 400 Mbps.
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A Starlink, braço de internet por satélite da SpaceX, anunciou neste sábado (19) um acordo comercial com a provedora Alares para expandir a venda dos seus serviços no Brasil, especialmente em áreas onde a fibra óptica não alcança. A informação foi antecipada ao Estadão, e o lançamento oficial da parceria está marcado para maio, com a Alares passando a oferecer os mesmos planos que a Starlink já disponibiliza no mercado brasileiro, incluindo conexões na faixa de 100 a 400 Mbps e modalidades para uso em deslocamento e em propriedades com múltiplos pontos de acesso. Denis Ferreira, que preside a Alares, declarou ao jornal que o acordo busca eliminar barreiras geográficas e ampliar os limites da conectividade nacional.

O objetivo central é alcançar localidades onde a infraestrutura terrestre de telecomunicações nunca foi instalada. A Alares, sediada em São Paulo, reúne mais de 825 mil assinantes e nasceu da unificação de cerca de duas dezenas de provedores regionais, contando hoje com mais de 120 pontos de venda presenciais em sete unidades da federação. A Starlink, por sua vez, registrava aproximadamente 660 mil clientes no país até fevereiro, conforme dados da Anatel. A combinação da cobertura orbital da empresa americana com a capilaridade comercial da Alares cria um canal de distribuição inédito para a internet por satélite no interior do Brasil.

A Starlink fechou acordo com a Alares para vender internet por satélite em mais de 230 cidades sem fibra óptica. Lançamento em maio com planos de até 400 Mbps.

A operadora de Elon Musk vende seus serviços exclusivamente por canais digitais, modelo eficiente em centros urbanos mas insuficiente para atingir populações rurais com pouca familiaridade com compras pela internet. Ao fechar com a Alares, a Starlink herda uma estrutura comercial com dezenas de lojas espalhadas pelo interior de sete estados, onde o consumidor pode conhecer o equipamento, conversar com um atendente e contratar o plano presencialmente. Esse tipo de contato direto pesa na decisão de moradores de áreas isoladas, onde investir numa antena de satélite representa um gasto considerável.

A Alares também oferece escala. Com base consolidada em mais de duas centenas de municípios e quase um milhão de clientes ativos, a provedora entrega à Starlink um alcance comercial que levaria anos para ser construído do zero. A parceria não altera preços nem condições dos planos existentes, o que sugere que a Starlink posiciona a Alares como braço de vendas, mantendo o controle integral sobre tecnologia, sinal e precificação. A controladora da Alares, a gestora americana Grain Management, tem perfil de investimento em infraestrutura de telecomunicações e provavelmente enxerga na aliança uma forma de agregar valor ao portfólio sem precisar investir em tecnologia espacial.

A Starlink fechou acordo com a Alares para vender internet por satélite em mais de 230 cidades sem fibra óptica. Lançamento em maio com planos de até 400 Mbps.

Levar cabo de fibra a comunidades distantes exige investimento pesado em cabeamento, postes, caixas de distribuição e equipamentos de solo que raramente geram retorno financeiro em regiões de baixa densidade populacional. A internet por satélite elimina essa dependência porque o sinal vem do espaço: basta instalar uma antena no telhado para receber conexão em qualquer ponto onde haja visão direta do céu. Para o morador rural, isso significa ter acesso ao mesmo tipo de conectividade disponível nos centros urbanos, sem esperar que alguma empresa decida enterrar quilômetros de fibra óptica até sua propriedade.

O Brasil possui milhões de domicílios em áreas onde nenhuma operadora terrestre pretende investir nos próximos anos. A Starlink já demonstrou que a demanda existe: a base de aproximadamente 660 mil assinantes nacionais cresceu de forma acelerada desde que a empresa começou a operar no país. A parceria com a Alares deve impulsionar esse número ao facilitar o acesso justamente para quem mais precisa e menos consegue contratar por meios digitais.

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O contrato entre as duas empresas prevê que a Alares comercialize as mesmas opções já existentes no catálogo da Starlink. As velocidades oferecidas partem de 100 e chegam a 400 Mbps, com variantes para quem se desloca frequentemente e para propriedades que necessitam de cobertura em vários pontos, cenário comum no agronegócio, onde sede, galpões e áreas de plantio ficam a distâncias consideráveis.

O que permanece em sigilo é a divisão financeira do acordo. Nem a Starlink nem a Alares revelaram como as receitas serão repartidas entre as partes, informação que determinará se a parceria é lucrativa o suficiente para que a provedora invista em divulgação ativa junto à sua base de clientes. O fato de o anúncio ter sido feito em conjunto ao Estadão sugere que ambas as empresas consideram o acordo relevante o bastante para justificar exposição na imprensa antes mesmo do lançamento oficial.

A aliança entre uma operadora global de satélite e uma provedora regional com presença física consolidada cria um modelo que pode ser replicado em outros mercados emergentes. Para as operadoras tradicionais de fibra óptica, o movimento representa competição em território que elas haviam descartado por falta de retorno. Para o consumidor rural, significa ter pela primeira vez a possibilidade real de escolher um provedor de internet com suporte presencial e tecnologia capaz de funcionar em qualquer ponto do mapa.

A Starlink, ao conquistar um parceiro comercial do porte da Alares, transforma o que era uma promessa de universalização do acesso numa operação com loja, endereço e atendimento humano. O lançamento em maio será o teste real: se a demanda no interior confirmar as expectativas, a internet por satélite pode deixar de ser alternativa e se tornar a principal conexão em regiões onde a fibra óptica nunca foi e provavelmente nunca será economicamente viável.

E você, mora numa região sem fibra óptica? Consideraria contratar a Starlink através de uma loja física? Deixe sua opinião nos comentários.

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Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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