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“Pré-sal caipira”: Usina de biogás da Raízen em SP, pode produzir energia para abastecer cidade de 150 mil habitantes por um ano

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 21/10/2020 às 15:18 Atualizado em 21/10/2020 às 15:20
pré-sal caipira ; usina; biogás ; raízen
Biogás, ‘É o pré-sal caipira’, diz ministro de Minas e Energia, em alusão à reserva de petróleo e gás natural encontrada pela Petrobras
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Biogás, “é o pré-sal caipira”, diz ministro de Minas e Energia, em alusão à reserva de petróleo e gás natural encontrada pela Petrobras

A a maior usina de biogás a partir de matéria-prima agrícola do mundo, foi inaugurada na última sexta-feira (16), pela gigante produtora de etanol do Brasil, a Raízen. A unidade foi chamada de ‘pré-sal caipira’ pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que esteve na cerimônia. Aproveita e se inscreva, a Raízen abriu vagas para candidatos sem experiência em busca do primeiro emprego!

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Localizado em Guariba (SP), a 340 quilômetros de São Paulo, a usina de biogás da Raízen à base de subprodutos da cana-de-açúcar é capaz de produzir energia elétrica para abastecer, durante um ano, uma cidade de 150 mil habitantes. A planta estima produção de 138 mil megawatt-hora (MWh) já a partir da safra 2021/22, com início previsto para abril.

Segundo a Raízen, desse total de energia gerada, 96 mil MWh serão vendidos dentro de um contrato negociado em leilão, firmado em 2016, dois anos antes do início da construção do projeto. O restante pode ser negociado em mercado livre ou em outros contratos.

Os combustíveis usados para a geração de energia serão a vinhaça e torta de filtro, provenientes dos canaviais, que será utilizada durante toda a safra, já a torta de filtro, utilizada na entressafra. Na usina, em Guariba, o processamento anual de cana-de-açúcar é de 5 milhões de toneladas.

No processo produtivo, bactérias transformarão os subprodutos em biogás. Depois, o gás produzido é levado por dutos até geradores, onde será queimado e transformado em energia elétrica.

Pré-sal caipira

O tesouro escondido no interior do Brasil, chamado ‘pré-sal caipira’ pelo ministro, trata-se do biogás, uma fonte de energia renovável e abundante produzida a partir de resíduos de agricultura e que tem a vantagem de estar ao lado de pólos produtivos espalhados pelo país, mas ainda pouco explorada.

O ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque batizou a operação de ‘pré-sal caipira’, em alusão à reserva de petróleo e gás natural encontrada pela Petrobras a mais de sete mil metros abaixo do nível do mar brasileiro, em 2006.

“O biogás e o biometano, além de ser utilizados na geração de energia elétrica, podem também substituir o óleo diesel utilizados nos ônibus, caminhões e máquinas agrícolas. Ou mesmo, no caso do biometano, ser gerado na rede de gasoduto (…) É o pré-sal caipira”, afirmou.

No Brasil, 521 plantas de biogás estavam em operação em 2019, segundo levantamento da Associação Brasileira de Biogás. Dessas, a maioria gera energia por meio da suinocultura, seguida por resíduos de aterro sanitário e esgoto, e, também, por derivados da cana, como a palha.

Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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