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Falta de atividade física pode acelerar a perda de memória, reduzir a circulação no cérebro e aumentar riscos ligados ao declínio cognitivo

Publicado em 16/06/2026 às 13:18
Atualizado em 16/06/2026 às 13:21
Falta de atividades físicas prejudica a memória, aponta estudos
Imagem: Ilustração artística
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Estudos associam a falta de atividade física ao envelhecimento cerebral acelerado, enquanto exercícios regulares ajudam na circulação, estimulam conexões neurais e podem reduzir riscos ligados à memória

Estudos recentes apontam: a falta de atividade física está associada ao declínio mais acelerado da memória. O sedentarismo e memória aparecem ligados por mecanismos que envolvem menor circulação cerebral, pior oxigenação dos neurônios e redução de substâncias importantes para aprendizado, foco e cognição durante o envelhecimento.

Falta de atividades prejudica a memória
Imagem: Reprodução

Como a falta de movimento afeta o cérebro

A ausência de uma rotina ativa reduz o fluxo de sangue para o cérebro. Com menos circulação, os neurônios recebem menos oxigênio, o que pode prejudicar processos ligados à memória e ao funcionamento cognitivo.

O sedentarismo também afeta a produção de substâncias essenciais para a memória, como noradrenalina e dopamina.

Ao longo dos anos, esse conjunto de fatores pode contribuir para um envelhecimento cerebral mais acelerado.

Além do impacto direto no cérebro, a falta de atividade física está relacionada a condições que também prejudicam a cognição, como obesidade, hipertensão e diabetes. Por isso, pequenos passos diários podem ter efeito positivo e duradouro.

Exercícios estimulam conexões neurais e protegem a memória

Durante a prática de exercícios, o corpo libera fatores de crescimento, entre eles o BDNF. Essa substância estimula a formação de novas conexões entre os neurônios e ajuda a proteger regiões ligadas à memória, como o hipocampo.

As atividades aeróbicas são apontadas como especialmente protetoras. O efeito do movimento também aparece no humor, no foco e na capacidade de aprendizado em diferentes fases da vida, não apenas na velhice.

Falta de atividades prejudica a memória
Imagem: Reprodução

Estudos associam atividade física a menor risco cognitivo

A revisão sistemática com meta-análise “Does physical activity prevent cognitive decline and dementia?”, publicada na BMC Public Health e indexada no PubMed, reforça a relação entre movimento e saúde cerebral.

Segundo o estudo, pessoas com níveis mais altos de atividade física apresentaram redução de 35% no risco de declínio cognitivo e cerca de 14% no risco de demência em comparação com pessoas menos ativas.

Os autores destacam que os efeitos se mantiveram consistentes mesmo em estudos com acompanhamento superior a 10 anos. O dado reforça a importância da atividade física como hábito contínuo para preservar a cognição.

Hábitos que ajudam a proteger a mente

Não é necessário ser atleta para obter benefícios. A recomendação apresentada no material é combinar exercícios aeróbicos, de força e de equilíbrio ao longo da semana, respeitando ritmo e limitações individuais.

A proteção da mente também depende de outros cuidados, como dormir entre 7 e 9 horas por noite, estimular o cérebro com leitura e jogos, manter vínculos sociais, adotar alimentação rica em vegetais, peixes e azeite, controlar pressão arterial, colesterol e glicemia, evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Em casos de esquecimentos frequentes, dificuldade de concentração ou queda significativa de desempenho mental, a orientação é procurar um médico neurologista ou geriatra para avaliação e acompanhamento adequado.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do Tua Saúde e da revisão sistemática com meta-análise “Does physical activity prevent cognitive decline and dementia?”, publicada na BMC Public Health e indexada no PubMed, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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