Estudo revela desafios climáticos nas operações portuárias
O Porto Sudeste, em uma iniciativa pioneira, contratou a empresa Waycarbon para realizar um Estudo de Riscos Climáticos. O objetivo é identificar os principais desafios que as mudanças climáticas podem impor à operação portuária. Os resultados obtidos serão compartilhados com a prefeitura de Itaguaí, auxiliando nas decisões estratégicas para preservar a comunidade e o patrimônio público.
Este mapeamento coloca o Porto Sudeste à frente em termos de responsabilidade ambiental, antecipando uma solicitação da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (ANTAQ), que incentiva estudos semelhantes em outros terminais portuários do país. Desde 2015, o Porto Sudeste realiza inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, com a conclusão deste estudo, intensificará as medidas de mitigação dos impactos ambientais.
Riscos e impactos climáticos na realidade portuária
Ulisses Oliveira, diretor de assuntos corporativos e sustentabilidade do Porto Sudeste, enfatiza a urgência de reconhecer que os riscos e impactos climáticos não são fenômenos futuros, mas uma realidade atual. Ele destaca as fortes chuvas no Brasil, exemplificando com as que afetaram Minas Gerais no início do ano passado, causando interrupções nas operações ferroviárias e aumentando o tempo de atracação dos navios, o que, por sua vez, eleva as emissões de carbono do terminal.
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Iniciativas do porto sudeste para reduzir impactos ambientais
Com o Estudo de Riscos Climáticos em mãos, o Porto Sudeste já está traçando estratégias eficazes para minimizar impactos ambientais, incluindo a parceria com o município de Itaguaí. A empresa adotou medidas significativas para reduzir as emissões dos escopos 1 e 2, relacionadas às atividades operacionais e ao consumo de energia.
Entre as ações implementadas, destacam-se o investimento em certificados de compra de energia renovável (I-Recs) e a substituição de lâmpadas de iluminação a gás e gases refrigerantes em equipamentos por alternativas mais sustentáveis. O terminal também substituiu equipamentos a diesel por elétricos nas operações de carregamento, descarga, empilhamento e retomada de minério de ferro. Além disso, iniciativas de reúso de água e tratamento de efluentes foram adotadas, com cerca de 90% da água utilizada nas operações vindo da chuva, tratada e reutilizada pelas Estações de Tratamento e Reuso de Águas Pluviais (ETRAP’s).
Ulisses Oliveira ressalta a importância de estar atento e comprometido com o meio ambiente. “Nossa intenção é que o Porto Sudeste seja um exemplo para o setor portuário e um motivo de orgulho para nossos colaboradores e a comunidade”, conclui.
Este estudo realizado pelo Porto Sudeste, em colaboração com a Waycarbon, representa um passo significativo na direção de uma operação portuária mais consciente e responsável, alinhada com a urgência de enfrentar e mitigar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Fonte: Rita Sousa – Consultora de Comunicação.

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