Força Aérea Brasileira realiza simulação de interceptação e detalha o rigoroso esquema de segurança que será implantado no Rio de Janeiro durante a cúpula de líderes mundiais.
Com a aproximação da cúpula do Brics em outubro, os céus do Rio de Janeiro estarão sob uma vigilância sem precedentes. A Força Aérea Brasileira (FAB) já está em fase de preparação avançada, simulando o acionamento de caças com mísseis no Rio para garantir a defesa aérea. A operação criará zonas de exclusão e terá aeronaves prontas para decolar em minutos.
FAB em alerta máximo: simulação de combate testa defesa para a cúpula
Para garantir que tudo funcione perfeitamente, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) já realizou um treinamento de Defesa Aérea. A simulação ocorreu na Base Aérea de Santa Cruz (BASC) e testou toda a cadeia de comando e controle, desde a detecção de uma aeronave não identificada até a sua interceptação.
Neste exercício, um caça F-5M foi acionado para interceptar um avião suspeito que invadiu o espaço aéreo protegido, validando a eficácia dos protocolos de segurança. O objetivo é proteger não apenas as autoridades e delegações, mas toda a população.
-
O avião espacial militar que quase levou a Guerra Fria para a órbita: Boeing X-20 Dyna-Soar foi projetado para reentrar acima de Mach 20, voar por até 40 horas, pousar como avião e transformar foguetes Titan em porta de entrada para uma nova era de guerra orbital
-
FAB aposta em drones nacionais e amplia investimentos para fortalecer a indústria aeroespacial brasileira
-
Seis vezes, um crescente luminoso do tamanho da Lua assustou o céu soviético ao entardecer: parecia uma onda de OVNIs, mas era uma arma orbital secreta criada para atacar os Estados Unidos pelo Polo Sul e escapar dos radares da Guerra Fria
-
O governo dos Estados Unidos aprovou uma possível venda de 100 mísseis antiaéreos portáteis Stinger ao Exército Brasileiro, em um pacote estimado em cerca de 330 milhões de dólares que ainda depende de negociação entre os dois países
F-5M e A-29 super tucano de prontidão

A defesa contará com duas aeronaves de alta capacidade. O caça F-5M, um jato supersônico, e o A-29 Super Tucano, turboélice de ataque leve, estarão posicionados para o policiamento do espaço aéreo.
Essas aeronaves ficarão de prontidão para serem acionadas a qualquer momento pelo Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1° GAVCA) e pelo Esquadrão Escorpião (1°/3° GAV).
Entenda o procedimento “Scramble” e o poder dos mísseis
Os caças com mísseis no Rio estarão armados com projéteis de curto e médio alcance, prontos para neutralizar ameaças que não obedeçam às ordens. A decolagem de alerta, conhecida militarmente como “scramble”, é um procedimento de acionamento rápido que coloca o caça no ar em poucos minutos para uma missão de interceptação. Isso garante uma resposta imediata a qualquer violação do espaço aéreo.
As áreas vermelha, amarela e branca no espaço aéreo
Durante o evento, o COMAE vai delimitar três áreas específicas sobre a cidade para controlar o tráfego aéreo:
- Área Vermelha (Proibida): Sobrevoo totalmente proibido, exceto para aeronaves da segurança e de chefes de Estado.
- Área Amarela (Restrita): Aeronaves precisam de autorização e identificação prévia para circular.
- Área Branca (Reservada): Aeronaves podem voar, mas estão sujeitas a regras de identificação e controle.
Qualquer aeronave que desrespeitar essas regras será classificada como tráfego aéreo suspeito e estará sujeita às medidas de defesa aérea, que podem culminar em uma interceptação.

-
1 pessoa reagiu a isso.