Início Por mais sustentabilidade: Universidade desenvolve tecnologia barata e inovadora para limpar esgoto com processos eletroquímicos para diminuir rejeitos do tratamento de água no meio ambiente

Por mais sustentabilidade: Universidade desenvolve tecnologia barata e inovadora para limpar esgoto com processos eletroquímicos para diminuir rejeitos do tratamento de água no meio ambiente

7 de julho de 2022 às 08:38
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Água mais barata? Universidade desenvolve tecnologia barata e inovadora para limpar esgoto com processos eletroquímicos e diminuir rejeitos do tratamento de água no meio ambiente - Canva
Fonte da imagem: Canva

A Universidade de  Concórdia recebeu uma certificação da  Bureau de normalization du Québec que permite a comercialização de uma de suas descobertas para a limpeza de água de esgoto por intermédios mais práticos, baratos e sustentáveis ao meio ambiente. Agora, pode-se remover as bactérias patogênicas dos esgotos residenciais usando processos eletroquímicos em vez de fósforo, que faz com que o número de algas proliferem-se e descarreguem impactos negativos sobre a cadeia marítima, prejudicando a sustentabilidade e o meio ambiente. 

Maria Elektorowicz, professora de engenharia ambiental, foi responsável por realizar o desenvolvimento de uma tecnologia que permite mais economia e diminuição dos efeitos colaterais do tratamento de água de esgoto no meio ambiente. Atualmente, as águas residuais de muitos países são tratadas com o uso de nitrogênio e fósforo, que ajudam a  acelerar a decomposição de moléculas orgânicas sobre a molécula de H2O. Mas, essas duas substâncias fazem com que haja o nascimento de muitas algas marinhas (que servem para eliminar oxigênio e auxiliar na decomposição) e desequilibram a vida marinha. 

Elektorowicz atua com pesquisas que analisam as interações biológicas e químicas do tratamento de água há mais de 30 anos. A nova descoberta da universidade permitirá que haja mais economia nos processos, agilidade e eficácia ao fazer o uso de energia em vez de produtos químicos. 

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Descoberta inovadora para tratamento de água e indústria

A descoberta foi inovadora porque, conforme a  instituição, até então, a única forma de diminuir os impactos deixados pelo tratamento de água  eram relacionados ao uso de mais produtos químicos. O que, a longo prazo, também seriam negativos para o meio ambiente, principalmente com a possibilidade de escassez de mercado. Tentar diminuir os impactos do tratamento de água fazia com que as empresas tivessem um gasto muito maior do que o desejado, assim, descobrir uma metodologia diferente e barata era essencial para processos mais sustentáveis. 

Universidade de Concórdia  desenvolveu um processo eletro biorreator (EBR): o que é isso? 

A Universidade de Concórdia desenvolveu um  processo eletrobiorreator (EBR), um maquinário que elimina baixa voltagem na água a ser tratada, conseguindo, assim, reduzir exponencialmente a carga das substâncias.  As pesquisas mostram que o EBR consegue destruir por completo as moléculas de fósforo utilizadas para o  tratamento ao mesmo tempo em que reduz as emissões de amônia e derivados em até 99% em apenas uma unidade de operação.  

Hoje em dia, existem tecnologias que auxiliam na decomposição da amônia no meio ambiente, fazendo com que ela se torne atóxica. No entanto, a produção destas tecnologias fazem com que os processos se tornem mais caros para a indústria, ocasionando efeito dominó. Muitos ramos da ciência já estudam formas de diminuir os impactos da amônia sobre o meio ambiente, um exemplo recente disso vem sendo a Bureau Veritas e Total Energies que estudam métodos para diminuir os impactos em caso de uso da amônia como combustível marítimo de modo a reduzir as emissões de dióxido de carbono e bater as metas climáticas até 2030. . 

Quando a nova tecnologia chega ao Brasil? 

A Universidade de Concórdia não informou quando as tecnologias desenvolvidas no espaço privado estarão disponíveis para uso dos demais países. Por isso, não há expectativas, por enquanto, de que a descoberta chegue para inovar o mercado de tratamento de água no Brasil. 

Catherine Gagnon, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Axelys, afirma, entretanto, que o projeto está passível de patente e todos os processos começaram a ser realizados para tal. 

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