Início Combustível sustentável? Bureau Veritas e TotalEnergies estudam amônia como combustível marítimo para reduzir emissões de dióxido de carbono. Componente é tóxico para seres humanos, mas DUX criou substância biodegradável e atóxica para sua neutralização

Combustível sustentável? Bureau Veritas e TotalEnergies estudam amônia como combustível marítimo para reduzir emissões de dióxido de carbono. Componente é tóxico para seres humanos, mas DUX criou substância biodegradável e atóxica para sua neutralização

29 de junho de 2022 às 11:07
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Combustível sustentável? Bureau Veritas e TotalEnergies estudam amônia como combustível marítimo para reduzir emissões de dióxido de carbono. Componente é tóxico para seres humanos, mas DUX criou substância biodegradável e atóxica para sua neutralização - Canva
Fonte: Canva

Objetivo da empresa energética e multinacional TotalEnergies  é reduzir as emissões de dióxido de carbono no meio ambiente e colocar o ramo offshore para o centro das inovações em pesquisa sustentável para substituição de combustíveis

A TotalEnergies anunciou que está realizando um estudo em conjunto com a Bureau Veritas (BV) a fim de desenvolver um combustível mais sustentável com amônia, de modo a reduzir os custos com combustíveis marítimos e diminuir as emissões de dióxidos de carbono sobre o meio ambiente. O foco da pesquisa é elaborar estratégias e técnicas para evitar vazamento no oceano. A amônia é eliminada pelos peixes naturalmente durante o processo de sintetização de proteínas. No entanto, é altamente tóxica para os seres humanos. 

Apesar de se tratar de um componente altamente tóxico, o CEO da DUX, Marcelo Spaziani, entrou em contato com a assessoria de imprensa do CPG (Click Petróleo e Gás) com o objetivo de anunciar a possibilidade do uso de uma de suas patentes para esta inovação. De acordo com ele, a sua empresa criou um produto do zero com a função de tornar a solução atóxica para os seres vivos: “Sou CEO da Dux, uma empresa química que desenvolveu e patenteou globalmente uma solução biodegradável e atóxica para neutralização de amônia.”

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Riscos à saúde e possíveis vazamentos no oceano são pontos a serem debatidos pela TotalEnergies quanto ao uso da amônia 

O estudo preliminar, que também conta com a participação da gigante offshore BVT, tem o intuito de analisar quais são os riscos de segurança ao usar a amônia como principal forma de combustível para os navios e empresas offshore/onshore.

Tendo isso em vista, o estudo compara variados cenários de vazamento de modo a criar uma parede dupla de benefícios e malefícios do seu uso. Para tal, devem considerar aspectos como eficiência dos sistemas de ventilação e processamento de vapor, o tamanho das zonas de segurança necessárias e os riscos à saúde de pessoas expostas a vazamentos, informou a BV.

Amônia poderá diminuir as emissões de dióxido de carbono sobre o meio ambiente! 

Segundo a TotalEnergies, a amônia é vista como uma das principais formas de diminuir as emissões de dióxido de carbono no meio ambiente. Entretanto, vem apresentando problemas quanto à segurança: as empresas tentam descobrir o que poderia ser utilizado para neutralizar a substância no meio marítimo em caso de grandes vazamentos, que poderiam colocar em risco a fauna e a flora locais. 

A Nota de Regra NR 671 criada pela BV é utilizada como diretriz para testes semelhantes com aqueles utilizados por multinacionais para empreender no GNL como combustível para os navios, mesmo não sendo uma alternativa viável e sustentável, como afirma o CEO da Dux: “foi falado sobre uso do GNL, mas que na minha visão não seria economicamente viável”.

Um dos primeiros testes realizados pelas empresas parceiras ocorreu em relação à liberação de pequenas concentrações de amônia no meio ambiente para descobrir quais impactos poderiam causar. O GNL foi um contraste para as comparações, para saber se a amônia estava sendo mais benéfica que ele. 

Por fim, o GNL é menos tóxico quando se considera as tecnologias atuais, visto que apresenta danos para a saúde quando a exposição ocorre a partir de 50.000 partes por milhão (ppm), enquanto isso, a amônia apresenta riscos a partir de 30 ppm. 

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