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Por que os navios temem passar ‘por baixo’ da América do Sul? Poucos navios se arriscam

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 19/12/2023 às 18:28
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Foto: Divulgação/Passagem de Drake
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A Passagem de Drake: o desafio náutico que assombra o sul do continente americano.

A Passagem de Drake, localizada entre a América do Sul e a Antártica, é uma das rotas marítimas mais temidas do mundo. Apesar de sua importância estratégica, poucos navios se arriscam a atravessá-la devido aos desafios extremos que apresenta. Este temor remonta a 1578, quando o capitão inglês Sir Francis Drake navegou pela região, e desde então, mais de 800 navios naufragaram e mais de 20 mil marinheiros perderam suas vidas tentando cruzá-la.

Localizada próxima ao Polo Sul, a Passagem de Drake é afetada por correntes oceânicas intensas e ventos fortes. A junção da península Antártica com a ponta sul da América do Sul cria um efeito de funil, intensificando as correntes e gerando ondas gigantescas, algumas chegando a 10 metros de altura. Em 2022, um navio de cruzeiro enfrentou sérios problemas ao ser atingido por uma onda, resultando na morte de um tripulante.

Riscos e desafios na extremidade da América do Sul

Além das correntes e ventos, a região apresenta outro perigo: os icebergs. O encontro das correntes quentes do Equador com as frias do Polo Sul aumenta a movimentação marítima, enquanto a proximidade do Polo Sul contribui para a formação de gelo marinho. Icebergs, alguns dos maiores já registrados, são uma ameaça constante, como demonstrado pelo caso do Titanic e de um navio de cruzeiro que colidiu com um iceberg em 2007 na Passagem de Drake.

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Impacto no comércio marítimo

A periculosidade da Passagem de Drake afeta diretamente as rotas comerciais, tornando-se uma opção menos viável para navios cargueiros. Alternativas como o Estreito de Magalhães são mais utilizadas, mas ainda assim, a distância e os desafios geográficos tornam as rotas marítimas ao redor da América do Sul menos atrativas e mais caras, impactando o comércio e as operações logísticas na região.

A passagem ‘por baixo‘ da América do Sul, embora crítica para a navegação global, permanece uma das mais temidas e evitadas devido aos seus desafios naturais únicos. Enquanto tecnologias e métodos de navegação evoluem, a Passagem de Drake continua a ser um lembrete da força indomável da natureza e de como ela pode moldar o comércio e a navegação em todo o mundo.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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