1. Início
  2. Marítimo
  3. Uma cidade que vive ao lado do oceano transformou parte da baía em água doce, usou uma barragem de 350 metros e depende de nove comportas para evitar que a chuva fique presa nas ruas
Faça um comentário 5 min de leitura

Uma cidade que vive ao lado do oceano transformou parte da baía em água doce, usou uma barragem de 350 metros e depende de nove comportas para evitar que a chuva fique presa nas ruas

Imagem de perfil do autor Flavia Marinho
Escrito por Flavia Marinho Publicado em 06/07/2026 às 14:24 Atualizado em 06/07/2026 às 14:27
Assista o vídeoA barragem de Singapura segura o mar, guarda água doce e usa nove comportas e bombas para lidar com a chuva
A barragem de Singapura segura o mar, guarda água doce e usa nove comportas e bombas para lidar com a chuva
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

A barragem de Singapura segura o mar, guarda água doce e usa nove comportas e bombas para lidar com a chuva em áreas urbanas quando a maré permite.

Uma cidade que vive ao lado do oceano transformou parte da baía em água doce usando uma barragem de 350 metros. A Marina Barrage segura a água salgada no lado do mar e mantém do outro lado um reservatório urbano de água doce.

As informações foram divulgadas por PUB, agência nacional de água de Singapura. A estrutura fica na entrada do Canal Marina e reúne abastecimento de água, controle de enchentes e espaço de lazer para a população.

Em dias de chuva forte, nove comportas liberam água para o mar quando a maré está baixa. Quando o nível do oceano está alto, bombas de grande porte fazem esse trabalho, pois a água não consegue sair sozinha.

A baía que virou reservatório de água doce em Singapura

Um reservatório é uma área preparada para guardar água. No caso da Marina Barrage, ele ocupa uma região central de Singapura que antes recebia influência direta da maré.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

A barragem impede a entrada da água salgada e permite que a chuva captada pela cidade fique armazenada no reservatório. Essa água reforça o abastecimento de Singapura e reduz a saída imediata da chuva para o mar.

A Marina Barrage foi inaugurada oficialmente em 31 de outubro de 2008. O reservatório passou a funcionar como fonte de água doce em 20 de novembro de 2010, após a substituição gradual da água salgada pela água da chuva.

Por que as nove comportas dependem da maré e não abrem a qualquer momento

Comportas são portas grandes usadas para controlar a passagem da água. Na Marina Barrage, as nove comportas liberam o excesso da chuva para o mar apenas quando a maré está baixa.

A explicação é simples. Quando o oceano está mais baixo do que a água acumulada dentro do reservatório, a água consegue sair pela força natural do desnível.

A barragem usa nove comportas e bombas para lidar com a chuva em áreas urbanas quando a maré permite.
A barragem usa nove comportas e bombas para lidar com a chuva em áreas urbanas quando a maré permite.

Quando o mar sobe, a saída fica mais difícil. Abrir as comportas não resolve sozinho, pois a maré alta forma uma barreira do lado de fora e impede que a chuva escoe com facilidade.

Bombas levam a água ao mar quando o oceano bloqueia a saída

PUB, agência nacional de água de Singapura, detalha que bombas de grande porte retiram a água excedente quando a maré está alta. Elas empurram a água para o mar quando a diferença de nível impede a saída natural.

É parecido com retirar água de um local onde ela ficou presa, mas em uma escala muito maior. A operação precisa acompanhar o volume de chuva, o nível do reservatório e a altura da maré.

Essa combinação evita que a barragem dependa de uma única medida. As comportas atuam quando a maré ajuda, e as bombas assumem quando o oceano impede a saída da água.

A barragem ajuda no controle de enchentes, mas não trabalha sozinha

A Marina Barrage faz parte do controle de enchentes em áreas baixas de Singapura. Ela ajuda a aliviar a quantidade de água da chuva que chega a regiões urbanas mais vulneráveis a alagamentos.

O resultado depende também de canais, bueiros, tubulações e outras estruturas que levam a chuva até o reservatório. Essa rede é chamada de drenagem urbana, ou seja, o caminho criado para a água sair das ruas.

A barragem não elimina enchentes de forma automática. Ela precisa funcionar junto com a drenagem, as bombas e o acompanhamento da chuva, principalmente quando temporais e maré alta acontecem ao mesmo tempo.

Nível mais estável transforma a infraestrutura em espaço de lazer

A barragem reduz a influência da maré no reservatório e mantém o nível da água mais estável durante o ano. Isso permite atividades como caiaque, vela e barco dragão.

A Marina Barrage faz parte do controle de enchentes em áreas baixas de Singapura.
A Marina Barrage faz parte do controle de enchentes em áreas baixas de Singapura.

Na cobertura da estrutura, uma área verde recebe visitantes para piqueniques e para soltar pipas. O local une uma obra de abastecimento e drenagem com uma área aberta para a população.

A Marina Barrage mostra que uma infraestrutura urbana pode ter mais de uma função. Mesmo sendo um espaço de lazer, ela continua ligada ao armazenamento de água e ao controle da chuva.

O que cidades brasileiras podem observar no modelo da barragem de Singapura

Cidades brasileiras próximas ao oceano também enfrentam dificuldades quando chuva intensa e maré alta acontecem ao mesmo tempo. Nessas situações, a água pode demorar mais para sair das ruas, canais e galerias.

O exemplo de Singapura mostra que um reservatório de água doce, uma rede de drenagem e bombas precisam trabalhar como partes de um só sistema. A rede de drenagem reúne canais, bueiros e tubulações que conduzem a chuva até os pontos de saída.

Cada cidade tem terreno, maré, volume de chuva e ocupação urbana diferentes. Por isso, a Marina Barrage não é uma solução pronta para qualquer lugar, mas uma referência de planejamento, manutenção e operação contínua.

Com 350 metros, a Marina Barrage separa água salgada e água doce, armazena parte da chuva e usa nove comportas ou bombas de acordo com a altura do mar. O resultado depende do funcionamento conjunto de cada etapa.

Mais do que uma barragem, a estrutura mostra que reduzir alagamentos exige preparo antes da chuva chegar às ruas. Guardar água, manter canais em operação e considerar o efeito da maré fazem parte do mesmo desafio.

Você acha que o maior desafio das cidades brasileiras perto do mar é guardar a chuva, retirar a água rapidamente ou manter toda a drenagem funcionando? Comente e compartilhe.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Fonte
Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x