O preço do petróleo Brent está sendo negociado, em seu barril, com o valor de 119,72 dólares, ou seja, uma alta de ao menos 68% em um ano.
A Arábia Saudita, que é um dos maiores exportadores de petróleo de todo o Oriente, afirmou que estaria aumentando o valor do barril para alguns países que fazem parte da Ásia. Em suma, o valor desta commodity já está com alta de ao menos 68% em seus doze meses. Os impactos podem recair novamente sobre a Petrobras, que argumenta que o preço das refinarias já está defasado para o mercado e que precisam realizar novos reajustes, ainda mais sobre o diesel. A Petrobras tem a permissão, desde o governo de Temer no ano de 2016, de realizar todo o acompanhamento de variações que acontecem no mercado externo.
Preço do petróleo e a crise da Covid-19 no Oriente e Arábia Saudita
De acordo com uma matéria compartilhada no canal do Youtube que pertence a Jovem Pan News, é estimado que o preço do petróleo tenha atingido um dos seus valores mais elevados de 2022 durante a semana passada. Os motivos para que isso acontecesse foram os mais variados, principalmente a guerra que acontece entre a Rússia e a Ucrânia.
A empresa Arab Light, que pertence a Arábia Saudita, afirmou que estaria aumentando o valor de cada barril de petróleo em ao menos 6 dólares para as empresas que comprariam o produto no oriente, o aumento estaria tendo uma base em cima do preço cobrado em Dubai.
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O mercado, entretanto, estava prevendo que a variação seria de apenas 1 dólar ou 2, no seu pico. Ou seja, foi bem acima do que está sendo previsto pelo setor. “O salto de preço é inesperado, especialmente o Arab Light. Estamos intrigados com a decisão”, disse um trader de petróleo asiático.
O aumento da produção do petróleo estaria sendo de ao menos 650 mil barris por dia, de acordo com a estatal em parceria com a empresa OPEP. A produção em maior escala está acontecendo como uma forma de suprimir a crise deixada pela falta de ofertas vindas da Rússia. Entretanto, mesmo com esta produção, não está sendo o suficiente para realizar um controle de preços, tornando-se cada dia que passa mais inflados.
A produção atual vem sendo bem acima do que era garantido pelo ano de 2021, em que estavam na faixa de 500 mil barris por dia. Angola e a Nigéria deverão ser um dos países mais prejudicados com a variação, a Rússia também terá que pagar um valor mais alto por cada barril que comprar. A crise do petróleo deve diminuir depois que houver a abertura da China em relação a algumas cidades, como é o caso de Xangai, afirma a matéria que foi compartilhada pela Reuters durante esta segunda-feira, 06 de junho.
“A demanda também é muito forte neste ciclo e a Arábia Saudita pode se dar ao luxo de aumentar os OSPs”, afirmou outro internauta em sua redes sociais. De acordo com ele, a demanda pelo petróleo está tão inflada, que mesmo que o aumento fosse maior, ainda conseguiriam vender uma grande parte dos barris produzidos pela instituição. Uma grande parte da demanda de petróleo, entretanto, não consegue ser controlada por causa dos fluxos persistentes que acontecem entre a China e a Índia, que permitem a compra por intermédio russo.


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