O petróleo registra queda superior a 2%, pressiona o humor dos investidores e aumenta as incertezas sobre oferta global, juros nos EUA e cenário geopolítico envolvendo Rússia e Ucrânia.
O mercado internacional de petróleo iniciou a semana sob forte pressão. Nesta terça-feira, dia 9, a commodity registrou uma queda acentuada, ultrapassando a marca de 2%, o que rapidamente despertou apreensão entre investidores.
O recuo ocorre em meio a uma combinação de fatores sensíveis, como especulações sobre um eventual acordo entre Rússia e Ucrânia, preocupações com excesso de oferta e a expectativa pela decisão do Federal Reserve sobre os juros nos Estados Unidos.
Queda nos preços reflete receio com oferta e cenário macroeconômico
Os contratos futuros do petróleo do tipo WTI, com vencimento em janeiro, apresentaram recuo de 1,07%, encerrando o pregão cotados a US$ 58,25 o barril. Ao mesmo tempo, o Brent para fevereiro caiu 0,88%, fechando a US$ 61,94.
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Esse movimento reforçou o sentimento de cautela no setor de energia, especialmente diante da possibilidade de uma oferta global superior à demanda nos próximos meses.
Além disso, a proximidade da decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros segue como um fator central para a volatilidade. Juros mais elevados tendem a fortalecer o dólar, o que, por consequência, costuma pressionar os preços do petróleo nos mercados internacionais, como destacado pelo InfoMoney.
Otimismo exagerado ou leitura equivocada do cenário geopolítico?
Parte do mercado avalia que os preços podem estar refletindo um “otimismo excessivo” em relação à possibilidade de um acordo de paz no Leste Europeu.
Segundo análises do Ritterbusch, haveria uma precificação antecipada de um eventual relaxamento das sanções impostas à Rússia, grande produtora de petróleo.
No entanto, esse cenário encontra obstáculos relevantes. O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, voltou a adotar um discurso firme, descartando concessões territoriais. “Não queremos ceder nada. É por isso que estamos lutando”, declarou, conforme a publicação. Essa posição torna incertas as chances de um acordo no curto prazo, alimentando dúvidas sobre a sustentabilidade desse movimento de queda do petróleo.
Enquanto isso, projeções reforçam o clima de insegurança. O MUFG destaca que a Agência Internacional de Energia prevê um excedente recorde de petróleo no próximo ano. Essa perspectiva adiciona pressão adicional aos preços, já que a oferta pode superar significativamente a demanda global.
Em paralelo, o Departamento de Energia dos Estados Unidos mantém projeções conservadoras. Segundo o órgão, o preço médio do Brent deve ficar em torno de US$ 69 em 2025, com queda para US$ 55 em 2026. Esses números indicam um horizonte desafiador para o setor.

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