Petrobras e CTEx investem R$ 30 milhões em nova tecnologia de fibra de carbono para equipamentos da indústria do petróleo e gás

Ruth Rodrigues
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03-05-2022 18:58:39
em Petróleo, Óleo e Gás
Os estudos da Petrobras e do CTEx poderão expandir ainda mais a fabricação dessa estrutura para o crescimento do setor do petróleo e gás, uma vez que a nova tecnologia de fibra de carbono possibilitará uma maior eficiência nesses equipamentos Foto: Flávio Emanuel / Agência Petrobras




Os estudos da Petrobras e do CTEx poderão expandir ainda mais a fabricação dessa estrutura para o crescimento do setor do petróleo e gás, uma vez que a nova tecnologia de fibra de carbono possibilitará uma maior eficiência nesses equipamentos

A estatal Petrobras anunciou na última segunda-feira, (02/05), os estudos da nova tecnologia de fibra de carbono em parceria com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx). Dessa forma, será aplicado um investimento total de R$ 30 milhões para esse novo projeto, que visa expandir a produção de equipamentos para o setor do petróleo e gás com a fibra produzida a partir de piche.

Produção de fibra de carbono à base de piche para equipamentos do setor de petróleo e gás é a nova aposta da Petrobras e do CTEx

Em uma parceria que visa trazer novas alternativas para a indústria do petróleo e gás, a Petrobras se uniu ao CTEx para desenvolver uma nova tecnologia de fibra de carbono produzida a partir de piche. Assim, será possível possibilitar uma nova cadeia produtiva para os equipamentos que são utilizados nesse setor com essa nova iniciativa das empresas. Ademais, o segmento do petróleo e gás será beneficiado com mais eficiência na fabricação de estruturas que necessitam desse material.

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Com isso, o projeto da Petrobras e do CTEx terá um total de investimentos de R$ 30 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. E, após a finalização dos estudos iniciais para o início da fabricação do material, o Exército Brasileiro prevê ampliar a escala de produção desse material, mais leve e resistente que o aço. Essa é uma jogada estratégica para trazer uma solução mais sustentável, eficiente e ainda mais produtiva para o segmento da indústria do petróleo e gás. 

A Petrobras está na linha de frente do projeto em busca de trazer uma nova utilização para os resíduos de piche de petróleo e conseguir aplicá-los nessa nova tecnologia de fibra de carbono. A estatal afirma que o petróleo é o insumo essencial para  o desenvolvimento de diversos produtos e não pode ser limitado apenas ao ramo de combustíveis. Assim, o projeto da empresa com o CTEx poderá trazer um novo cenário para a indústria de equipamentos voltados para o segmento de petróleo e gás no Brasil. 

Nova tecnologia de fibra de carbono à base de piche garante mais eficiência e resistência na fabricação de equipamentos para a indústria do petróleo e gás

A fibra de carbono é um material amplamente utilizado em diversos segmentos industriais no Brasil, mas principalmente na de petróleo e gás, uma vez que possui uma densidade próxima ao plástico e garante mais benefícios na produção de equipamentos. Assim, essa nova tecnologia de fibra de carbono pode ser usada na fabricação de equipamentos de grande porte, passando pelos setores aeroespacial, automobilística, de defesa, além da engenharia estrutural.

Dessa forma, o gerente geral do Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobrás (Cenpes), Antônio Vicente Castro, comentou sobre a relevância dessa nova tecnologia para o setor e afirmou ainda que “A tecnologia desenvolvida pela parceria Petrobrás e CTEx para obtenção de fibra de carbono a partir do óleo decantado (piche) é uma alternativa às tecnologias de produção à base de outras matérias-primas, como o alcatrão de carvão, por exemplo, que pode apresentar restrições ambientais”.

A parceria da Petrobras com o CTEx para novas soluções voltadas para o segmento de petróleo e gás acontece desde o ano de 2003 no Brasil. E, agora, as empresas pretendem modernizar ainda mais o setor com novas alternativas ainda mais tecnológicas e eficientes ao longo dos próximos anos.

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Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.