Em 2022 e 2023, a Petrobras deverá gastar a cada ano 1,1 bilhão de dólares, e outros 1 bilhão em 2024 para descomissionamento de plataformas
De acordo com comunicado nesta segunda-feira (28), a Petrobras deverá gastar aproximadamente 6 bilhões de dólares em plano de descomissionamento de plataformas, gasodutos submarinos e poços offshore. Esse custo é estimado de projetos em andamento desses ativos até 2024.
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Neste ano de 2020, o custo previsto era de 500 milhões de dólares. O custo total deverá aumentar para 2,3 bilhões de dólares no próximo ano. Em 2022 e 2023, a Petrobras deverá gastar a cada ano 1,1 bilhão de dólares, e outros 1 bilhão em 2024.
A estatal afirmou também que estima a entrada de 1 bilhão de dólares em caixa por desinvestimentos em 2020, depois de ter recebido 14,4 bilhões de dólares no ano passado
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O termo é definido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) da seguinte forma: “Descomissionamento é o conjunto de ações legais, procedimentos técnicos e de engenharia aplicados de forma integrada a um sistema Offshore visando assegurar que sua desativação ou cessação de produção atinjam as condições de segurança, condições de preservação ambiental, confiabilidade e rastreabilidade de informações e documentos”.
O projeto de descomissionamento de uma plataforma envolve uma série de profissionais atuantes nas áreas, a exemplo das engenheiras civil, marítima e naval, além de gerenciamento de projetos, topografia, profissionais nas diversas áreas dedicadas ao meio ambiente, gerenciamento de resíduos, reciclagem, catering e apoio marítimo.
Segundo a consultoria Wood Mackenzie, o mercado de descomissionamento pode atrair de US$90 bilhões a US$100 bilhões nos próximos 10 anos. O Brasil, até pelas características de nossas plataformas nas quais 45% tem mais de 25 anos, pode girar US$9 bilhões nos próximos 10 anos. E tudo isso abre uma oportunidade de atuação econômica.

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