O Pentágono acaba de anunciar US$ 70 bilhões para drones e armas anti-drone — o maior investimento militar em veículos autônomos da história, que inclui um salto de 24.000% no orçamento de guerra autônoma
Na terça-feira, 21 de abril de 2026, o Pentágono drones revelou o maior pacote de investimento em veículos autônomos militares já anunciado por qualquer país: mais de US$ 70 bilhões destinados a drones ofensivos e sistemas de defesa anti-drone.
Além disso, o orçamento do Defense Autonomous Warfare Group (DAWG) — o grupo de guerra autônoma do Departamento de Defesa — saltou de US$ 225,9 milhões para US$ 54,6 bilhões, um aumento de mais de 24.000%.
Na prática, os Estados Unidos estão apostando que o futuro da guerra não será decidido por pilotos ou soldados, mas por máquinas autônomas que custam uma fração dos equipamentos tradicionais.
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O paradoxo do Pentágono: drones de US$ 400 destruindo tanques de US$ 10 milhões
O motivo por trás do investimento recorde do Pentágono drones é uma equação simples que está redesenhando a guerra moderna.
Um drone FPV — do tipo usado na Ucrânia — custa cerca de US$ 400. Porém, ele consegue destruir um tanque Abrams que custa US$ 10 milhões.
Ou seja, por menos do que o preço de um carro usado, um operador com um controle remoto pode eliminar um dos veículos de combate mais caros já fabricados.
Consequentemente, o Pentágono drones decidiu que combater essa ameaça exige investimento na mesma escala. Além disso, a estratégia não é apenas defensiva — os EUA também querem ter seus próprios enxames de drones ofensivos.
- Investimento total anunciado: mais de US$ 70 bilhões
- DAWG: salto de US$ 225,9 mi para US$ 54,6 bi (aumento de 24.000%)
- Custo de 1 drone FPV: ~US$ 400
- Custo de 1 tanque Abrams: ~US$ 10 milhões
- Data do anúncio: 21 de abril de 2026
- Fonte: DefenseScoop, dois altos funcionários do Pentágono
O primeiro teste de laser anti-drone em porta-aviões
Em paralelo ao investimento, a Marinha dos EUA revelou que realizou o primeiro teste de arma laser anti-drone em um porta-aviões.
O sistema LOCUST Laser Weapon System foi disparado a bordo do USS George H.W. Bush (CVN-77) no Oceano Atlântico. Dessa forma, o teste representou a primeira extensão dessa tecnologia para o ambiente marítimo.
A vantagem de uma arma laser sobre mísseis interceptadores é o custo por disparo: enquanto um míssil anti-drone custa centenas de milhares de dólares, um disparo de laser custa praticamente nada além da energia elétrica.
Além disso, o laser tem “munição infinita” — desde que haja energia disponível no navio, não acaba. Em comparação, um porta-aviões carrega quantidade limitada de mísseis.
Essa revolução militar se conecta ao que já acontece no campo de batalha moderno, como demonstrou o F-35 que derrubou um caça tripulado em combate real pela primeira vez na história.

DAWG: o grupo secreto que ganhou 24.000% de aumento no orçamento
O Defense Autonomous Warfare Group (DAWG) é o braço do Pentágono drones responsável por encontrar, testar e integrar as melhores tecnologias autônomas disponíveis.
De acordo com documentos do Departamento de Defesa, o DAWG está “encontrando a melhor tecnologia e trabalhando na integração, com empresas testando diferentes sistemas e ferramentas de orquestração para autonomia em tempo real”.
O salto orçamentário de US$ 225,9 milhões para US$ 54,6 bilhões indica que os EUA estão saindo da fase de pesquisa e entrando na fase de produção em massa de sistemas autônomos.
Na prática, isso significa que a corrida por sistemas anti-drone com IA, como a fragata italiana FREMM EVO, está se acelerando em todos os países da OTAN.
O tanque Abrams redesenhado para sobreviver à era dos drones
Em paralelo ao investimento em drones, o Pentágono drones também redesenhou seu principal tanque de combate — o M1E3 Abrams — pela primeira vez em 40 anos.
Consequentemente, o novo modelo foi projetado especificamente para sobreviver em um campo de batalha dominado por drones FPV de US$ 400 e munições de ataque pelo topo.
Na prática, o M1E3 incorpora blindagem ativa contra ataques aéreos, sistemas de detecção de drones por IA e contramedidas eletrônicas que interferem nos sinais de controle dos drones inimigos.
Além disso, o tanque é mais leve que seu antecessor — reduzindo custos de transporte e aumentando mobilidade em terrenos onde drones de reconhecimento atuam constantemente.
A corrida global que o Pentágono drones acelerou
O investimento de US$ 70 bilhões não existe num vácuo. De fato, China, Rússia, Turquia e Irã já operam programas massivos de drones militares.
Dessa forma, a Turquia se tornou uma potência exportadora de drones com o Bayraktar TB2 — usado com sucesso na Ucrânia, Líbia e Nagorno-Karabakh. O drone turco custa apenas US$ 5 milhões, contra US$ 30+ milhões de um Predator americano.
Consequentemente, o Pentágono drones precisa não apenas ter os melhores drones, mas também os mais baratos — porque a guerra moderna favorece quantidade sobre qualidade individual.
Em comparação, a China já opera enxames de até 200 drones coordenados por IA em exercícios militares. Portanto, os US$ 70 bilhões americanos representam uma corrida para não perder a vantagem tecnológica que os EUA mantiveram por décadas.
A diferença é que, desta vez, a vantagem não depende de quem tem o equipamento mais caro — mas de quem consegue produzir mais máquinas autônomas, mais rápido e a menor custo.
O que muda quando drones custam menos que um smartphone
Apesar do investimento recorde, especialistas alertam para um paradoxo: a democratização dos drones significa que qualquer grupo não-estatal também pode ter acesso a essa tecnologia.
Por outro lado, a corrida armamentista de drones pode forçar uma nova era de acordos internacionais — semelhante ao que aconteceu com armas nucleares no século XX.
Ainda assim, por enquanto, o Pentágono drones está apostando que a solução para drones baratos é ter mais drones baratos — e lasers para derrubá-los.
A pergunta que militares de todo o mundo se fazem é: quando o custo de destruir um alvo militar cai para US$ 400, quanto tempo até que a guerra como conhecemos mude completamente?
De acordo com o DefenseScoop, o investimento do Pentágono marca “o mais substancial investimento nas tecnologias até hoje”.
Segundo a Army Recognition, o teste do laser no porta-aviões representa a primeira extensão dessa capacidade para o ambiente naval.

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