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Passagens aéreas podem subir até 30% — o que o governo e a Petrobras estão fazendo para evitar um aumento ainda maior?

Escrito por Paulo Nogueira
Publicado em 10/04/2026 às 18:05
Assista o vídeoPassageiros em fila no aeroporto com aviões ao fundo, representando o aumento das passagens aéreas devido à alta do querosene de aviação no Brasil
Aumento do querosene de aviação pressiona tarifas aéreas, mesmo com medidas do governo e da Petrobras para conter o impacto
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Alta do querosene de aviação pressiona tarifas, enquanto ações emergenciais reduzem parcialmente os efeitos para o consumidor

O aumento das passagens aéreas no Brasil está diretamente relacionado à alta no preço do querosene de aviação (QAV). Após o reajuste anunciado pela Petrobras, o mercado passou a projetar elevação nas tarifas, ainda que medidas do governo e da estatal tenham reduzido parte desse impacto.

Na prática, a tendência é de aumento nas passagens, porém em nível inferior ao inicialmente estimado.

Aumento do combustível pressiona o setor aéreo

O principal fator é o reajuste médio de 55% no preço do QAV, anunciado pela Petrobras no dia 1º de abril.

O combustível representa cerca de 40% do custo total das passagens aéreas, o que torna o setor sensível a variações de preço.

O aumento está associado à valorização do barril de petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Projeções indicam alta nas tarifas

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Empresas já podem aderir às medidas para evitar impactos na alta dos preços da passagens aéreas – Via Radio Nacional BR

De acordo com Tiago Chagas, presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, o impacto inicial poderia resultar em aumento de:

20% a 30% nas passagens aéreas

Após a adoção de medidas de contenção, a estimativa foi revisada para:

10% a 12% de aumento efetivo

Isso indica que as ações implementadas reduziram parcialmente a pressão sobre os preços.

Medidas adotadas para conter o impacto

A Petrobras optou por parcelar o reajuste do QAV, evitando a aplicação integral imediata.

Inicialmente, foi repassado um aumento de 18%, com o restante sendo distribuído ao longo de seis meses.

O governo federal também implementou medidas complementares:

  • Isenção de PIS e Cofins sobre o QAV
  • Criação de linha de crédito para companhias aéreas

Essas ações têm como objetivo reduzir a pressão de custos sobre as empresas e mitigar o repasse integral ao consumidor.

Possíveis efeitos no setor aéreo

Mesmo com as medidas, a elevação das tarifas permanece provável.

Segundo o presidente da ANAC, as ações foram eficazes para reduzir o impacto, mas não eliminam a necessidade de reajuste.

Além disso, o comportamento das companhias aéreas pode influenciar o cenário.

Entre as possíveis respostas do setor estão:

  • Ajustes na oferta de voos
  • Revisão de rotas com menor rentabilidade
  • Adequação de preços conforme demanda

Esses fatores podem afetar a dinâmica do mercado nos próximos meses.

Contexto e implicações

As medidas adotadas indicam uma tentativa de equilibrar a sustentabilidade financeira das companhias aéreas com a manutenção da demanda.

No entanto, o cenário permanece condicionado à evolução do preço do petróleo no mercado internacional.

Caso haja continuidade da pressão sobre os custos, novos ajustes tarifários podem ocorrer.

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Paulo Nogueira

Eletrotécnica formado em umas das instituições de ensino técnico do país, o Instituto Federal Fluminense - IFF ( Antigo CEFET), atuei diversos anos na áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção. Hoje com mais de 8 mil publicações em revistas e blogs online sobre o setor de energia, o foco é prover informações em tempo real do mercado de empregabilidade do Brasil, macro e micro economia e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões e correções, entre em contato no e-mail informe@clickpetroleoegas.com.br. Vale lembrar que não aceitamos currículos neste contato.

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