Tecnologia NFC facilita pagamentos rápidos no varejo, mas exige atenção constante de consumidores e lojistas para evitar fraudes silenciosas
O pagamento por aproximação, portanto, consolidou-se como um dos meios mais utilizados no comércio brasileiro nos últimos anos. Desde 2020, quando a tecnologia ganhou força no país, consumidores passaram a pagar compras apenas encostando cartão ou celular na maquininha. No entanto, embora a praticidade seja evidente, o avanço desse modelo também trouxe dúvidas recorrentes sobre segurança, fraudes e uso indevido, especialmente em casos de perda ou roubo.
Segundo dados divulgados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o volume de transações sem contato cresceu de forma acelerada a partir da pandemia. Assim, supermercados, farmácias, transportes e restaurantes adotaram o sistema como padrão. Ainda assim, apesar das camadas de proteção, riscos continuam existindo, o que exige informação e vigilância diária.
Como funciona o pagamento por aproximação e por que ele se popularizou
O pagamento por aproximação utiliza a tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite a troca de dados entre o cartão ou o celular e a maquininha a poucos centímetros de distância. Dessa forma, a compra é concluída rapidamente, sem inserir o cartão no terminal.
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Além disso, em valores menores, não é necessário digitar senha. Por isso, a combinação entre agilidade, comodidade e menor contato físico impulsionou o uso desde 2020, conforme orientações do Banco Central do Brasil. No entanto, justamente essa facilidade, quando somada à desatenção, pode favorecer situações de risco.
Fraudes no pagamento por aproximação preocupam autoridades
Apesar dos mecanismos de segurança, fraudes podem ocorrer quando há falhas no ambiente da transação. Em primeiro lugar, um dos golpes mais conhecidos envolve a adulteração de maquininhas, geralmente com a instalação de softwares maliciosos por falsos técnicos.
Além disso, outra prática relatada envolve o uso de maquininhas portáteis em locais movimentados. Nesses casos, criminosos aproximam o terminal de cartões guardados em bolsas ou bolsos. Como existe um limite para compras sem senha, cobranças podem ser feitas sem percepção imediata do titular.
Desde 2021, o Banco Central e a Febraban reforçam alertas sobre esse tipo de situação, destacando a importância do acompanhamento constante das transações.
Cuidados essenciais para o consumidor proteger o cartão
Diante desse cenário, algumas atitudes simples ajudam a reduzir significativamente os riscos. Assim, o controle ativo do cartão, aliado às ferramentas oferecidas pelas instituições financeiras, torna-se fundamental.
Entre os principais cuidados recomendados estão:
• Acompanhar com frequência o extrato e o histórico de compras
• Ativar alertas em tempo real a cada transação realizada
• Ajustar o limite de compras sem senha ou desativar a função, se preferir
• Guardar o cartão em locais protegidos, evitando aproximações involuntárias
• Evitar o uso em maquininhas que gerem desconfiança
Essas orientações passaram a ser reforçadas em campanhas educativas a partir de 2022, conforme diretrizes da Febraban.
Responsabilidade dos lojistas na segurança das transações
Além do consumidor, os lojistas também exercem papel central na segurança do pagamento por aproximação. Afinal, são eles que controlam os terminais e o ambiente de venda.
Boas práticas incluem manter atualizações apenas com suporte oficial, controlar o acesso físico às maquininhas e treinar funcionários para identificar tentativas de golpe. Quando essas medidas são adotadas, aumenta-se a confiança do cliente e reduzem-se os riscos operacionais.
Informação como principal aliada contra golpes
Por fim, a informação continua sendo uma das ferramentas mais eficazes contra fraudes. Quanto mais o consumidor compreende como funciona o pagamento por aproximação, seus limites e notificações, mais rápido identifica comportamentos fora do padrão.
Desde 2020, o Banco Central do Brasil reforça que a educação financeira, aliada ao bloqueio imediato do cartão em caso de perda e ao uso consciente dos meios digitais, é essencial. Assim, quando consumidores e lojistas atuam com atenção, a tecnologia mantém sua principal vantagem: praticidade com mais segurança, sem surpresas desagradáveis no fim do mês.

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