Com poucos SK-105 ainda em condição de rodagem, o Corpo de Fuzileiros Navais enfrenta dificuldades de manutenção, canibalização da frota e leilão de sucatas enquanto avalia substitutos para seus blindados anticarro
O Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil vive um momento de transição em sua força blindada. Após operar carros de combate leves SK-105 A2S Kürassier desde os anos 2000, a tropa convive hoje com poucos veículos em condição de rodagem, enquanto sete sucatas foram anunciadas em leilão em julho.
Blindados SK-105 marcaram nova fase no CFN
A trajetória blindada do Corpo de Fuzileiros Navais começou antes da chegada dos SK-105. As primeiras viaturas foram cinco protótipos do ENGESA EE-11 Urutu, usados até os anos 80. Depois vieram 30 M113A1, ainda em uso, e seis EE-9 Cascavel.
Os Cascavel, na versão M4, representaram um marco para a Força. Eles foram os primeiros blindados de combate do CFN, equipados com canhão e usados na função anticarro, o que permitiu a criação da Companhia de Carros de Combate.
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Com a chegada de 17 carros de combate leves SK-105 A2S Kürassier e uma viatura de socorro 4KH7FA Greif, os EE-9 foram desativados a partir dos anos 2000. A decisão é descrita no material como questionada.
Frota enfrenta dificuldade de manutenção
O SK-105 foi desenvolvido a partir dos anos 1960 pela Saurer-Werk para o Exército Austríaco. A proposta era criar um veículo anticarro leve, manobrável e capaz de enfrentar blindados mais pesados da época.
O veículo usa torre oscilante, semelhante à do AMX-13 francês, e canhão raiado de 105 mm. Nas versões mais recentes, o sistema é capaz de disparar projétil cinético APFSDS a cerca de 1.430 m/s.
O lote comprado pelo CFN foi o último produzido. A linha chegou a ser reaberta para atender a esse pedido e outro do Exército de Botsuana. Poucos anos depois, a obtenção de componentes passou a ser uma dificuldade.
Leilão de sucatas expõe desgaste da frota
A tentativa de modernização pela empresa brasileira GESPI chegou a avançar em um exemplar, sem custos para a Força, mas o projeto não foi considerado vantajoso e acabou abandonado.
Com a idade avançada e a dificuldade de manutenção, apenas três ou quatro viaturas ainda teriam condições de rodagem, incluindo o Greif.
As demais foram canibalizadas para manter a pequena frota funcionando, além de duas preservadas como monumentos.
O anúncio do leilão de sete sucatas em julho, feito por um leiloeiro privado, teve impacto visual pelas imagens divulgadas e chamou atenção de quem acompanha a história da força blindada do CFN.
Substituição pode aproximar projetos da Marinha e do Exército
A substituição dos SK-105 já aparece em estudos dentro do PROADSUMUS. O debate apontado no material é se o futuro blindado do CFN e a Nova Família de Blindados do Exército Brasileiro poderiam ser unificados.
A compra conjunta é apresentada como uma possibilidade com vantagens de escala, redução de custos de aquisição e operação, apoio à logística e maior nacionalização de componentes. O ponto central é encontrar uma solução vantajosa para as duas forças e para o Brasil.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do material fornecido sobre o Corpo de Fuzileiros Navais, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.


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