Enquanto o mercado inflaciona o 0km, especialistas indicam quais picapes médias robustas entregam o mesmo (ou mais) por muito menos.
A busca por picapes médias 0km tem levado consumidores a financiamentos que se assemelham ao preço de um apartamento. No entanto, o mercado de usados esconde verdadeiras “minas de ouro”: caminhonetes robustas, confiáveis e que fazem o mesmo serviço, ou até melhor, por menos da metade do valor.
Muitos motoristas desconhecem o potencial de modelos de gerações anteriores que oferecem excelente custo-benefício. Uma análise do portal Carrão na Garagem destacou cinco dessas picapes que desafiam a lógica de pagar caro apenas pelo “cheiro de novo”, provando que é possível ter uma caminhonete de respeito sem esvaziar a conta bancária.
Chevrolet S10 2013: A guerreira durável

A Chevrolet S10, especialmente do ano 2013, é considerada uma lenda subestimada por quem entende do assunto. O grande trunfo deste modelo é o motor 2.8 turbo diesel Duramax, que entrega 180 cavalos de potência e um torque descrito como “de trator”. Esse motor é fruto de uma parceria com a Isuzu, marca japonesa renomada pela especialização em motores a diesel, o que se traduz em durabilidade e resistência ao trabalho pesado.
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Diferente de picapes mais antigas, essa geração da S10 surpreende na dirigibilidade, oferecendo um câmbio automático de seis marchas suave e um conforto que se aproxima de um carro de passeio, apesar da suspensão com feixe de molas. Com capacidade de carga de uma tonelada e caçamba de mais de 1000 litros, ela se destaca pela manutenção. Segundo a análise do Carrão na Garagem, suas peças são baratas e fáceis de encontrar, tornando-a uma opção racional para quem quer trabalhar e “dormir tranquilo”.
Ford Ranger 2013: Equilíbrio e força
A Ford Ranger 2013 é frequentemente esquecida, mas é uma das picapes médias mais completas que o Brasil já teve. Nascida da união entre a engenharia americana e o rigor australiano, ela foi projetada para mercados exigentes. O coração dela é o motor 3.2 turbo diesel de 5 cilindros, um “tanque de guerra” com 200 cavalos e quase 48 kgf·m de torque, proporcionando força real mesmo com a caçamba lotada.
O conforto é um diferencial, com suspensão de feixes de molas progressivos que garantem firmeza quando carregada e suavidade quando vazia. O custo-benefício é o que mais chama a atenção: uma picape com essa motorização e conforto de SUV pode ser encontrada na faixa dos R$ 70 mil a R$ 90 mil, valor inferior a muitos carros populares 0km. A ressalva, aponta a fonte, é a necessidade de usar diesel de boa qualidade e manter a manutenção do sistema de injeção em dia.
Nissan Frontier 2011: Robustez

A Nissan Frontier 2011 é sinônimo de valentia. Equipada com o motor 2.5 turbo diesel que entrega 172 cavalos e mais de 40 kgf·m de torque, ela foi feita para o trabalho bruto. O câmbio manual de seis marchas é descrito como “praticamente indestrutível”, e a versão automática de cinco marchas também é considerada uma rocha, desde que a troca de óleo seja feita no tempo certo. A tração 4×4 é elogiada pela simplicidade mecânica, “sem frescuras eletrônicas”.
Um dos seus maiores destaques é o espaço interno. Com um entre-eixos de 3,20 metros, a cabine é considerada enorme, acomodando passageiros com folga. Segundo o Carrão na Garagem, uma Frontier 2011 em bom estado pode ser encontrada por valores próximos a R$ 80.000, o que representa menos de um terço do preço de algumas picapes médias novas, fazendo exatamente o mesmo serviço.
Toyota Hilux 2009: A lenda da revenda

Falar de picapes médias usadas sem citar a Toyota Hilux é impossível. O modelo 2009, equipado com o motor 3.0 turbo diesel de 163 cavalos e 35 kgf·m de torque, é um “monumento à durabilidade”. O segredo da Hilux, conforme a análise, nunca foi a potência bruta, mas a confiabilidade: “é o tipo de motor que não quebra, não reclama, só trabalha“, havendo relatos de unidades com mais de 800.000 km rodados.
O sistema 4×4 simples e o chassi pesado a tornam a favorita de quem vive na estrada. O preço, no entanto, é um “choque”: mesmo com mais de 15 anos, uma Hilux 2009 bem cuidada varia entre R$ 80 mil e R$ 110 mil. A explicação para o valor elevado é que ela praticamente não desvaloriza. É um investimento que, se bem cuidado, permite a revenda futura pelo mesmo preço da compra, mas exige atenção redobrada contra golpes e veículos adulterados.
L200 Triton 2013: O custo-benefício subestimado

A Mitsubishi L200 Triton 2013 fecha a lista como a picape que muitos subestimam, mas que entrega um custo-benefício referência no Brasil. Ela é voltada para quem precisa de uma ferramenta de trabalho que aguente o tranco. O motor 3.2 turbo diesel de 170 cavalos e 35 kgf·m de torque é elogiado pela força, parecendo “feito para rebocar o mundo”.
O grande diferencial técnico é o sistema de tração Super Select, um dos mais eficientes do mercado, que permite a mudança de 2×4 para 4×4 mesmo a 100 km/h. Embora a caçamba seja ligeiramente menor que a das rivais (780 litros), ela compensa na robustez e no preço, que fica entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. A análise do Carrão na Garagem destaca que o carro “envelhece bem”, sem rangidos, e tem boa oferta de peças.
Vale a pena pagar caro pelo status?
A análise desses cinco modelos de picapes médias prova que o mercado de usadas está repleto de oportunidades. Elas demonstram que idade não significa fraqueza e que é possível adquirir uma máquina bruta, confiável e pronta para o trabalho gastando uma fração do valor de um modelo 0km.
A escolha entre pagar caro pelo status do ano ou ser esperto e economizar parece clara para quem busca racionalidade. E agora, queremos saber a sua opinião: qual dessas cinco picapes você levaria para casa? Você acha que elas merecem o trono de melhor custo-benefício do mercado? Deixe seu comentário abaixo e conte-nos qual modelo você acha que ficou faltando nessa lista!


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