Baleia-comum foi registrada em Valência com forte curvatura na coluna, dificuldade para nadar e suspeita de lesão causada por colisão
Em 11 de março, uma baleia-comum foi avistada na costa de Valência, na Espanha, em uma cena que rapidamente chamou atenção nas redes sociais. O animal, de cerca de 17 metros de comprimento e aproximadamente 40 toneladas, apresentava uma deformação acentuada na coluna, identificada como escoliose.
O primeiro alerta partiu de marinheiros locais. Inicialmente, eles imaginaram que a baleia estivesse presa em redes de pesca e tentando escapar. No entanto, após a chegada de biólogos e veterinários, a situação foi reavaliada. O problema não era uma rede, mas uma curvatura severa no corpo do mamífero marinho.
Baleia-comum com escoliose foi registrada por equipe de resgate em Valência
A equipe da Fundación Oceanogràfic de València acompanhou o caso com imagens aéreas. As filmagens mostraram que o animal tinha um desvio grave na metade da coluna, o que comprometia seus movimentos na água.
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Os especialistas tentaram colocar um rastreador na baleia para monitorar seu deslocamento. Porém, a deformidade impediu que o equipamento fosse instalado com segurança.
Após algumas horas perto da costa, a baleia deixou a região. Ainda assim, as imagens evidenciaram que ela nadava com dificuldade, o que reforçou a gravidade da condição observada.
Espécie é o segundo maior animal do planeta e pode chegar a quase 26 metros
A baleia vista na Espanha pertence à espécie conhecida como baleia-comum ou baleia-fin. Esses animais podem atingir quase 26 metros de comprimento e pesar até 48 toneladas.
Além disso, as baleias-comuns são consideradas o segundo maior animal do planeta. Elas ficam atrás apenas da baleia-azul.
No caso de Valência, o espécime era menor do que o limite máximo da espécie, mas ainda impressionava pelo porte. Com 17 metros e cerca de 40 toneladas, o animal tinha dimensões equivalentes às de uma grande embarcação.
Escoliose em baleias é rara e costuma estar ligada a acidentes
Em humanos, a escoliose pode surgir de forma espontânea. Isso ocorre porque a anatomia humana distribui o peso de maneira adaptada à postura bípede, o que pode favorecer desvios na coluna.
Nas baleias, o cenário é diferente. A anatomia desses mamíferos marinhos torna a coluna menos propensa a curvaturas causadas por postura ou pressão corporal.
Por isso, casos de baleias com escoliose costumam ser associados a acidentes. Entre as principais suspeitas estão colisões com embarcações, hipótese considerada para explicar o caso da baleia-comum de Valência.
Colisões com barcos estão entre os maiores riscos para baleias-comuns
Cerca de 2 mil baleias morrem todos os anos em razão de colisões com barcos. Esses acidentes são especialmente preocupantes para baleias-comuns, já que a espécie passa bastante tempo perto da superfície.
Esse comportamento aumenta o risco de contato com embarcações. Consequentemente, a baleia-comum aparece entre as espécies mais envolvidas nesse tipo de ocorrência.
Logo depois, outra espécie frequentemente registrada em episódios semelhantes é a baleia-jubarte, também conhecida por realizar longas migrações pelos oceanos.
Caso de 2022 mostrou sofrimento de baleia-jubarte com coluna quebrada
Em 2022, uma baleia-jubarte com a coluna quebrada foi rastreada durante uma longa jornada entre a Colúmbia Britânica, na costa oeste do Canadá, e o Havaí.
As imagens do animal com o corpo torcido causaram forte comoção. Mesmo provavelmente sentindo dores intensas, a baleia percorreu milhares de quilômetros sem conseguir se impulsionar normalmente com a cauda.
A viagem deixou o animal extremamente debilitado. Ao longo do trajeto, ele ficou emaciado e coberto por piolhos de baleia, sinais de uma condição física gravemente comprometida.
Baleia de Valência expõe impacto silencioso das embarcações sobre a vida marinha
O caso registrado na Espanha revelou mais do que uma cena rara. Ele mostrou como uma lesão na coluna pode comprometer a sobrevivência de um animal gigantesco, mesmo quando ele ainda consegue nadar.
A baleia-comum avistada em Valência seguiu seu caminho após algumas horas. No entanto, a dificuldade de locomoção indicava que sua condição era severa.
A história também reforça a atenção necessária aos impactos de embarcações sobre grandes mamíferos marinhos. Afinal, mesmo quando uma colisão não causa morte imediata, ela pode deixar sequelas prolongadas e dolorosas.

