Portal chinês destacou críticas ao Exército Brasileiro, gerando debates sobre prioridades, investimentos e reputação das Forças Armadas no cenário internacional, e evidenciando o impacto dessas análises para a imagem do Brasil no exterior.
O Exército Brasileiro já esteve no centro de um episódio internacionalmente repercutido após ter sido citado de maneira crítica em uma publicação de grande circulação da China.
Um artigo veiculado pelo portal Sohu.com, pertencente a um dos principais grupos de comunicação chineses, apresentou uma análise sobre as Forças Armadas Brasileiras, questionando a distribuição do orçamento militar e a eficácia da estrutura de defesa nacional.
O conteúdo, publicado em 2023, atraiu atenção de especialistas, militares e do público brasileiro, alimentando debates sobre o papel e o preparo das instituições militares do país.
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Críticas internacionais ao Exército Brasileiro
Na ocasião, o Sohu.com classificou o Exército Brasileiro como “o mais falso, frouxo e vazio do mundo”, fundamentando-se em dados sobre a alocação de recursos no setor de defesa.
O artigo mencionava que aproximadamente 1,3% do orçamento militar nacional seria destinado à aquisição de armamentos e equipamentos, índice abaixo da média internacional, que gira em torno de 30%.
Conforme o texto, esse cenário contribuiria para uma baixa eficácia de combate e um quadro de modernização considerado insuficiente.
Estrutura orçamentária das Forças Armadas Brasileiras
Além dos investimentos em equipamentos, a publicação destacou que cerca de 80% das despesas das Forças Armadas Brasileiras eram empregadas no pagamento de salários, aposentadorias e pensões de militares da ativa e da reserva.
Segundo a análise chinesa, essa configuração evidenciava uma prioridade diferente daquela observada em países com histórico de investimento elevado em tecnologia e treinamento militar.
Referências históricas e percepções internacionais
O artigo recuperou referências históricas para ilustrar a percepção internacional sobre o Exército Brasileiro.
Entre os exemplos citados, estava a frase atribuída a Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial, segundo a qual “se os brasileiros soubessem lutar, as cobras poderiam fumar cigarros”.
Embora a expressão tenha sido ressignificada pelos próprios militares brasileiros, o Sohu.com utilizou o episódio para ilustrar avaliações estrangeiras sobre a capacidade operacional da tropa brasileira naquele período.

Fatores geográficos e estratégicos
O texto ainda abordou possíveis motivos para o perfil das Forças Armadas Brasileiras, citando fatores como a localização geográfica do Brasil, cercado por países sem histórico recente de conflitos armados, e a influência dos Estados Unidos na política de defesa nacional.
O portal afirmou que, diante da ausência de ameaças estratégicas, o Brasil não teria incentivo para ampliar investimentos militares ou buscar protagonismo regional em questões de defesa.
Perfil pacífico e repercussão internacional
Ao final da publicação, o Sohu.com destacou que o perfil pacífico das forças brasileiras era percebido como um fator de estabilidade no contexto internacional.
O artigo apontou que, segundo essa análise, a postura do Brasil, de não buscar dominação ou exportação de suas ideias, poderia ser associada à promoção de um ambiente mais harmonioso entre as nações.
A repercussão da matéria foi observada tanto em fóruns de debates quanto na imprensa internacional, trazendo à tona discussões sobre a estrutura do setor de defesa no Brasil.
De acordo com dados do Ministério da Defesa, hoje, a maior parte do orçamento das Forças Armadas Brasileiras permanece destinada a salários e benefícios, limitando os recursos disponíveis para aquisição de equipamentos, modernização e treinamento de tropas.
