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O dia em que a Venezuela tremeu: terremotos de grande intensidade deixam 1.430 mortos, provocam destruição em várias regiões e mobilizam uma força-tarefa internacional na busca por sobreviventes

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 27/06/2026 às 19:27 Atualizado em 27/06/2026 às 19:29
Equipes de resgate trabalham entre escombros após terremotos na Venezuela em busca de sobreviventes
Equipes de emergência atuam em uma área afetada pelos terremotos na Venezuela, realizando buscas por sobreviventes entre os escombros após os fortes tremores de magnitude 7,2 e 7,5.
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Balanço atualizado revela aumento no número de vítimas após os terremotos de 7,2 e 7,5 que atingiram o país; equipes de resgate seguem atuando entre os escombros.

A Venezuela enfrenta uma das maiores operações de resgate após os terremotos registrados na quarta-feira (24). O novo balanço divulgado neste sábado (27) aponta que 1.430 pessoas morreram após os fortes tremores que atingiram diferentes regiões do país.

A informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, em declaração à mídia estatal. Antes disso, o balanço oficial indicava 920 mortes confirmadas.

Além disso, as equipes de emergência continuam procurando desaparecidos entre os escombros. Dessa forma, autoridades afirmam que o número de vítimas pode passar por novas atualizações conforme o acesso às áreas afetadas avance.

Dois terremotos de alta magnitude atingiram a Venezuela em sequência

Inicialmente, os terremotos aconteceram na quarta-feira, 24 de junho, quando dois fortes tremores foram registrados com menos de um minuto de diferença.

Os abalos sísmicos alcançaram magnitudes 7,2 e 7,5, provocando destruição em diversas regiões da Venezuela.

Além disso, os maiores impactos foram registrados em La Guaira, local declarado como zona de desastre pelas autoridades venezuelanas.

Outras áreas também foram afetadas, incluindo:

  • Caracas;
  • Miranda;
  • Aragua;
  • Carabobo;
  • Falcón.

Segundo informações oficiais, centenas de edifícios foram danificados ou destruídos após os terremotos.

Equipes de resgate enfrentam desafios enquanto procuram sobreviventes

Enquanto isso, os trabalhos de emergência continuam com apoio de bombeiros, militares, voluntários e equipes internacionais.

Entretanto, as operações enfrentam dificuldades devido aos danos na infraestrutura e às interrupções no fornecimento de energia elétrica em algumas regiões atingidas.

Além disso, autoridades e organismos internacionais alertam que o número de vítimas pode aumentar nos próximos dias, principalmente após o avanço das buscas em locais ainda não completamente acessados.

Dois brasileiros estão entre as vítimas fatais dos terremotos

Entre os mortos confirmados após os terremotos na Venezuela, dois brasileiros tiveram suas mortes reconhecidas pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Além disso, o governo brasileiro enviou uma missão humanitária para auxiliar nos trabalhos de resgate e no atendimento à população afetada.

Assim, a cooperação internacional passou a reforçar as ações de emergência realizadas no país.

Força Aérea Brasileira envia missão humanitária para reforçar resgates

Após uma solicitação do governo venezuelano, a Força Aérea Brasileira (FAB) enviou uma equipe especializada para ajudar nas operações.

A aeronave KC-390 Millennium pousou na Base Militar El Libertador, em Maracay, transportando profissionais, equipamentos e cães farejadores.

A força-tarefa brasileira reúne 44 integrantes, sendo:

  • 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná;
  • 4 integrantes da Defesa Civil Nacional;
  • 4 técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Além disso, foram enviados seis cães farejadores e aproximadamente 13 toneladas de equipamentos, materiais de apoio e suprimentos.

Tecnologia e cães farejadores reforçam buscas por pessoas desaparecidas

Durante a operação, equipamentos tecnológicos serão utilizados para aumentar as chances de localização de sobreviventes.

Entre os materiais enviados estão antenas capazes de detectar sinais de celulares sob os escombros.

Dessa maneira, a tecnologia será aplicada em conjunto com os cães farejadores, oferecendo suporte adicional às equipes que atuam nos locais atingidos.

Por fim, a missão brasileira é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores, após o pedido oficial de auxílio feito pelas autoridades venezuelanas.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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