Honda Element usa painéis plásticos externos que não amassam e quase não enferrujam, tornando o SUV um ícone cult entre entusiastas e viajantes.
No universo automotivo, alguns modelos se destacam por potência, outros por economia, alguns por design… e um grupo muito pequeno por resistência extrema. O Honda Element pertence exatamente a essa categoria. Lançado em 2003 e vendido até 2011, o SUV compacto japonês criado para o mercado norte-americano virou uma espécie de “tanque urbano alternativo”, alvo de colecionadores, surfistas, campistas e viajantes que queriam um carro quase impossível de destruir no uso diário.
Mas o que tornou o Element uma lenda não foi o motor, nem os números de desempenho.
Foi sua carroceria incomum, projetada com painéis plásticos externos que não amassam com facilidade e não enferrujam como uma lata tradicional.
Painéis plásticos externos: o segredo da carroceria que não amassa
O Honda Element usa uma combinação de materiais que hoje seria cara demais para um carro popular:
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- Painéis plásticos externos nas portas, para-lamas e partes inferiores da carroceria.
- Estrutura metálica interna reforçada, responsável pela segurança.
Esse revestimento plástico, um polímero resistente, semelhante ao aplicado em veículos utilitários e picapes de serviço, absorvia pequenos impactos de estacionamento, batidas de porta e toques leves sem amassar.
Não era marketing. Era engenharia pura: Os painéis externos funcionavam como uma “pele flexível”, que deformava e voltava à posição, reduzindo danos superficiais.
Para quem vivia em cidade grande ou na praia, o benefício era imediato: menos funilaria, menos pintura, menos dor de cabeça.
Quase imune à ferrugem: a vantagem dos painéis plásticos
Enquanto muitos SUVs da mesma época sofrem com corrosão após anos expostos ao sol, chuva ou maresia, o Honda Element ganhou fama de “carro que não enferruja”.
A explicação é simples:
- Os painéis externos são plásticos — não oxidam.
- A carroceria metálica interna é menos exposta.
- Regiões onde normalmente surgem bolhas de ferrugem (bordas de paralama, portas e caixas de roda) são protegidas.
Isso não significa que o carro seja totalmente imune à ferrugem, estrutura metálica sempre pode oxidar. mas o Element tem sim uma resistência incomparável para um veículo dessa faixa.
Nos EUA, onde neve, sal e gelo destroem carros em poucos anos, o Element se tornou referência:
Quando todos enferrujam, ele permanece inteiro.
Design quadrado, funcional e extremamente prático
O visual do Honda Element sempre dividiu opiniões. Uns acham estranho. Outros acham genial. A verdade? Para quem entende de carros funcionais, ele é praticamente perfeito:
- Portas traseiras suicidas (abrem para trás) e criam um vão enorme.
- Interior lavável, com assoalho emborrachado e superfícies rígidas.
- Bancos que viram cama, removíveis, rebatíveis e moduláveis.
- Porta-malas gigantesco, pensado para esportes e viagens.
- Altura elevada, mas dimensões compactas.
Ele foi projetado para transportar pranchas, cães, mochilas, equipamentos de camping e bicicletas — tudo ao mesmo tempo.
SUV dos aventureiros, surfistas e viajantes
Nos EUA e Canadá, o Element se tornou o carro oficial de:
- Fotógrafos
- Campistas
- Surfistas
- Entusiastas de “car camping”
- Donos de pets (existiam até versões “Dog Edition”)
O veículo virou símbolo do conceito “life utility vehicle”: um utilitário voltado para estilo de vida, não para status.
E o motor? Robusto, simples e duradouro
O Element usou motores Honda da família K-Series, reconhecidos mundialmente por robustez e longevidade. Os principais são:
- 2.4 i-VTEC de 160 a 166 cv, dependendo do ano
- Câmbio manual ou automático (EUA)
- Configuração FWD ou AWD
Não era um esportivo, mas era quase indestrutível. Há relatos de motores passando de 300 mil km sem abrir.
Por que o Honda Element nunca veio ao Brasil?
Apesar de cultuado lá fora, o Element nunca foi vendido oficialmente no Brasil por três motivos:
- Produção exclusiva para EUA/Canadá
- Visual considerado “muito diferente” para o mercado brasileiro
- Custo alto de importação
Hoje, algumas unidades importadas aparecem eventualmente no país como raridades absolutas.
Por que ele virou uma lenda?
Por três razões principais:
Durabilidade absurda
Painéis plásticos, menos ferrugem, motor robusto.
Configuração interna única
Nenhum SUV atual oferece um espaço tão prático, lavável e flexível.
Carisma de “carro diferente”
Ele parece um misto de minivan, SUV e veículo utilitário — algo que só os japoneses ousariam fazer.
Situação atual do Honda Element no mercado
O modelo é altamente disputado nos EUA, com preços subindo nos últimos anos.
No Brasil, é item de colecionador e aparece raramente em classificados de importados independentes.
O Element saiu de linha em 2011, mas sua comunidade é tão ativa que a Honda já recebeu pedidos formais de relançamento.

