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O carro japonês que “não amassa” e quase não enferruja: Honda Element usa painéis plásticos na carroceria, resiste a impactos leves e virou ‘lenda’ entre entusiastas

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 24/11/2025 às 08:16 Atualizado em 23/11/2025 às 23:37
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Honda Element usa painéis plásticos externos que não amassam e quase não enferrujam, tornando o SUV um ícone cult entre entusiastas e viajantes.

No universo automotivo, alguns modelos se destacam por potência, outros por economia, alguns por design… e um grupo muito pequeno por resistência extrema. O Honda Element pertence exatamente a essa categoria. Lançado em 2003 e vendido até 2011, o SUV compacto japonês criado para o mercado norte-americano virou uma espécie de “tanque urbano alternativo”, alvo de colecionadores, surfistas, campistas e viajantes que queriam um carro quase impossível de destruir no uso diário.

Mas o que tornou o Element uma lenda não foi o motor, nem os números de desempenho.
Foi sua carroceria incomum, projetada com painéis plásticos externos que não amassam com facilidade e não enferrujam como uma lata tradicional.

Painéis plásticos externos: o segredo da carroceria que não amassa

O Honda Element usa uma combinação de materiais que hoje seria cara demais para um carro popular:

  • Painéis plásticos externos nas portas, para-lamas e partes inferiores da carroceria.
  • Estrutura metálica interna reforçada, responsável pela segurança.

Esse revestimento plástico, um polímero resistente, semelhante ao aplicado em veículos utilitários e picapes de serviço, absorvia pequenos impactos de estacionamento, batidas de porta e toques leves sem amassar.

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Não era marketing. Era engenharia pura: Os painéis externos funcionavam como uma “pele flexível”, que deformava e voltava à posição, reduzindo danos superficiais.

Para quem vivia em cidade grande ou na praia, o benefício era imediato: menos funilaria, menos pintura, menos dor de cabeça.

Quase imune à ferrugem: a vantagem dos painéis plásticos

Enquanto muitos SUVs da mesma época sofrem com corrosão após anos expostos ao sol, chuva ou maresia, o Honda Element ganhou fama de “carro que não enferruja”.

A explicação é simples:

  • Os painéis externos são plásticos — não oxidam.
  • A carroceria metálica interna é menos exposta.
  • Regiões onde normalmente surgem bolhas de ferrugem (bordas de paralama, portas e caixas de roda) são protegidas.

Isso não significa que o carro seja totalmente imune à ferrugem, estrutura metálica sempre pode oxidar. mas o Element tem sim uma resistência incomparável para um veículo dessa faixa.

Nos EUA, onde neve, sal e gelo destroem carros em poucos anos, o Element se tornou referência:
Quando todos enferrujam, ele permanece inteiro.

Design quadrado, funcional e extremamente prático

O visual do Honda Element sempre dividiu opiniões. Uns acham estranho. Outros acham genial. A verdade? Para quem entende de carros funcionais, ele é praticamente perfeito:

  • Portas traseiras suicidas (abrem para trás) e criam um vão enorme.
  • Interior lavável, com assoalho emborrachado e superfícies rígidas.
  • Bancos que viram cama, removíveis, rebatíveis e moduláveis.
  • Porta-malas gigantesco, pensado para esportes e viagens.
  • Altura elevada, mas dimensões compactas.
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Ele foi projetado para transportar pranchas, cães, mochilas, equipamentos de camping e bicicletas — tudo ao mesmo tempo.

SUV dos aventureiros, surfistas e viajantes

Nos EUA e Canadá, o Element se tornou o carro oficial de:

  • Fotógrafos
  • Campistas
  • Surfistas
  • Entusiastas de “car camping”
  • Donos de pets (existiam até versões “Dog Edition”)

O veículo virou símbolo do conceito “life utility vehicle”: um utilitário voltado para estilo de vida, não para status.

E o motor? Robusto, simples e duradouro

O Element usou motores Honda da família K-Series, reconhecidos mundialmente por robustez e longevidade. Os principais são:

  • 2.4 i-VTEC de 160 a 166 cv, dependendo do ano
  • Câmbio manual ou automático (EUA)
  • Configuração FWD ou AWD

Não era um esportivo, mas era quase indestrutível. Há relatos de motores passando de 300 mil km sem abrir.

Por que o Honda Element nunca veio ao Brasil?

Apesar de cultuado lá fora, o Element nunca foi vendido oficialmente no Brasil por três motivos:

  • Produção exclusiva para EUA/Canadá
  • Visual considerado “muito diferente” para o mercado brasileiro
  • Custo alto de importação

Hoje, algumas unidades importadas aparecem eventualmente no país como raridades absolutas.

Por que ele virou uma lenda?

Por três razões principais:

Durabilidade absurda

Painéis plásticos, menos ferrugem, motor robusto.

Configuração interna única

Nenhum SUV atual oferece um espaço tão prático, lavável e flexível.

Carisma de “carro diferente”

Ele parece um misto de minivan, SUV e veículo utilitário — algo que só os japoneses ousariam fazer.

Situação atual do Honda Element no mercado

O modelo é altamente disputado nos EUA, com preços subindo nos últimos anos.
No Brasil, é item de colecionador e aparece raramente em classificados de importados independentes.

O Element saiu de linha em 2011, mas sua comunidade é tão ativa que a Honda já recebeu pedidos formais de relançamento.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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