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O ar-condicionado do futuro: pesquisadores desenvolvem equipamento 3D que aquece e resfria casas sem eletricidade

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 03/12/2025 às 13:55 Atualizado em 03/12/2025 às 13:56
Dispositivo 3D opera entre 8 e 32 graus e alterna aquecimento e resfriamento sem energia, reduzindo demanda térmica em edifícios.
Dispositivo 3D opera entre 8 e 32 graus e alterna aquecimento e resfriamento sem energia, reduzindo demanda térmica em edifícios.
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Uma equipe internacional apresentou em 2025 um dispositivo 3D capaz de aquecer e resfriar sem eletricidade, funcionando entre 8 e 32 graus em testes ao ar livre e indicando potencial de reduzir gastos energéticos que chegam a 70 por cento

Uma equipe internacional apresentou em 2025 um dispositivo 3D capaz de aquecer e resfriar sem eletricidade, funcionando entre 8 e 32 graus em testes ao ar livre e indicando potencial de reduzir gastos energéticos que chegam a 70 por cento.

O equipamento usa uma liga com memória de forma que reage automaticamente às variações térmicas, alternando entre aquecimento e resfriamento sem fios, motores ou sensores, seguindo princípios arquitetonicos tradicionais e materiais inteligentes com memória térmica.

As bases do projeto vêm de observações presentes em estruturas antigas, como casas Hanok e casas de chá asiaticas, que utilizavam beirais ajustados ao ângulo solar para controlar o clima ao longo das estações, inspirando a lógica aplicada à liga térmica.

O núcleo do dispositivo é formado por uma estrutura que se contrai ou expande quando a temperatura muda, abrindo ou fechando o módulo sem tomada ou bateria, permitindo acionar o sistema de forma totalmente autonomma conforme a condição ambiente.

Quando permanece fechado, o dispositivo reflete radiação solar e emite luz infravermelha de ondas médias, promovendo resfriamento passivo sem exigir energia adicional, mantendo a operação apenas com exposiçao ao ambiente externo.

Quando a temperatura cai, a estrutura se abre e expõe uma superfície preta que absorve calor solar, funcionando como coletor térmico e permitindo aquecimento direto sem sensores ou motores, repetindo o ciclo conforme o clima.

Esse mecanismo bimodo alterna entre aquecer e resfriar sem aplicativos ou botões, garantindo operação autossuficiente e alinhada ao objetivo de diminuir consumo energético e emissões em edifícios e cidades que buscam eficiência térmica.

Ensaios ao ar livre

A equipe liderada pelo professor Kim Bong hoon na DGIST testou o módulo sob diferentes ângulos solares e temperaturas entre 8 e 32 graus Celsius, demonstrando desempenho estável nos dois modos e independência da geometria das construções.

Esses testes reais mostraram que o dispositivo não exige remodelação de prédios, já que pode ser acoplado a superfícies, módulos externos ou futuras fachadas dinâmicas, ampliando sua aplicabilidade sem intervenção estrutural complexa.

Potencial e uso urbano

O avanço ocorre em um contexto no qual cidades buscam reduzir o consumo destinado ao aquecimento e ao resfriamento, que alcança quase 70 por cento dos gastos energéticos dos edifícios, tornando soluções passivas ainda mais relevantes.

Regulamentações em vários países estimulam tecnologias sem eletricidade que melhorem a eficiência térmica, favorecendo a adoção de módulos como este, capazes de integrar edifícios antigos sem obras profundas ou sistemas sofisticados.

O recurso pode ser aplicado em telhados, fachadas modulares e mobiliário urbano exposto ao sol, além de possível combinação com revestimentos fotovoltaicos ou materiais de mudança de fase, ampliando o alcance do controle térmico.

Sua independência energética permite uso em áreas rurais, prédios antigos e regiões densamente povoadas com redes sobrecarregadas, operando apenas com princípios físicos básicos relacionados à luz e ao calor solar natural.

Caso avance para aplicações comerciais, o dispositivo pode se tornar parte essencial do controle climático passivo de construções futuras, reduzindo impactos ambientais sem alterar o conforto e criando alternativas viáveis para eficiência energética.

Os autores, incluindo Ho Jun Jin et al, descrevem o estudo publicado na revista Advanced Materials em 2025 sob DOI 10.1002/adma.202507682, reforçando o caráter experimental, mas com potencial de crescimento no setor.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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