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A megacidade de gelo: prédios, castelos e monumentos gigantes são erguidos com blocos de gelo por milhares de trabalhadores, obras com centenas de metros atrai milhões de visitantes e transforma cidade chinesa em cidade congelada de escala impressionante

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 30/11/2025 às 09:10 Atualizado em 30/11/2025 às 09:23
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Imagem: Ilustração artística
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Com estruturas gigantes esculpidas diretamente do rio Songhua, o Festival Internacional de Gelo e Neve de Harbin movimenta milhões, amplia atrações e preserva tradições que começaram em 1963

O Festival Internacional de Gelo e Neve de Harbin se consolidou como uma das maiores celebrações de inverno do planeta porque reúne esculturas monumentais, atrações turísticas e competições que atraem milhões de visitantes todos os anos.

A cidade chinesa de Harbin, localizada em Heilongjiang, recebe o evento no auge do frio, quando os ventos da Sibéria intensificam as baixas temperaturas e permitem a criação de estruturas gigantes feitas diretamente do gelo coletado no rio Songhua.

Além disso, o festival evoluiu desde sua criação e ampliou o alcance de suas atrações. O evento, que já recebeu 18 milhões de visitantes e movimentou 28,7 bilhões de yuans, tornou-se um símbolo cultural da região.

Ele também se destaca porque exibe algumas das maiores esculturas de gelo do mundo, reunindo equipes de artistas chineses e internacionais.

O festival permanece aberto do fim de dezembro ao fim de fevereiro.

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Espaços que concentram as atrações principais

Dois locais organizam as estruturas mais procuradas. A Ilha do Sol, situada na margem oposta do rio, abriga esculturas gigantes de neve e funciona como um amplo espaço de lazer.

O outro é o Mundo de Gelo e Neve, que abre à tarde e à noite, oferecendo construções iluminadas de grande porte feitas com blocos de gelo de 60 a 90 centímetros de espessura retirados do próprio Songhua.

O parque precisa ser reconstruído todos os anos. A cada edição, surgem novas esculturas e prédios de gelo.

Em 1999, o primeiro parque nessa configuração foi inaugurado para marcar a virada do milênio. Nos anos seguintes, a área chegou a atingir 800 mil metros quadrados, o equivalente a 80 hectares, transformando-se em uma cidade temporária totalmente esculpida.

Atividades que movimentam turistas e moradores

O festival promove visitas a parques com lanternas de gelo espalhadas por Harbin e mantém uma série de práticas recreativas típicas do inverno chinês.

Entre elas estão o esqui alpino em Yabuli, o banho de mar no rio Songhua e a exposição de lanternas de gelo do Parque Zhaolin.

Essas atividades ampliam o fluxo de visitantes porque oferecem diferentes experiências, contribuindo para manter a programação variada durante todo o período do evento.

Origens que remontam às lanternas tradicionais

A história do festival é mais antiga do que parece. O evento nasceu do costume local de produzir lanternas de gelo, uma tradição que começou no jardim de Harbin em 1963.

Essa prática foi interrompida durante a Revolução Cultural, mas retornou quando o parque Zhaolin passou a realizar anualmente a festa de lanternas, a partir de 5 de janeiro de 1985.

Portanto, o festival atual é resultado da expansão dessa tradição, que ganhou força e público ao longo das décadas.

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Mudanças e ampliações ao longo dos anos

Em 2001, o Festival de Gelo de Harbin foi unificado ao Festival Internacional de Esqui de Heilongjiang. O novo formato passou a ser chamado de Festival Internacional de Esculturas de Gelo e Neve de Harbin, reforçando a variedade de atrações.

Em 2007, uma escultura inspirada no Canadá homenageou o médico Norman Bethune. A obra recebeu o recorde mundial como maior escultura de neve do planeta, com 250 metros de comprimento e 8,5 metros de altura, utilizando mais de 13 mil metros cúbicos de neve.

Ela tinha duas partes principais: Cataratas do Niágara e a travessia do Estreito de Bering, que representava a migração das Primeiras Nações.

Essa obra marcou uma das edições mais celebradas. O festival ficou ainda mais conhecido no exterior.

Expansão e novos temas em cada edição

O festival comemorou 30 anos em 2014 com o tema “50 Anos de Gelo e Neve, Harbin Encantadora”. A programação contou com competições, feiras e exposições entre 20 de dezembro de 2013 e 28 de fevereiro de 2014.

Em 2015, o evento foi inaugurado em 5 de janeiro. O tema escolhido foi “Gelo e Neve de Harbin, Sonhos Encantadores da China ao redor do mundo”.

A programação incluiu fogos, festas de aniversário, natação no gelo, pesca, casamentos coletivos, desfiles de moda, apresentações e jogos.

O festival durou de 22 de dezembro de 2014 ao início de março de 2015.

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Uma das obras gigantescas erguidas com blocos de gelo durante o festival do gelo. Foto: Wikimedea Commons / John Pannell, de Watford, Reino Unido

A grandiosidade apresentada em 2019 e 2020

A 35ª edição, em 2019, levou ao público mais de 600 mil metros quadrados de atrações e mais de 100 pontos turísticos.

Foram usados 110 mil metros cúbicos de gelo e 120 mil de neve. Artistas de 12 países competiram no concurso anual de escultura.

Em 2020, a edição de número 36 reforçou o status global do evento. As esculturas foram produzidas com aproximadamente 220 mil metros cúbicos de gelo, retirados do rio Songhua.

O festival foi reconhecido como uma das maiores comemorações de inverno do mundo, ao lado do Festival de Neve de Sapporo, do Carnaval de Inverno de Quebec e do Festival de Esqui de Holmenkollen.

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Impactos recentes e participação em grandes eventos

Em 2021, o festival não ocorreu em pleno funcionamento por causa da pandemia de COVID-19.
Mesmo assim, manteve sua relevância.

O evento também integrou a programação cultural da Universíada de Inverno de 2009 e dos Jogos Asiáticos de Inverno de 2025. Nessas ocasiões, a pira olímpica fez parte das atividades na praça principal do festival.

Como cada escultura ganha forma

Os blocos de gelo são cortados na superfície congelada do rio com serras de balanço. Depois, escultores utilizam cinzéis, picaretas e diferentes tipos de serras para moldar as peças. O trabalho segue dia e noite até a abertura do festival.

Água deionizada pode ser aplicada para criar blocos transparentes como vidro.

À noite, luzes multicoloridas iluminam as estruturas, criando efeitos que mudam conforme a intensidade da iluminação.

O resultado final inclui prédios, monumentos, animais, figuras humanas, criaturas míticas, escorregadores e lanternas.

Essas esculturas detalhadas são o principal motivo pelo qual turistas viajam ao festival todos os anos.

Com informações de Wikipedia.

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Valéria Sant'Anna
Valéria Sant'Anna
30/11/2025 10:57

Gostaria muito de assistir a contrução, também… Quanto à sensação de frio: quando está próximo de zero grau, ainda positivo sentimos a pior sensação de frio… porque em zero grau zera a umidade e é ela a responsável pelo sensação de frio!

Romário Pereira de Carvalho

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