O Afeganistão, conhecido por conflitos e pobreza, está realizando um projeto ambicioso: o Canal Qosh Tepa. A construção, que visa transformar áreas desérticas em terras férteis, enfrenta desafios técnicos e financeiros. No entanto, o progresso continua com a segunda fase em andamento desde fevereiro de 2024.
O Afeganistão, apesar de seus desafios históricos, está realizando um dos maiores projetos hídricos da Ásia: o Canal Qosh Tepa. Localizado no norte do país, entre as províncias de Balkh e Faryab, o canal tem como objetivo transformar 550.000 hectares de deserto em áreas férteis. A construção, que começou em 2018, entrou em sua segunda fase em fevereiro de 2024.
O Canal Qosh Tepa capta água do Rio Amu Dária, desviando aproximadamente 20% de seu fluxo anual, o que equivale a 10 bilhões de metros cúbicos de água. O canal tem 100 metros de largura, até 8,5 metros de profundidade e se estenderá por 285 quilômetros. Na segunda fase, serão escavados 177 quilômetros adicionais.
Historicamente, as primeiras ideias para o canal surgiram na década de 1970, mas conflitos e mudanças políticas atrasaram o projeto no Afeganistão
Em 2018, a empresa AECOM concluiu os estudos de viabilidade. Mesmo após a retirada das tropas dos EUA e a retomada do controle pelo Talibã em 2021, o governo afegão decidiu continuar com o projeto usando recursos locais.
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O projeto enfrenta grandes desafios, incluindo a falta de equipamentos modernos e mão de obra qualificada, além da necessidade de reunir um orçamento de 650 milhões de dólares. O governo está financiando a construção com receitas de impostos e vendas de carvão para o Paquistão, que enfrenta uma crise energética.
Até agora, a primeira fase do projeto foi concluída em novembro de 2023, com 108 quilômetros escavados e 14 portas hídricas construídas para prevenção de inundações
A segunda fase, iniciada em fevereiro de 2024, envolve a escavação de 177 quilômetros adicionais, com conclusão prevista para fevereiro de 2025. A última fase incluirá a distribuição de subcanais para terras agrícolas, com a conclusão total esperada para 2028.
Apesar do progresso, o projeto enfrenta críticas e preocupações ambientais, especialmente dos países vizinhos, como Tajiquistão, Uzbequistão e Turcomenistão. Em novembro de 2023, uma ruptura no canal causou um grande derramamento de água, levantando questões sobre a segurança do projeto.
O Canal Qosh Tepa promete grandes benefícios econômicos
Estima-se que criará 250 mil empregos no norte do Afeganistão e ajudará a combater o alto índice de desemprego, que atingiu 15,4% em 2023. Além disso, o aumento na produção agrícola pode tornar os alimentos mais acessíveis para a população.
O projeto é uma esperança para o Afeganistão alcançar a autossuficiência alimentar e melhorar a qualidade de vida de sua população. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, torcendo para que o país consiga superar os desafios e concluir este ambicioso empreendimento.


Infelizmente o povo afegão vai sofrer por muito tempo ainda! Culpa dos governantes que não querem um país melhor para todos! É lamentável ter que dizer isso, mas é a mais pura verdade!
isso é para o bem da humanidade. produzir alimentos é questão de nobreza. Deixe os invejosos se rasgarem e sigam a frente. lechai!
Em quanto muitos falam o calado vai trabalhando e conquistando seu ideal.