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O Afeganistão avança na construção do Canal Qosh Tepa, um projeto ambicioso no deserto que visa transformar 550.000 hectares em áreas férteis

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 31/05/2024 às 09:59
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Imagem: Construction Time/Divulgação
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O Afeganistão, conhecido por conflitos e pobreza, está realizando um projeto ambicioso: o Canal Qosh Tepa. A construção, que visa transformar áreas desérticas em terras férteis, enfrenta desafios técnicos e financeiros. No entanto, o progresso continua com a segunda fase em andamento desde fevereiro de 2024.

O Afeganistão, apesar de seus desafios históricos, está realizando um dos maiores projetos hídricos da Ásia: o Canal Qosh Tepa. Localizado no norte do país, entre as províncias de Balkh e Faryab, o canal tem como objetivo transformar 550.000 hectares de deserto em áreas férteis. A construção, que começou em 2018, entrou em sua segunda fase em fevereiro de 2024.

O Canal Qosh Tepa capta água do Rio Amu Dária, desviando aproximadamente 20% de seu fluxo anual, o que equivale a 10 bilhões de metros cúbicos de água. O canal tem 100 metros de largura, até 8,5 metros de profundidade e se estenderá por 285 quilômetros. Na segunda fase, serão escavados 177 quilômetros adicionais.

Historicamente, as primeiras ideias para o canal surgiram na década de 1970, mas conflitos e mudanças políticas atrasaram o projeto no Afeganistão

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Em 2018, a empresa AECOM concluiu os estudos de viabilidade. Mesmo após a retirada das tropas dos EUA e a retomada do controle pelo Talibã em 2021, o governo afegão decidiu continuar com o projeto usando recursos locais.

O projeto enfrenta grandes desafios, incluindo a falta de equipamentos modernos e mão de obra qualificada, além da necessidade de reunir um orçamento de 650 milhões de dólares. O governo está financiando a construção com receitas de impostos e vendas de carvão para o Paquistão, que enfrenta uma crise energética.

Até agora, a primeira fase do projeto foi concluída em novembro de 2023, com 108 quilômetros escavados e 14 portas hídricas construídas para prevenção de inundações

A segunda fase, iniciada em fevereiro de 2024, envolve a escavação de 177 quilômetros adicionais, com conclusão prevista para fevereiro de 2025. A última fase incluirá a distribuição de subcanais para terras agrícolas, com a conclusão total esperada para 2028.

Apesar do progresso, o projeto enfrenta críticas e preocupações ambientais, especialmente dos países vizinhos, como Tajiquistão, Uzbequistão e Turcomenistão. Em novembro de 2023, uma ruptura no canal causou um grande derramamento de água, levantando questões sobre a segurança do projeto.

O Canal Qosh Tepa promete grandes benefícios econômicos

Estima-se que criará 250 mil empregos no norte do Afeganistão e ajudará a combater o alto índice de desemprego, que atingiu 15,4% em 2023. Além disso, o aumento na produção agrícola pode tornar os alimentos mais acessíveis para a população.

O projeto é uma esperança para o Afeganistão alcançar a autossuficiência alimentar e melhorar a qualidade de vida de sua população. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, torcendo para que o país consiga superar os desafios e concluir este ambicioso empreendimento.

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Flávio Mendes
Flávio Mendes
02/06/2024 18:52

Infelizmente o povo afegão vai sofrer por muito tempo ainda! Culpa dos governantes que não querem um país melhor para todos! É lamentável ter que dizer isso, mas é a mais pura verdade!

yosafi moacir figueiredo
yosafi moacir figueiredo
02/06/2024 09:23

isso é para o bem da humanidade. produzir alimentos é questão de nobreza. Deixe os invejosos se rasgarem e sigam a frente. lechai!

AlcimarMarques
AlcimarMarques
01/06/2024 21:28

Em quanto muitos falam o calado vai trabalhando e conquistando seu ideal.

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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