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SP
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Novo trem de 160 km/h promete reduzir tempo de viagem no Brasil e fazer trajeto de quase 100 km em cerca de 64 minutos; composição de 104 metros terá 236 lugares e potência de 3.000 kW

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 09/03/2026 às 20:28 Atualizado em 09/03/2026 às 20:29
Novo trem intercidades promete ligar São Paulo a Campinas em cerca de 64 minutos, com velocidade de até 160 km/h e projeto ferroviário de R$ 14 bilhões.
Novo trem intercidades promete ligar São Paulo a Campinas em cerca de 64 minutos, com velocidade de até 160 km/h e projeto ferroviário de R$ 14 bilhões.
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Projeto ferroviário paulista aposta em trem de média velocidade inspirado em modelo chileno para encurtar deslocamentos entre capital e interior, com promessa de viagem em cerca de 64 minutos e integração com rede ferroviária existente entre São Paulo, Jundiaí e Campinas.

O trem que deve operar o Trem Intercidades Eixo Norte, entre São Paulo, Jundiaí e Campinas, foi apresentado com configuração inspirada em um modelo já usado no Chile e com promessa de encurtar a viagem para cerca de 64 minutos.

O projeto oficial do governo paulista prevê um percurso de 101 quilômetros, com partida na Barra Funda, parada em Jundiaí e chegada a Campinas, em uma operação que tem entrega prevista para 2031.

As imagens divulgadas pela concessionária TIC Trens mostram um trem de quatro carros, desenho aerodinâmico e proposta visual alinhada ao primeiro serviço ferroviário de média velocidade planejado para passageiros no Brasil.

Embora a operação comercial do eixo paulista esteja prevista para 140 km/h, a composição apresentada tem como referência um trem com capacidade operacional de 160 km/h, fabricado pela CRRC Sifang e colocado em serviço no Chile em 2024.

Na prática, a principal mudança prometida está no tempo de deslocamento entre a capital paulista e o interior.

Hoje, esse trajeto depende de rodovias congestionadas ou de viagens mais longas por outros modos de transporte.

O Trem Intercidades (TIC) aposta em um design com frente alongada, linhas aerodinâmicas e identidade visual própria para o Eixo Norte do projeto. — Foto: TIC Trens
O Trem Intercidades (TIC) aposta em um design com frente alongada, linhas aerodinâmicas e identidade visual própria para o Eixo Norte do projeto. — Foto: TIC Trens

Com o novo serviço ferroviário, o governo de São Paulo sustenta que a ligação entre as duas regiões passará a combinar maior previsibilidade de viagem, integração com a rede metropolitana e menor tempo de deslocamento.

Trem intercidades inspirado em modelo ferroviário usado no Chile

A referência visual e técnica apresentada para o TIC Eixo Norte se aproxima do SFB-500, trem produzido pela CRRC Sifang para a empresa estatal chilena EFE.

Esse modelo entrou em operação no corredor entre Santiago e Chillán e foi divulgado com 236 assentos, 104 metros de comprimento e velocidade máxima de 160 km/h.

Esses atributos passaram a ser usados como base de comparação nas apresentações do projeto paulista.

Além do porte, a configuração também chama atenção pela possibilidade de operação em unidade múltipla.

Isso significa que duas composições podem circular acopladas, ampliando a oferta de lugares conforme a demanda.

No caso do trem chileno, a solução foi desenhada para serviços regionais mais rápidos, com acessibilidade, climatização e padrão de conforto superior ao de trens metropolitanos tradicionais.

Esse desenho ajuda a explicar a escolha dessa referência para o corredor ferroviário entre São Paulo e Campinas.

A concessionária ainda não detalhou, na mesma profundidade, todos os fornecedores e especificações finais do trem que será entregue no Brasil.

O Trem Intercidades (TIC) aposta em um design com frente alongada, linhas aerodinâmicas e identidade visual própria para o Eixo Norte do projeto. — Foto: TIC Trens
O Trem Intercidades (TIC) aposta em um design com frente alongada, linhas aerodinâmicas e identidade visual própria para o Eixo Norte do projeto. — Foto: TIC Trens

Mesmo assim, o material de apresentação indica uma composição com características semelhantes às do modelo chileno.

Entre os pontos destacados estão a distribuição interna voltada a viagens regionais de média distância e uma identidade visual mais próxima de serviços intercidades.

Velocidade do trem e tempo estimado da viagem entre São Paulo e Campinas

O projeto do TIC Eixo Norte foi estruturado para alcançar cerca de 64 minutos no serviço expresso entre Campinas e São Paulo, com parada em Jundiaí.

Essa é uma das metas centrais da concessão e aparece tanto nos materiais institucionais do governo quanto nas páginas da concessionária.

A velocidade comercial informada pela TIC Trens para a operação é de até 140 km/h.

Esse número fica abaixo do potencial máximo do trem de referência, mas é considerado suficiente para sustentar o tempo estimado de viagem divulgado no projeto.

Internamente, a composição apresentada para o serviço prevê itens voltados ao conforto em viagens de média distância.

Entre eles estão sanitários, incluindo espaço adaptado para pessoas com mobilidade reduzida.

Também aparecem sistema de climatização independente por carro, monitoramento por câmeras e equipamentos de segurança, como sensores de fumaça e incêndio.

Dados técnicos associados à composição de referência incluem potência de 3.000 kW, aceleração de 0,7 m/s² e desaceleração de emergência de até 2,5 m/s².

O trem teria ainda peso aproximado de 207 toneladas, número que ajuda a dimensionar o perfil operacional esperado para um serviço regional mais rápido.

Esse desempenho permite manter características superiores às de trens metropolitanos convencionais, mantendo compatibilidade com a infraestrutura ferroviária planejada para o corredor.

Projeto inclui trem regional, linha metropolitana e modernização da Linha 7-Rubi

O TIC Eixo Norte não se resume ao trem expresso entre a capital e Campinas.

A concessão também inclui o Trem Intermetropolitano (TIM).

Esse serviço parador ligará Jundiaí a Campinas, com estações em Louveira, Vinhedo e Valinhos.

Além disso, o contrato prevê a operação, manutenção e modernização da Linha 7-Rubi, que conecta a estação Barra Funda a Jundiaí.

Trata-se de um pacote ferroviário mais amplo voltado a reorganizar a mobilidade sobre trilhos em um dos principais eixos urbanos e econômicos do estado de São Paulo.

Nos documentos do projeto, o governo paulista informa R$ 14,2 bilhões em investimentos.

A expectativa é atender cerca de 15 milhões de pessoas em 11 municípios, além da geração de mais de 10 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

O cronograma apresentado em materiais institucionais aponta início das obras em 2026.

O Trem Intermetropolitano tem previsão de operação em 2029.

Já o Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas está previsto para entrar em funcionamento em 2031.

A concessão foi leiloada em 29 de fevereiro de 2024.

O projeto foi vencido pelo consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos, ligado ao Grupo Comporte e à fabricante chinesa CRRC.

Desde então, a concessionária TIC Trens assumiu a operação da Linha 7-Rubi e passou a concentrar a implantação dos novos serviços ferroviários do eixo norte.

Em sua apresentação institucional, a empresa afirma que o futuro Trem Intercidades poderá transportar até 860 passageiros por viagem, considerando a operação completa do serviço e não apenas a capacidade sentada de uma única composição.

A divulgação do layout do trem reforça que o projeto entrou em uma fase mais concreta de comunicação com o público.

Ainda assim, a implantação depende do avanço das obras civis, da construção da infraestrutura ferroviária e da definição final do material rodante que será entregue para operação.

Entre os pontos já consolidados nos documentos oficiais estão o corredor ferroviário de 101 quilômetros, o tempo estimado de viagem e a criação de um serviço expresso de média velocidade entre São Paulo e Campinas.

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Iara Romera
Iara Romera
13/03/2026 17:25

Achei fantástico ,o Brasil ganharia muito se fosse movido pelos trens ,não seríamos prisioneiros dos combustíveis poluidores ,a agricultura agradeceria pois a cana acaba com o solo e rios ,a gasolina com ar .. é um caso a ser estudado …

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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