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Novo radar inteligente começa a identificar e multar motoristas que dirigem sozinhos em faixas exclusivas, usa câmeras para contar ocupantes e já muda as regras de fiscalização em vias movimentadas na Europa

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 25/06/2026 às 23:59
Câmeras de radar inteligente monitoram veículos em uma rodovia movimentada para identificar placas e ocupantes.
Sistema de câmeras inteligentes acompanha o tráfego e reforça a fiscalização eletrônica em faixas exclusivas de vias movimentadas.
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O sistema anunciado pela DGT combina leitura de placas e detecção de ocupantes para fiscalizar a faixa BUS-VAO da autovia A-2, nos acessos a Madri.

Para quem entra sozinho em uma faixa reservada a veículos compartilhados, a fiscalização pode acontecer antes mesmo de qualquer agente aparecer. É justamente isso que o novo radar inteligente preparado para a autovia A-2, em Madri, promete fazer. O equipamento identifica quantas pessoas estão dentro do veículo, registra a placa e aponta o uso irregular da faixa BUS-VAO.

O sistema foi anunciado em 31 de outubro de 2025 pela Direção-Geral de Tráfego da Espanha, a DGT. Inicialmente, a ativação estava prevista para o primeiro trimestre de 2026. Antes disso, porém, a tecnologia passaria por algumas semanas de testes.

A proposta é fácil de entender. Quando a faixa BUS-VAO estiver ativa, motoristas sozinhos não poderão utilizá-la. Caso a regra seja desrespeitada, a infração poderá ser registrada eletronicamente, sem uma abordagem imediata na rodovia.

Como o radar descobre quem está sozinho no carro

A tecnologia trabalha com dois recursos principais: leitura automática de placas e detecção de ocupação.

Primeiramente, os equipamentos verificam o veículo durante a circulação. Em seguida, o sistema analisa quantas pessoas estão dentro do automóvel. Assim, quando apenas o motorista é identificado, a possível infração fica registrada.

Além disso, o monitoramento também alcança quem entra ou sai da faixa em pontos não autorizados. Portanto, não basta cumprir a quantidade mínima de ocupantes. O condutor também precisa respeitar os locais indicados pela sinalização.

Esse detalhe muda bastante a fiscalização. Em vez de depender somente de agentes posicionados na estrada, o controle pode funcionar de maneira contínua. Consequentemente, mais veículos podem ser verificados ao longo do dia.

Painel de monitoramento exibe imagens de várias rodovias acompanhadas por câmeras de fiscalização inteligente.
Radares com IA flagram uso de celular e falta de cinto de segurança a até 300km/h – Imagem: Reprodução

A faixa exclusiva que muda conforme o horário

A faixa BUS-VAO da autovia A-2 não funciona como uma pista exclusiva durante todo o dia.

Nos horários de maior movimento, ela é destinada a ônibus, motocicletas, veículos de emergência e automóveis com dois ou mais ocupantes. Fora desses períodos, entretanto, a pista pode ser liberada aos demais veículos.

A sinalização luminosa informa quando a regra especial está valendo. Dessa forma, o motorista precisa observar os painéis antes de entrar no corredor.

A lógica é simples: durante os congestionamentos, quem compartilha o carro ou utiliza o transporte coletivo recebe prioridade. Assim, a medida busca melhorar o fluxo nos acessos movimentados de Madri.

A multa de 200 euros para quem tenta burlar a regra

O uso irregular da faixa BUS-VAO pode resultar em multa de 200 euros.

A penalidade não surgiu com o novo radar. Em junho de 2016, a Revista Tráfico y Seguridad Vial, ligada à DGT, mostrou um caso curioso. Um motorista circulava pela faixa BUS-VAO da rodovia A-6 com uma boneca no banco do passageiro.

A tentativa de simular uma segunda ocupante não funcionou. O condutor foi identificado e recebeu a multa prevista pela utilização irregular da faixa.

Agora, entretanto, o novo sistema torna a fiscalização mais automatizada. Entre as medidas estão:

  • identificação do número de ocupantes;
  • leitura automática das placas;
  • registro eletrônico das irregularidades;
  • controle de entradas e saídas proibidas;
  • fiscalização contínua da faixa exclusiva.

O que essa tecnologia representa para o Brasil

No Brasil, os radares são usados principalmente para controlar velocidade e avanço de sinal vermelho. Além disso, câmeras inteligentes já acompanham o trânsito em tempo real.

Entretanto, a identificação automática do número de ocupantes ainda não é amplamente utilizada no país. Por isso, uma possível adoção dependeria de investimentos e mudanças na legislação.

Para quem observa de fora, o equipamento pode parecer apenas mais um radar. Para o motorista que entra sozinho na faixa exclusiva, porém, ele representa uma fiscalização capaz de perceber algo que antes dependia do olhar de um agente.

O avanço europeu mostra que o controle do trânsito está ficando mais automatizado. Ao mesmo tempo, a tecnologia reforça prioridades como transporte público, compartilhamento de veículos e melhor mobilidade urbana.

E você, acha que um radar capaz de identificar motoristas sozinhos dentro do carro também deveria ser adotado nas vias movimentadas do Brasil?

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Caio Aviz

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