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Novo programa do governo ajuda idosos com mais de sessenta anos a renegociar dívidas que passam da renda, juntar bancos numa só audiência e proteger aluguel, luz, comida e remédio do corte

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 24/12/2025 às 09:55
Novo programa do governo usa a lei do superendividamento para idosos superendividados renegociar dívidas e preservar mínimo existencial em acordos de pagamento.
Novo programa do governo usa a lei do superendividamento para idosos superendividados renegociar dívidas e preservar mínimo existencial em acordos de pagamento.
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Criado a partir da lei do superendividamento, o novo programa do governo permite que idosos com mais de sessenta anos renegociem dívidas em uma só audiência, reorganizem parcelas que passam da renda e preservem aluguel, luz, comida e remédio básico, evitando corte imediato de serviços essenciais e protegendo o orçamento

Desde 2021, quando a nova lei do superendividamento passou a valer em todo o país, o novo programa do governo direcionado a consumidores idosos começou a ganhar corpo como ferramenta oficial para enfrentar dívidas que ultrapassam a renda mensal. O modelo parte da ideia de que ninguém deve ser obrigado a escolher entre pagar o banco ou manter itens básicos como aluguel, luz, alimentação e remédios indispensáveis.

Em 2025, com o avanço do endividamento entre pessoas com mais de sessenta anos e o peso de cartões, empréstimos e carnês sobre aposentadorias e pensões, o novo programa do governo se consolidou como caminho estruturado para renegociar tudo em uma única audiência, reunir vários bancos ao mesmo tempo e construir um plano de pagamento que respeite o chamado mínimo existencial do idoso.

O que é o novo programa do governo para idosos superendividados

Na prática, o novo programa do governo é a aplicação organizada da lei do superendividamento em favor de consumidores que já não conseguem pagar todas as dívidas sem sacrificar despesas básicas.

Ele é voltado principalmente a aposentados, pensionistas e trabalhadores com mais de sessenta anos que comprometeram a renda com crédito caro e contratos sucessivos.

A lei considera superendividado o consumidor de boa fé cuja renda mensal já não é suficiente para arcar, ao mesmo tempo, com:

prestações de empréstimos, cartões e financiamentos

contas atrasadas que viraram cobranças formais

despesas essenciais com moradia, alimentação, energia, água e medicamentos

O foco do novo programa do governo é reconstruir essa equação por meio de um plano de pagamento global, em que o idoso apresenta toda a situação financeira, os credores são chamados para negociar e o juiz ou órgão de defesa do consumidor ajuda a montar uma proposta única, com prazos e valores compatíveis com a renda real.

Como funciona a renegociação em uma só audiência

Um dos pilares da lei do superendividamento é a chamada audiência de conciliação global.

Em vez de negociar separadamente com cada banco, cartão ou financeira, o novo programa do governo permite que o idoso reúna todos os credores em um único procedimento, reduzindo pressão, ligações insistentes e propostas isoladas difíceis de comparar.

Na audiência, são apresentados:

renda comprovada do idoso

lista completa de dívidas e credores

gastos mínimos com aluguel, luz, água, alimentação e remédios

capacidade de pagamento mensal que sobra depois das despesas essenciais

A partir desses dados, é elaborado um plano de pagamento coletivo, com redução de juros, alongamento de prazo e readequação das parcelas a uma faixa que caiba no orçamento.

Em muitos casos, o juiz pode homologar esse plano, dando força jurídica ao acordo e obrigando os credores presentes a seguir as condições aprovadas.

O que fica protegido: aluguel, luz, comida e remédio

Um ponto central da lei e do novo programa do governo é a proteção do mínimo existencial.

Isso significa que, ao montar o plano de pagamento, o idoso não pode ter integralmente comprometidos valores destinados a:

aluguel ou prestação de moradia

contas de luz e água necessárias ao funcionamento da casa

alimentação básica da família

remédios de uso contínuo e tratamentos indispensáveis à saúde

A renegociação não pode transformar a vida do idoso em uma sequência de cortes e privações, apenas para satisfazer credores financeiros.

Em vez disso, o programa busca um equilíbrio: preservar o essencial e ajustar o que é possível nas dívidas, dentro de um limite que não empurre o consumidor para uma situação ainda mais frágil.

Quem pode pedir ajuda e por onde começar

Para acessar o novo programa do governo, o caminho costuma passar por órgãos públicos de defesa do consumidor ou pela Justiça:

Procons estaduais e municipais

Defensorias públicas

Juizados especiais cíveis e varas especializadas em relações de consumo

Em geral, o idoso precisa levar documentos como:

RG, CPF e comprovante de residência

comprovante de renda (benefício do INSS, holerite, extrato bancário)

contratos, faturas de cartão, boletos e cartas de cobrança

contas de aluguel, luz, água e farmácia, mostrando o peso das despesas básicas

Com esse material, o novo programa do governo avalia se há superendividamento e, confirmada a situação, encaminha para uma audiência com os credores.

O idoso pode contar com apoio jurídico gratuito quando não tem condições de pagar advogado particular.

Cuidados antes de assinar qualquer acordo de renegociação

Mesmo dentro do novo programa do governo, a recomendação é que o idoso não assine propostas sem entender claramente:

o valor final que será pago ao longo do plano

o número de parcelas e o impacto mensal no orçamento

se haverá necessidade de abrir mão de algum direito ou garantia adicional

se outras despesas essenciais continuarão cabendo na renda depois do acordo

A ideia da lei do superendividamento não é trocar uma dívida impagável por outra, apenas mais longa, mas sim estabelecer um limite saudável para o comprometimento da renda.

Sempre que uma oferta parecer exagerada, é importante pedir esclarecimentos na própria audiência ou solicitar revisão ao órgão responsável.

O que o idoso deve evitar para não piorar a situação

Enquanto participa do novo programa do governo, o idoso precisa ter atenção redobrada para não assumir novas dívidas que escapem do plano negociado. Entre os riscos mais comuns estão:

contratar outro empréstimo para pagar parcelas antigas

cair em ofertas agressivas de crédito consignado com promessa de “limpar o nome rápido”

usar cartão de crédito como extensão da renda mensal

assinar documentos sem leitura completa ou sem ajuda de alguém de confiança

A lei do superendividamento também mira práticas abusivas de instituições financeiras, como venda casada, ocultação de juros reais e oferta de crédito claramente incompatível com a renda do idoso.

Quando esses abusos são identificados, parte das dívidas pode ser revista ou até anulada, o que reforça a necessidade de passar pela análise do programa antes de aceitar qualquer proposta isolada.

Na sua opinião, o novo programa do governo baseado na lei do superendividamento já está chegando de forma clara aos idosos superendividados que você conhece ou ainda falta informação prática para que eles consigam renegociar dívidas e proteger aluguel, luz, comida e remédio no dia a dia?

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Luciana
Luciana
26/12/2025 15:22

Mundo insano! O governo gere o INSS que faz empréstimos aos aposentados, com juros abusivos e muitas vezes sem consentimento. Aí o próprio governo cria um serviço para renegociar as dívidas!

Ivone de vasconcelos.
Ivone de vasconcelos.
26/12/2025 06:51

Muitos meses é difícil., já está sendo

Tony Borges
Tony Borges
25/12/2025 07:29

Esse governo quer pegar carona em tudo que a eleição é benéfico. Não há nada de governo nisso tudo. Trata-se apenas e tão somente da lei do super endividamento, que visa proteger o idoso de boa fé, como parte de uma parcela economicamente vulnerável da sociedade, contra orgaos do próprio governo, como os bancos públicos, que costumam explorar os pobres para lucrar bilhões.

Ivanildo cordeiro da Silva
Ivanildo cordeiro da Silva
Em resposta a  Tony Borges
25/12/2025 08:25

Amigo. Se é o governo lula , a leia criada oi até mesmo o desgraçado do Bolsonaro, NAO IMPORTA. O Q IMPORTA É NÓS CONSEGUIRMOS SAIR DO BURACO, ESQUECE POLÍTICA.

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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