A montadora chinesa anunciou o intercâmbio no lançamento da fábrica de Aracruz, que deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos. A GWM vai enviar parte da mão de obra e professores do Senai à China, e técnicos chineses virão ao Espírito Santo ajudar no treinamento local.
A GWM planeja levar parte da mão de obra que vai atuar na sua nova fábrica em Aracruz, no Litoral Norte do Espírito Santo, para conhecer de perto a tecnologia da indústria na China antes do início da operação. A unidade, voltada à linha de carros elétricos e híbridos da marca, deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos, e a ideia do intercâmbio foi anunciada no dia 30 de junho, durante o lançamento oficial do empreendimento, no terreno onde a planta será construída.
Segundo Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais da GWM no Brasil, a intenção é que esses profissionais aprofundem o conhecimento chinês, que hoje lidera o setor de eletrificação global, para depois aplicar esse conhecimento na planta de Aracruz. Segundo informações divulgadas pelo portal Gazeta, a estratégia foi detalhada pelo diretor global de produtos da montadora, Xiangjun Meng, que destacou a importância de ter pessoas preparadas para lidar com as inovações da marca e responde pelo desenvolvimento de produtos da companhia.
O intercâmbio da GWM com a China
A ideia central da GWM é enviar trabalhadores capixabas à China para que vejam de perto a tecnologia usada nas fábricas do país asiático, líder mundial na produção de veículos elétricos.
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A proposta é que esses profissionais tragam o conhecimento adquirido para a planta de Aracruz, qualificando também o mercado capixaba com técnicas que hoje se concentram no exterior.
O anúncio foi feito no dia 30 de junho, no lançamento da pedra fundamental da fábrica, e detalhado pelo diretor global de produtos da GWM, Xiangjun Meng.
Ele destacou a importância de ter pessoas preparadas para lidar com as inovações da marca, em um projeto que deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos na linha de montagem dos carros elétricos e híbridos.
Por que a China é o destino do treinamento

imagem: Carlos Alberto Silva
De acordo com Ricardo Bastos, a escolha da China se explica porque o país lidera hoje o setor de eletrificação global, concentrando a tecnologia que a GWM quer trazer para o Espírito Santo.
A ideia é que os trabalhadores aprofundem esse conhecimento na origem para depois aplicar o conhecimento na fábrica de Aracruz, reduzindo a distância entre a operação capixaba e a matriz asiática.
A planta de Aracruz será uma unidade de multienergia, que deve fabricar veículos elétricos, híbridos e, possivelmente, a combustão, dependendo da demanda do mercado.
Essa flexibilidade reforça a necessidade de mão de obra treinada em diferentes tecnologias, e é isso que a GWM busca ao aproximar os profissionais capixabas da experiência chinesa.
Uma fábrica que exige mais do que força bruta
Bastos explica que a nova fábrica, apontada pela GWM como a mais tecnológica do país, não exigirá apenas força bruta, mas também competências intelectuais, respondendo ao perfil da indústria automotiva moderna.
Como as etapas mais severas de produção, como estamparia, pintura e soldagem, são altamente automatizadas, o papel humano se desloca para o controle de qualidade, a programação e os sistemas eletrônicos.
Ainda que a tecnologia seja avançada, a demanda por pessoas continua alta para monitorar os sistemas da fábrica, segundo o diretor da GWM.
Esse novo perfil de trabalho ajuda a explicar por que a empresa aposta no intercâmbio, já que os profissionais precisarão dominar sistemas e processos que são novidade para boa parte do mercado brasileiro.
A rede de capacitação com Senai, Ifes e Ufes
Para sustentar o projeto, o governo do Espírito Santo e a GWM já mobilizaram uma rede de ensino e capacitação, com um plano de formação que envolve o Senai, o Ifes e a Ufes.
A proposta é enviar também professores do Senai à China para aprenderem as tecnologias da montadora, enquanto técnicos chineses virão ao Espírito Santo para auxiliar no treinamento local.
Paulo Baraona, presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), destaca que a qualificação da mão de obra para a GWM será um processo altamente especializado.
Ele enfatiza que, embora o Estado já lide com grandes indústrias, o setor automobilístico de alta tecnologia exige um novo patamar de capacitação, e a perspectiva é que o Senai adote cursos personalizados, com turmas preparadas em um currículo que corresponda à demanda da fábrica.
O investimento e a possível fábrica de baterias
O investimento para a construção do complexo da GWM está na casa de R$ 5,20 bilhões, o equivalente a cerca de US$ 1 bilhão, mas pode ser revisto para cima.
A previsão é que o complexo também abrigue uma fábrica de baterias para os carros elétricos, a exemplo do que a empresa já faz na China.
Com a possível fábrica de baterias, a planta de Aracruz se aproximaria do modelo verticalizado que a GWM opera no país asiático, no qual a produção do veículo e do seu principal componente ficam no mesmo complexo.
Essa estrutura, somada ao intercâmbio de trabalhadores e professores, indica a intenção da montadora de transferir para o Espírito Santo não apenas a linha de montagem, mas também parte do conhecimento tecnológico chinês.
A GWM planeja enviar trabalhadores capixabas e professores do Senai à China para aprender a tecnologia dos carros elétricos antes de abrir a fábrica de Aracruz, no Espírito Santo, que deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos.
Anunciada no dia 30 de junho, no lançamento do empreendimento, a estratégia inclui a vinda de técnicos chineses ao Estado, uma rede de capacitação com Senai, Ifes e Ufes, e cursos personalizados voltados à demanda da planta, apontada pela empresa como a mais tecnológica do país.
Com investimento na casa de R$ 5,20 bilhões, o equivalente a cerca de US$ 1 bilhão, e a previsão de uma fábrica de baterias, a unidade de multienergia deve produzir veículos elétricos, híbridos e, possivelmente, a combustão, conforme a demanda do mercado.
E você, o que achou do plano da GWM de levar trabalhadores capixabas à China antes de abrir a fábrica de Aracruz? Acredita que o intercâmbio vai qualificar a mão de obra do Espírito Santo para os carros elétricos? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre indústria e mobilidade elétrica.
