Testado no Novo México com apoio do Pentágono e da FAA, o laser antidrone LOCUST atingiu alvos fixos e móveis, operou perto do tráfego aéreo civil sem danos a aeronaves próximas e reforçou a aposta dos EUA em defesas de energia dirigida contra pequenos drones.
O laser antidrone LOCUST, da AeroVironment, concluiu recentemente um teste considerado importante com o Pentágono e a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, a FAA, no Campo de Testes de Mísseis de White Sands, no Novo México, no início de março.
A avaliação foi divulgada pela empresa neste mês e marcou um avanço para o uso de sistemas de defesa por energia dirigida no espaço aéreo norte-americano. O evento foi liderado pela Força-Tarefa Interagências Conjunta 401, unidade do Pentágono voltada ao combate de pequenos drones e à coordenação de ações entre agências governamentais.
O objetivo central foi verificar como o sistema a laser poderia localizar e atingir drones com segurança em uma área próxima ao tráfego aéreo civil.
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Autoridades afirmaram que o teste demonstrou o funcionamento do desligamento automático de segurança da arma e confirmou que os disparos ocorreram apenas contra alvos aprovados.

Exército dos EUA
Laser antidrone foi testado em espaço aéreo complexo
Durante a avaliação, o LOCUST atingiu alvos aéreos fixos e móveis, em cenários planejados para reproduzir com precisão condições reais do espaço aéreo dos Estados Unidos. A AeroVironment informou que o sistema de energia dirigida passou pelo teste sem causar danos a aeronaves próximas.
A operação também analisou se o equipamento poderia funcionar sem afetar voos civis. Para a FAA, a autorização do evento ocorreu após uma análise detalhada das condições de segurança envolvidas no uso do sistema.
John Garrity, vice-presidente de Sistemas de Energia Direcionada da AeroVironment, afirmou que o desempenho do LOCUST validou a capacidade do equipamento de operar com segurança e eficácia em um dos ambientes de espaço aéreo mais complexos do mundo. O administrador da FAA, Bryan Bedford, disse que a agência seguirá trabalhando com parceiros interinstitucionais para manter a segurança do Sistema Nacional de Espaço Aéreo diante das ameaças emergentes de drones.
Bedford também afirmou que a FAA concluiu uma Avaliação de Risco de Segurança baseada em dados. A análise indicou que o sistema não apresenta risco maior para o público que utiliza aeronaves.
Instalação rápida foi demonstrada em porta-aviões
O teste mais recente ocorreu depois de demonstrações anteriores com as Forças Armadas dos Estados Unidos. No mês passado, a AeroVironment revelou que o laser LOCUST foi instalado no porta-aviões nuclear USS George HW Bush durante um exercício de tiro real realizado em outubro de 2025.
A demonstração chamou atenção pela rapidez da implantação. Em vez de exigir modificações permanentes no navio, o laser foi colocado temporariamente no convés do porta-aviões com o uso de correntes.
Engenheiros concluíram a entrega, a instalação e os testes em um único dia. A empresa afirmou que o modelo paletizado evita prazos longos e custos elevados, comuns na integração de armamentos avançados a navios de guerra.
Instalações tradicionais podem exigir trabalhos extensos em estaleiros e deixar embarcações fora de serviço por longos períodos. O formato removível também facilita manutenção e atualizações, já que o módulo de laser pode ser trocado sem levar o navio a um dique seco.
Plataforma flexível amplia uso do laser antidrone
Durante o exercício, o LOCUST atingiu todos os alvos definidos para a demonstração. Autoridades afirmaram que os resultados mostraram que tripulações navais existentes poderiam se adaptar rapidamente às defesas de energia dirigida, sem longos programas de treinamento.
Antes dos testes em navios, o sistema já havia sido usado em plataformas terrestres. Entre elas estavam instalações fixas, veículos táticos leves conjuntos e veículos de esquadrão de infantaria.
A AeroVironment descreve o LOCUST como uma arma agnóstica em relação à plataforma, capaz de funcionar em diferentes contextos militares com pequenas alterações. O laser também integra o sistema antidrone Halo_Shield, uma defesa modular e em camadas criada para conter o avanço das incursões de drones.
Com o aumento das ameaças envolvendo pequenos drones em ambientes militares e civis, o teste apoiado pela FAA pode ajudar a acelerar a implantação de sistemas de defesa aérea a laser nos Estados Unidos. Nesse cenário, o laser antidrone LOCUST surge como uma das apostas para reforçar a resposta contra alvos aéreos de pequeno porte.

Este sistema criado pela Aero Vironment, mudará totalmente o cenário de guerra dos Estados Unidos.
De fato se tornará a melhor maneira de combate de drones entrusos e de balões atmosféricos, que entram no espaço aéreo dos EUA.
Pois este sistema de laser concentrado de alta energia calórica, seria capaz de abater não somente os drones, mas se forem adaptados a missões de bordas costeiras da América .Então, séria de grande utilidade, podendo abater mísseis e caças e outras ameaças não hostis.
E hoje em dia, não somente os Americanos estão usando sistemas de lasers, que é parecido com o sistema, Iron Dome de Israel.
Também já há avanços na marinha Italiana e até mesmo a China já começou a fazer implantação de sistemas de interceptação e destruição de alvos por lasers.
Oque, caracteriza uma evolução de aparelhamento de novas táticas sem uso de projéteis balísticos direcionados.
Oque garante mais autonomia e rapidez no ataque a grandes enchames de drones.
Mas, por outro lado à uma forte corrida armamentista ocorrendo em vários países . Forçando a desenvolver novas armas e táticas diferentes, para então encarar uma possível guerra tecnológica futura.
E tudo se caminha para cenários de guerra eletrônica e tecnológica.
Oque antes era visto em filmes de ficção científica e jogos eletrônicos, agora saem rapidamente dos papéis e tornam- se realidades.
Pois, não somente os EUA estão de olho nessa nova tecnologia. Mas é o mundo todo em questão.
E isso não é limitado a somente alguns países mais ricos e desenvolvidos.
Oque chama atenção é, quê é possível fazer sistemas iguais ou parecidos como esse, em e serem usados nos mais diversos meios de locomoção de veículos.
Até mesmo embutidos em armas que ficarão em mãos de robôs de batalha.
Projetos como esse, já não ficam restritos somente para quem tem mais poderil bélico.
As possibilidades de construção de lasers, já não é mais restrita. E o uso combinado com antenas de rastreio, como radares avançados que entregam as posições exatas e distância de vários alvos ao mesmo tempo.
E isso é oque importa muito, para qualquer exército ao redor do mundo a começar a implantar seus próprios sistemas de Iron domes.
Vejo que logo será uma corrida tecnológica para quem construir o melhor sistema de defesa por rios lasers.