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Novo caça Gripen faz argentinos se renderem ao Brasil e reação pesada expõe inveja, frustração e choque com salto tecnológico brasileiro

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 26/03/2026 às 01:01
Estreia do Gripen produzido no Brasil repercute na Argentina, com comentários sobre avanço tecnológico, indústria e soberania.
Estreia do Gripen produzido no Brasil repercute na Argentina, com comentários sobre avanço tecnológico, indústria e soberania.
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A repercussão da estreia do primeiro caça Gripen produzido no Brasil ultrapassou fronteiras e provocou uma onda de comentários de argentinos, que reconheceram o avanço tecnológico e industrial brasileiro enquanto lamentaram a perda de capacidade estratégica do próprio país

A apresentação do primeiro caça F-39 Gripen produzido no Brasil marcou, nesta quarta-feira (25/03), uma nova etapa para a indústria de defesa nacional e para a Força Aérea Brasileira. A cerimônia foi realizada na unidade da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou do evento e batizou a aeronave.

O caça apresentado é o primeiro modelo supersônico do tipo fabricado em território brasileiro dentro da parceria entre a Embraer e a empresa sueca Saab. O programa prevê a aquisição de 36 aeronaves pela FAB, com parte delas sendo produzida no país, em um acordo firmado em 2014.

Entrega do primeiro caça F-39 Gripen produzido no Brasil

A entrega do primeiro caça F-39 Gripen montado no Brasil foi tratada como um marco para a soberania e para a indústria de defesa do país. A solenidade reuniu o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno.

A apresentação ocorreu na manhã de quarta-feira (25), no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). O evento marcou a exibição do primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no país, dentro da nova fase do programa conduzido em parceria com a Saab.

Segundo as informações apresentadas durante a cerimônia, o modelo nacional é desenvolvido pela Embraer em cooperação com a empresa sueca. A iniciativa integra o programa de modernização da FAB e inclui transferência de tecnologia sueca e participação direta de engenheiros brasileiros na produção.

Ao todo, 15 das 36 aeronaves adquiridas pela Força Aérea Brasileira terão a montagem final realizada na planta da Embraer em território nacional. Outros 14 caças previstos no contrato atual com a FAB seguirão esse mesmo modelo de produção.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, afirmou que o cronograma do projeto FX-2 já previa que 2026 contemplaria as primeiras aeronaves produzidas no Brasil. Em sua declaração, ele disse que a entrega se tornou realidade e que o momento representa um feito histórico que emociona e permite sentimento de orgulho pela responsabilidade cumprida.

O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, destacou o peso estratégico da entrega do caça. Em seu discurso, ele afirmou que o roll out da aeronave FAB 4109 simboliza a transição do planejamento à execução e da expectativa à realidade.

Damasceno também declarou que a aeronave representa a plataforma de combate mais poderosa já incorporada à Força Aérea em toda a sua história. Segundo ele, a produção do Gripen em território nacional é uma conquista de toda a nação e a expressão real de um “Brasil Supersônico”, que avança rumo a voos cada vez mais elevados.

Capacidade operacional e modernização da FAB

O F-39 Gripen é descrito como um caça equipado com sistemas avançados de combate e alta capacidade de operação em diferentes cenários. A aeronave passa a ocupar um papel central no processo de modernização da Força Aérea Brasileira, substituindo os antigos caças F-5, de origem americana, que estavam em operação havia décadas.

De acordo com as informações divulgadas, o caça pode atingir velocidades de até 2,4 mil quilômetros por hora. Esse desempenho corresponde a cerca de duas vezes a velocidade do som e reforça o salto operacional representado pelo novo vetor.

A aeronave também possui autonomia de até duas horas e meia de voo. Além disso, conta com capacidade de reabastecimento em pleno ar, característica que amplia seu alcance operacional.

Em fevereiro deste ano, o caça foi colocado pela primeira vez em alerta de defesa aérea no país. Isso significa que a aeronave já pode ser empregada em missões reais e passou a assumir a responsabilidade pela proteção do espaço aéreo da capital federal.

A incorporação do modelo é tratada pela FAB como parte de uma nova etapa da defesa aérea brasileira. Para a instituição, a chegada do F-39 representa a incorporação de um vetor de última geração, com capacidade de elevar o nível operacional na proteção do espaço aéreo nacional.

Transferência de tecnologia, empregos e participação da indústria

A produção do Gripen no Brasil é apontada como uma estratégia de absorção de conhecimento técnico avançado. Esse processo abrange etapas ligadas à produção, ao suporte logístico e a futuras modernizações da aeronave.

Na prática, a iniciativa busca assegurar a internalização de tecnologia e fortalecer a Base Industrial de Defesa. O programa também amplia a autonomia estratégica do Brasil em um setor considerado de alta complexidade.

O impacto do Projeto F-X2 também foi destacado no campo socioeconômico. O programa é descrito como um dos principais projetos de transferência de tecnologia já realizados no país e possibilitou o treinamento de cerca de 350 engenheiros brasileiros na Suécia.

Além da qualificação profissional, o ecossistema criado em torno do projeto resultou na geração de mais de 12 mil empregos. Desse total, dois mil são diretos e 10 mil são indiretos.

Segundo as informações apresentadas, esse ambiente contribui para a retenção de talentos formados em instituições como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica. O processo também reduz a dependência externa em setores estratégicos relacionados à indústria de defesa e tecnologia.

Com a fabricação em série do F-39 Gripen, o Brasil passa a ser o único país a produzir a aeronave fora da Suécia. Empresas nacionais e internacionais como AEL Sistemas, Atech e Akaer já participam da produção de sistemas aviônicos, estruturas e componentes estratégicos.

A cerimônia contou ainda com a presença de autoridades civis e militares, integrantes do Alto-Comando da Aeronáutica e representantes da indústria de defesa. Também participaram especialistas da Academia da Força Aérea, responsáveis por áreas que vão da manutenção aeronáutica à logística, comunicações e apoio operacional.

A participação desses profissionais ocorreu no mesmo dia em que se celebra o Dia do Especialista de Aeronáutica. A presença deles no evento reforçou o reconhecimento à dedicação, à competência e ao compromisso desses militares no funcionamento da Força Aérea Brasileira.

Repercussão em países vizinhos ao Brasil

A apresentação do primeiro caça F-39 Gripen produzido no Brasil também repercutiu em outros países da América Latina. Uma das manifestações descreveu o feito como histórico para toda a região e destacou que o primeiro Saab Gripen E fabricado no Brasil já voa e chegou a escoltar o avião presidencial.

Na mesma repercussão, o avanço foi relacionado ao fortalecimento da autonomia tecnológica brasileira e ao crescimento da indústria de defesa do país. O comentário ressaltou que o projeto, desenvolvido com a Saab, busca impulsionar a autonomia tecnológica e fortalecer a indústria de defesa brasileira.

Em Honduras, a repercussão foi apresentada em tom de destaque para o alcance regional da entrega. O registro classificou o episódio como a apresentação do primeiro caça supersônico produzido na América Latina e ressaltou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ato.

Nesse relato, o presidente brasileiro definiu o momento como um acontecimento histórico e simbólico. A declaração atribuída a Lula afirma que o episódio demonstra que o Brasil é um país que acredita em si mesmo, investe em tecnologia e reafirma sua soberania.

A Força Aérea Brasileira também apareceu na repercussão internacional ao afirmar que o desenvolvimento do avião de combate F-39 marca uma nova era na defesa aérea. O destaque recaiu sobre o fato de o contrato prever transferência de tecnologia e formação de profissionais brasileiros.

Outro ponto repercutido fora do Brasil foi a informação de que, das 36 aeronaves adquiridas pela FAB, 15 terão montagem final na planta da Embraer. A avaliação reproduzida em veículos estrangeiros sustenta que esse marco coloca o Brasil entre um grupo seleto de nações capazes de desenvolver e produzir aeronaves de combate de alta complexidade, em um feito apontado como sem precedentes na América Latina.

Entre comentários de sul-americanos, a apresentação do caça brasileiro também provocou comparações com outros países da região. Um dos registros afirma que o Brasil superou a Argentina tecnologicamente e militarmente desde a década de 1970 e atribui esse quadro às decisões políticas argentinas.

Outro comentário menciona que, enquanto a Argentina vende em partes a engenharia construída ao longo de anos no projeto do reator CAREM, o Brasil continua apostando no desenvolvimento tecnológico dentro do próprio país. A mesma manifestação sustenta que a soberania industrial é uma das mais importantes que uma nação pode ter e conclui que, sem indústria, não há nação.

A repercussão regional se concentrou, portanto, em dois pontos principais. De um lado, o feito foi tratado como um marco industrial e tecnológico brasileiro; de outro, foi visto como um acontecimento com impacto para toda a América Latina.

Com a apresentação do primeiro caça F-39 Gripen produzido em território nacional, o Brasil inicia uma nova fase do programa de modernização da Força Aérea Brasileira. O avanço combina produção local, transferência de tecnologia, formação de profissionais e ampliação da participação da indústria nacional em um projeto estratégico de defesa.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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