Aeroporto em Olímpia terá pista de até 2,5 mil metros, investimento de R$ 500 milhões e nome aprovado em conselho regional, reforçando a ambição de transformar a região em polo estratégico de turismo, negócios e logística no interior paulista.
O futuro aeroporto internacional a ser construído em Olímpia, no interior de São Paulo, teve seu nome aprovado pelo Conselho da Região Metropolitana de São José do Rio Preto.
A infraestrutura, financiada com R$ 500 milhões do PAC e com obras previstas para 2026, nasce com pista de 2,1 mil metros e projeto de ampliação para 2,5 mil metros, o que permitirá operações domésticas e internacionais.
O terminal será batizado de Aeroporto Internacional da Região Metropolitana de São José do Rio Preto.
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Nome aprovado em colegiado metropolitano
A decisão foi tomada em reunião do Conselho da Região Metropolitana realizada no Parque Tecnológico de São José do Rio Preto, em 18 de agosto de 2025.
O colegiado, que reúne 37 municípios, é presidido pelo prefeito de Rio Preto, coronel Fábio Candido (PL).
O prefeito de Olímpia, Geninho Zuliani (União Brasil), ocupa a vice-presidência.
Segundo os registros da própria RM, a sessão contou com a presença de gestores municipais e representantes do governo estadual.

O que disseram os articuladores
Na reunião, Geninho Zuliani afirmou que, embora sediado em Olímpia, o terminal terá caráter regional.
“É uma infraestrutura que vai atrair eventos, investimentos e mercados, projetando o eixo Rio Preto–Olímpia como um novo polo de desenvolvimento para o Brasil”, disse.
O subsecretário estadual de Desenvolvimento Urbano, José Pólice Neto, também enfatizou o alcance estratégico do projeto ao declarar que “a região consolida sua identidade e se coloca como protagonista nacional em conectividade, turismo e inovação”.
As falas ocorreram no encontro do Conselho da RM no Parque Tecnológico, que deliberou sobre a denominação.
Projeto, pista e operações previstas
O projeto prevê pista inicial de 2,1 mil metros por 45 metros de largura, com possibilidade de extensão para 2,5 mil metros.
O desenho operacional contempla pátio com cerca de 200 metros, permitindo movimentação simultânea de aeronaves de grande porte e perfil para voos internacionais e de carga.
A estimativa de capacidade inicial é de 1 milhão de passageiros por ano, com expansões graduais condicionadas à demanda.
Ainda de acordo com as informações públicas, a Infraero foi incumbida de implantar, administrar e operar o empreendimento.
O terreno fica a aproximadamente 20 quilômetros do centro urbano e já foi adquirido pela Prefeitura de Olímpia, etapa considerada fundamental para destravar licenças e estudos complementares.
Cronograma e financiamento
O cronograma em discussão indica início das obras em 2026, com recursos estimados em R$ 500 milhões vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A modelagem financeira cobre a primeira fase de construção, incluindo pista, pátio, terminal e acessos.
A execução seguirá os estudos técnicos e ambientais conduzidos pela estatal federal e pelas autoridades locais, que balizam dimensionamento, prioridades e fases de expansão.
Homenagem a Benito Benatti em tramitação
Paralelamente à escolha do nome de referência metropolitana, tramita na Câmara dos Deputados o PL 1.495/2024, que propõe homenagear o empresário Benito Benatti na denominação do aeroporto.
O texto avançou na Comissão de Viação e Transportes e segue sua tramitação nas instâncias seguintes.
A iniciativa, de autoria do deputado Fernando Marangoni (União Brasil/SP), recebeu manifestações de apoio locais e poderá, no futuro, ser incorporada à nomenclatura oficial do equipamento, conforme decisão legislativa.
Relevância estratégica para o interior paulista
O Ministério de Portos e Aeroportos classifica o aeroporto de Olímpia como obra estratégica para o desenvolvimento regional.
Em declarações recentes, o ministro Silvio Costa Filho afirmou que a construção é uma “decisão do presidente Lula”, alinhada à política de ampliar a conectividade e atender a polos turísticos e produtivos do interior.
A avaliação do governo federal se soma ao movimento regional de consolidar o eixo Rio Preto–Olímpia como hub de turismo, eventos e logística.
Contexto regional e próximos passos
Conhecida como “Orlando Brasileira” pela força dos parques aquáticos e do turismo familiar, Olímpia vê no novo terminal um vetor para diversificar a economia e reduzir a dependência do transporte rodoviário.
Ao centralizar a marca Região Metropolitana de São José do Rio Preto no nome do aeroporto, o Conselho sinaliza a abrangência de atendimento — de Rio Preto e seu entorno a áreas limítrofes de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com potencial para atrair cargas e novos investimentos.
O início das obras dependerá da conclusão de estudos e licenciamentos, da liberação orçamentária e da contratação dos serviços sob coordenação da Infraero.
Enquanto as etapas técnicas avançam, o debate sobre a denominação complementar em homenagem a Benito Benatti segue no Congresso.
Em paralelo, o desenho operacional com pista ampliável a 2,5 km permanece como premissa para habilitar rotas mais longas e aeronaves de maior porte, articulando turismo, negócios e logística na macrorregião.
Diante desse cenário, como você avalia o impacto do novo aeroporto na competitividade do interior paulista e na experiência de quem visita a “Orlando Brasileira”?
