Novas regras de eficiência energética das geladeiras para 2026: o que muda e por que o Inmetro vai retirar modelos antigos do mercado
Inmetro muda regras de eficiência energética das geladeiras a partir de 2026; veja o que muda
A nova regra de eficiência energética das geladeiras, anunciada pelo Inmetro, começa a valer em 2026 e deve redefinir o mercado brasileiro de refrigeradores. A mudança, que envolve fabricantes e varejistas, reduz a classificação atual de seis categorias para apenas três.
O objetivo é aproximar o Brasil dos padrões internacionais e reduzir o consumo de energia nas residências.
Segundo o Inmetro, as novas regras passam a valer em todo o país a partir de 2026, quando apenas geladeiras com eficiência mínima equivalente à nova categoria C poderão ser comercializadas. A mudança ocorre porque modelos antigos consomem muito mais energia e já não atendem às exigências técnicas atuais.
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A decisão, de acordo com o órgão, busca aumentar a eficiência energética das geladeiras vendidas no Brasil até 2030, aproximando o país dos níveis já adotados pela União Europeia.
Como funciona a nova eficiência energética das geladeiras
Atualmente, o selo de eficiência energética das geladeiras inclui seis níveis: A+++, A++, A+, A, B e C. Essa estrutura, porém, será substituída por um sistema mais simples, com apenas três categorias: A, B e C.
A mudança identifica melhor a diferença entre os modelos e facilita a escolha do consumidor. Além disso, prepara a indústria para um padrão mais exigente.
Como será a nova classificação
- Produtos A+++ e A++ passam a ser A
- Produtos A+ e A passam a ser B
- Produtos B passam a ser C
- Categorias D e E deixam de existir
Até dezembro de 2024, fabricantes ainda podiam produzir modelos com baixa eficiência. Em 2025, a produção foi interrompida, mas o comércio ainda podia vender o estoque antigo. Já em 2026, somente geladeiras classificadas entre A e C dentro da nova regra poderão ser vendidas.
Por que a eficiência energética das geladeiras será mais rigorosa
O Inmetro afirma que o novo padrão de eficiência energética permite ganhos ambientais e econômicos. Como as geladeiras são responsáveis por parte importante do consumo doméstico, uma melhoria tecnológica reduz a pressão sobre o sistema elétrico nacional.
Além disso, o objetivo é que, até 2030, a categoria A represente apenas os modelos mais eficientes – algo similar ao que já ocorre na União Europeia. A etiqueta C de 2026 será mais exigente do que a C atual, garantindo que produtos antigos e com consumo elevado saiam definitivamente do mercado.
Indústria diz estar pronta para as mudanças
De acordo com a Eletros, associação que representa os fabricantes, a indústria nacional já está preparada para cumprir as novas regras de eficiência energética das geladeiras.
Jorge Nascimento, presidente executivo da entidade, afirmou que as empresas “realizaram esforços relevantes de adequação, com investimentos e ajustes tecnológicos consistentes, o que permite ao setor avançar com segurança para esta nova etapa regulatória”.
O que é eficiência energética, afinal?
Eficiência energética é a capacidade de um equipamento realizar a mesma função consumindo menos energia. Em outras palavras, é entregar o mesmo desempenho com menor gasto elétrico.
Por exemplo: duas geladeiras do mesmo tamanho podem ter consumos diferentes. Uma pode consumir 35 kWh por mês, enquanto outra chega a 50 kWh. A classificação do Inmetro serve exatamente para indicar essa diferença ao consumidor.
O que esperar do mercado a partir de 2026
A transição deve impactar tanto fabricantes quanto consumidores. Modelos antigos tendem a desaparecer das prateleiras, enquanto novas tecnologias se tornam padrão. Assim, espera-se que as geladeiras com eficiência energética mais alta se tornem mais comuns, ainda que possam ter preços inicialmente superiores.
Por outro lado, o consumo reduzido promete compensar esse investimento ao longo dos anos, especialmente nas contas de luz.

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