Empresa de embalagens plásticas, a indústria catarinense Chromoplast planeja atingir R$ 500 milhões até 2030, com produção de 800 toneladas mensais, expansão no Sul de Santa Catarina e aposta em linha Gearless para ampliar eficiência, enfrentar crise no setor e competir no Brasil e na América do Sul industrial atual.
A indústria de embalagens plásticas Chromoplast, fundada em Criciúma e hoje com sede em Içara, no Sul de Santa Catarina, planeja elevar o faturamento anual para R$ 500 milhões até 2030. A indústria catarinense produz atualmente cerca de 800 toneladas de embalagens por mês e quer chegar a mil toneladas mensais.
Segundo reportagem do ND Mais, publicada em 7 de julho de 2026 e atualizada no mesmo dia, a meta ocorre mesmo em meio à crise do setor plástico no Sul de Santa Catarina. A publicação informa que a Chromoplast aposta em linha Gearless para modernizar a produção de embalagens plásticas.
Empresa nasceu com uma extrusora em Criciúma

A Chromoplast foi fundada em 2001, em Criciúma, com uma extrusora e uma máquina de corte e solda. No início, a produção atendia principalmente à demanda regional da indústria do arroz, um mercado tradicional no Sul de Santa Catarina.
-
Empresa que prometia transformar “pedras em diamantes” vende casas na Itália em ruínas a brasileiros por até 1 euro, some com a reforma prometida pelo Superbônus e deixa as vítimas com dívida no fisco italiano até 2028 e sem imóvel
-
Ídolo do Flamengo aposta em Itapema, compra unidade em torre de 52 andares com quatro suítes e lazer de resort, enquanto o mercado imobiliário de luxo da cidade ultrapassa Balneário Camboriú e transforma apartamentos milionários em símbolo de valorização no litoral catarinense mais disputado do país em 2026
-
Pela primeira vez na América Latina, o Brasil vai emitir “títulos panda” e captar até 5 bilhões de yuans na China a juros “de menos da metade” do que paga em dólar, numa aposta para baratear a dívida e depender menos do dólar
-
OTAN entra em nova fase de tensão interna com cobrança dos Estados Unidos por mais dinheiro em defesa, meta de 5% do PIB até 2035 e alerta para países que ainda estão perto do antigo patamar de 2%
Com o passar dos anos, a empresa ampliou a atuação e passou a alcançar novos mercados. O negócio que começou com uma estrutura enxuta entrou na disputa nacional de embalagens plásticas e também passou a atender clientes na América do Sul.
Crescimento de 230% veio após modernização
A estratégia de modernização da fábrica começou em 2018, com investimentos de aproximadamente R$ 45 milhões. Segundo a empresa, esse movimento resultou em crescimento aproximado de 230% no faturamento bruto nos anos seguintes.
Mesmo com as dificuldades enfrentadas pelo setor, a Chromoplast manteve o plano de aumentar a produção. A aposta da indústria está na combinação entre capacidade fabril, tecnologia, certificações e processos mais padronizados para sustentar a expansão.
Produção atual chega a 800 toneladas por mês
A indústria produz hoje cerca de 800 toneladas de embalagens plásticas por mês. A meta é alcançar mil toneladas mensais até 2030, acompanhando o objetivo de elevar o faturamento anual para R$ 500 milhões no mesmo período.
Esse volume ajuda a posicionar a empresa entre as principais indústrias de embalagens plásticas do Brasil, de acordo com as informações divulgadas na reportagem. O desafio é crescer sem perder eficiência em um setor pressionado por custos, instabilidade e necessidade constante de modernização.
Linha Gearless prepara nova etapa da fábrica

Para atingir a meta de expansão, a Chromoplast investe em uma linha de impressão Gearless, prevista para chegar a Santa Catarina entre o segundo semestre de 2027 e o primeiro semestre de 2028. A tecnologia será incorporada ao processo industrial da empresa.
O termo Gearless se refere a um modelo de impressão sem engrenagens mecânicas. Nesse sistema, os cilindros da máquina flexográfica são acionados por atuadores eletromecânicos independentes, o que reduz de forma significativa o tempo de preparação entre lotes.
Tecnologia pode reduzir tempo entre impressões
Na prática, a linha Gearless permite mais agilidade na troca de trabalhos de impressão, ponto relevante para empresas que lidam com diferentes lotes, padrões e demandas de clientes. Menos tempo parado entre uma impressão e outra pode significar ganho de produtividade.
Esse tipo de modernização é importante porque o mercado de embalagens plásticas exige escala, precisão e capacidade de atender pedidos variados. A nova linha, portanto, aparece como peça estratégica para aumentar produção e competitividade sem depender apenas da ampliação física da fábrica.
Crise no setor não interrompeu a meta de expansão
A reportagem informa que o setor plástico no Sul de Santa Catarina enfrenta crise, agravada pelo bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz. Mesmo nesse cenário, a Chromoplast mantém o plano de expansão e mira um faturamento anual de R$ 500 milhões em cinco anos.
O CEO Cledson Francisconi afirmou que a empresa avançou em tecnologia e organização interna nos últimos anos, mas pretende seguir investindo em infraestrutura, certificações e processos. A estratégia apresentada indica uma tentativa de crescer com controle, repetibilidade e qualidade industrial.
Empresa quer competir no Brasil e na América do Sul

A atuação da Chromoplast já ultrapassou a demanda regional que marcou o início da empresa. A indústria consolidou presença no Brasil e na América do Sul, apoiada na evolução produtiva e no crescimento do mercado atendido ao longo dos anos.
Essa trajetória mostra como uma empresa fundada com uma estrutura inicial simples pode ganhar escala quando combina investimento, tecnologia e ampliação comercial. No caso das embalagens plásticas, a disputa envolve preço, capacidade produtiva, qualidade e adaptação às exigências de diferentes clientes.
O que essa meta revela sobre a indústria catarinense
A meta da Chromoplast coloca o Sul de Santa Catarina em evidência dentro de um setor que enfrenta pressão, mas ainda movimenta cadeias industriais relevantes. A empresa tenta transformar modernização em vantagem competitiva, mesmo diante de um ambiente econômico mais difícil.
Você acredita que uma indústria de embalagens plásticas consegue crescer de forma sustentável em meio à crise do setor? A aposta em tecnologia Gearless será suficiente para sustentar a meta de R$ 500 milhões até 2030? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
