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Nova tecnologia que chega ao Brasil transforma qualquer parede de casa ou prédio em eletricidade

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Escrito por Carla Teles Publicado em 02/07/2025 às 18:01
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Uma nova tecnologia chegou ao Brasil! Descubra como a ‘tinta solar’, um filme fotovoltaico inovador, transforma paredes e vidros em geradores de energia limpa.
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Inovação liderada por empresa brasileira permite que qualquer superfície, de vidros a veículos, gere energia limpa, transformando completamente o conceito de painel fotovoltaico.

Uma nova tecnologia que permite transformar fachadas de prédios, janelas e até veículos em geradores de eletricidade está ganhando força no Brasil. Popularmente conhecida como “tinta que gera energia solar”, a inovação vai além de uma simples pintura. Trata-se de uma classe de materiais avançados que integram a captação de energia solar aos próprios objetos e construções.

No Brasil, essa revolução já é uma realidade comercial através dos Filmes Fotovoltaicos Orgânicos (OPV), que funcionam como um adesivo tecnológico. Uma empresa mineira está na vanguarda global, aplicando essa solução em projetos de grande escala e mostrando que o futuro da energia solar pode ser flexível, transparente e totalmente integrado ao nosso dia a dia.

O que é a tinta solar? Desvendando o conceito

O termo “tinta que gera energia solar” é um rótulo popular para diferentes tecnologias. É crucial entender que não se trata de um produto único. Existem tecnologias que convertem luz solar diretamente em eletricidade (fotovoltaicas) e outras que usam a luz para gerar combustível, como o hidrogênio.

A nova tecnologia que efetivamente transforma uma superfície em um painel elétrico é a fotovoltaica. É neste campo que o Brasil se destaca, focando na geração de eletricidade de forma inovadora, leve e versátil, muito diferente dos painéis de silício tradicionais.

A nova tecnologia que já é realidade no Brasil com a Sunew

A tinta solar, um filme flexível (OPV) que gera energia em qualquer superfície, exige precaução por ter eficiência e durabilidade reconhecidamente inferiores aos painéis solares tradicionais.
A tinta solar, um filme flexível (OPV) que gera energia em qualquer superfície, exige precaução por ter eficiência e durabilidade reconhecidamente inferiores aos painéis solares tradicionais.

A tecnologia mais avançada e comercialmente disponível no Brasil é o Fotovoltaico Orgânico, ou OPV. Em vez de silício, o OPV utiliza polímeros à base de carbono dissolvidos em uma “tinta” e impressos em filmes plásticos ultrafinos. Esse processo de impressão, chamado rolo a rolo, consome até 20 vezes menos energia que a fabricação de painéis convencionais.

A líder mundial nesta área é a empresa brasileira Sunew, sediada em Minas Gerais. Nascida a partir de pesquisas e com investimento do BNDES, a Sunew opera a maior fábrica de OPV do mundo. A empresa não vende a tecnologia diretamente ao consumidor, mas estabelece parcerias B2B para integrar seus filmes a produtos de grandes indústrias.

Leveza, flexibilidade e integração com o design

O grande diferencial do OPV não está em competir em custo por watt com o silício, mas em “agregação de valor” onde os painéis rígidos não podem ser usados. Suas características são disruptivas:

  • Leveza e Espessura Fina: Os filmes são extremamente leves, eliminando a necessidade de reforços estruturais.
  • Flexibilidade: Podem ser aplicados em superfícies curvas, como fachadas de design arrojado ou tetos de veículos.
  • Semitransparência e Customização: A tecnologia permite diferentes graus de transparência, cores e formatos, integrando-se perfeitamente a projetos arquitetônicos sem comprometer a estética.

Grandes empresas brasileiras já usam a nova tecnologia

A viabilidade desta nova tecnologia é comprovada por projetos de alto impacto no Brasil. A Sunew já implementou suas soluções em parceria com gigantes do mercado, demonstrando a aplicação prática do OPV:

  • Natura: Realizou a maior instalação de OPV em cobertura do mundo em sua sede em Cajamar (SP), reforçando sua marca de sustentabilidade.
  • Grupo CAOA: Construiu a maior fachada fotovoltaica do mundo em seu centro de P&D em Anápolis (GO), integrando a geração de energia ao design da fachada de vidro.
  • PepsiCo: Aplicou os filmes de OPV em mais de 250 caminhões para alimentar sistemas auxiliares, reduzindo o consumo de combustível e o tempo de inatividade dos veículos.

O caminho da energia solar além do Silício

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Apesar do sucesso, a nova tecnologia enfrenta desafios. A eficiência de conversão e a durabilidade do OPV ainda são menores que as dos painéis de silício, que possuem garantias de 25 anos. A viabilidade econômica do OPV se baseia na sua capacidade de oferecer soluções que o silício não pode, justificando seu custo em nichos de alto valor agregado.

O Brasil, contudo, está posicionado de forma única. Com um ambiente regulatório (INMETRO) que já reconhece o OPV e um ecossistema de inovação comprovado, o país não é apenas um consumidor, mas um protagonista. A revolução em curso é sutil: a fusão da geração de energia com os próprios materiais de construção, e a inovação brasileira está na liderança dessa transformação global.

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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