Agrion investirá R$ 30 milhões em nova fábrica de fertilizantes em Ibirarema (SP) com parcerias locais e expansão planejada.
A Agrion Fertilizantes firmou um acordo com a NovAmérica Agrícola e a Usina Enersugar para a construção de uma nova fábrica de fertilizantes especiais em Ibirarema, São Paulo. Este projeto representa um investimento significativo de R$ 30 milhões e visa fortalecer a presença da Agrion no mercado de fertilizantes, com foco na integração com os parceiros locais e na otimização da logística.
Localização e benefícios logísticos
A nova fábrica será instalada na área da Usina Enersugar, trazendo diversas vantagens logísticas para a operação.
Estar localizada próxima à usina facilitará tanto a entrega dos fertilizantes quanto o recebimento das matérias-primas necessárias para a produção.
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A unidade aproveitará resíduos como torta de filtro, vinhaça, bioenergia e, futuramente, biogás, contribuindo para um modelo de negócios mais sustentável e econômico.
“O ano do mercado de fertilizantes não foi bom, foi um primeiro semestre difícil devido aos baixos preços da soja e do milho. É pensando em momentos de oscilação como este que fazemos esse modelo de produzir no local (da usina) e baixar os custos”, afirmou Ernani Judice, CEO e fundador da Agrion.
Capacidade e expansão da nova fábrica da Agrion
Na primeira fase do projeto, a nova unidade conseguirá produzir 60 mil toneladas de fertilizantes anualmente.
Há planos para expansão que permitirão dobrar essa capacidade no futuro. A construção da fábrica está prevista para levar de oito a 12 meses, com início da operação estimado para o segundo semestre de 2025.
Entretanto, Judice mencionou que as vendas de fertilizantes começarão ainda este ano, com produtos provenientes de outra planta da empresa.
“Vamos enviar produtos da outra planta para começar a desenvolver todo o mercado na região onde ficará a nova fábrica”, explicou.
O acordo com a NovAmérica e a Enersugar inclui a garantia de compra de 20% a 30% da produção de fertilizantes da nova unidade.
O restante será destinado ao mercado em um raio de 200 quilômetros. Além disso, o acordo prevê a opção de compra de uma participação societária pelos parceiros, oferecendo a possibilidade de se tornarem sócios da nova unidade no futuro.
Visão de Futuro da Agrion
A visão da Agrion para o futuro é expandir sua presença no mercado nacional com a construção de novas fábricas e o lançamento de produtos inovadores.
A empresa está focada em diversificar seu portfólio, incluindo fertilizantes foliares e insumos para nutrição de plantas, além de manter seu compromisso com a sustentabilidade e a eficiência.
Com os investimentos planejados e a expansão contínua, a Agrion busca não apenas aumentar sua capacidade produtiva, mas também consolidar sua posição como líder no setor de fertilizantes no Brasil.
Esta fábrica será a segunda de um total de dez que a Agrion planeja construir nos próximos cinco anos.
A primeira unidade já foi inaugurada em parceria com a usina Bioenergética da Aroeira, localizada em Tupaciguara, Minas Gerais.
A Agrion planeja investir entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões na construção dessas plantas, que serão distribuídas por São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Nordeste do Brasil.
Judice mencionou que a meta é construir duas fábricas por ano e que em 2024 será anunciado um novo projeto para o Nordeste.
Com uma unidade em operação atualmente, a Agrion espera que seu faturamento alcance R$ 50 milhões neste ano, com previsão de triplicar para R$ 150 milhões em 2025, com mais duas fábricas funcionando.
Impacto econômico e ambiental
Além dos benefícios logísticos e econômicos, a nova fábrica da Agrion também trará impactos positivos para a região de Ibirarema.
A instalação da unidade deve gerar novos empregos e fomentar a economia local, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável através do uso de resíduos da usina como matérias-primas.
A empresa tem se comprometido com práticas que minimizam o impacto ambiental e promovem a eficiência no uso de recursos.
O modelo de produção integrado com a usina local não só reduz os custos operacionais, mas também contribui para a sustentabilidade ao aproveitar subprodutos da indústria de cana-de-açúcar.

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