Cientistas desenvolvem célula de combustível microbiana que pode ser usada como uma fonte de energia renovável.
Cientistas da Universidade Northwestern, nos EUA, liderados por Bill Yen, apresentaram ao mercado uma nova Célula de Combustível Microbiana, capaz de gerar eletricidade de forma contínua através do metabolismo de bactérias presentes no solo. Com dimensões semelhantes a um livro de bolso, a tecnologia promete ser uma fonte de energia renovável e sustentável, utilizada para alimentar sensores subterrâneos em aplicações agrícolas e de infraestrutura verde. Após nove meses de testes, a célula superou tecnologias similares em 120% e está se destacando por sua durabilidade e eficiência em condições diversas de solo.
Cientistas dos EUA desenvolvem célula de combustível a partir de bactérias do solo
Cientistas da Universidade Northwestern, sob a liderança de Bill Yen, revelaram um novo passo na busca por fontes de energia mais sustentáveis no país.
Eles desenvolveram uma “Célula de Combustível Microbiana”, que gera energia de forma contínua através do metabolismo de bactérias presentes no solo.
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A célula de combustível microbiana funciona utilizando bactérias encontradas no solo para produzir eletricidade.
Conforme destacado pelos cientistas, esse método oferece uma alternativa sustentável às baterias normais, com potencial para alimentar diversos dispositivos, desde sensores subterrâneos até aplicações agrícolas e de infraestrutura verde.
Comparável em tamanho a um livro de bolso, a célula microbiana promete alimentar sensores em ambientes subterrâneos, eliminando a necessidade de baterias convencionais que muitas vezes contêm produtos químicos tóxicos prejudiciais ao meio ambiente.
Célula de combustível microbiana contou com nove meses de testes e refinamentos
A equipe de cientistas dedicou nove meses a testes e refinamentos do protótipo da célula de combustível.
O design único, com ânodo e cátodo colocados perpendicularmente, foi essencial para contornar os desafios associados às células de combustível a partir de bactérias, especialmente em condições secas e úmidas.
Além disso, a utilização de feltro de carbono como ânodo e um metal inerte como cátodo garantiu mais eficiência na geração de energia renovável.
Conforme os cientistas, o design da célula também permite que o cátodo permaneça hidratado, mesmo em condições superficiais de solo seco.
Dessa forma, a célula microbiana não apenas superou tecnologias semelhantes em 120%, gerando uma média de 68 vezes mais energia do que a necessária para operar os sensores do teste, mas também mostrou resistência a variações na umidade do solo.
Bill Yen, líder da equipe, ressaltou a importância dessa descoberta para um futuro com um crescente número de dispositivos na Internet das Coisas (IoT).
Segundo ele, as células de combustível que geram energia renovável a partir de bactérias podem fornecer pequenas quantidades de energia para alimentar uma rede descentralizada de dispositivos sem depender de materiais perigosos.


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