Na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, Araruama abriga a maior lagoa hipersalina do planeta, com cerca de 200 km² e salinidade acima da do oceano. As águas mornas e densas fazem o banhista flutuar sem esforço e transformaram a cidade em refúgio de praias calmas e águas tranquilas.
Existe no litoral do Rio de Janeiro um lugar onde o mar parece ter parado no tempo: calmo, morno e tão salgado que o corpo flutua sozinho. Esse cenário fica em Araruama, na Região dos Lagos, às margens da maior lagoa hipersalina do mundo. Suas praias de água parada e transparente se tornaram um refúgio procurado por famílias e por praticantes de esportes náuticos de todo o Brasil.
A explicação para tanta tranquilidade está na própria natureza do lugar. Diferente do oceano aberto, a região oferece águas rasas, sem ondas e com salinidade ainda maior que a do mar, o que cria uma experiência de banho rara no país. Não por acaso, depois de anos de recuperação ambiental, o espelho d’água voltou a ser o grande cartão-postal da cidade.
A maior lagoa hipersalina do planeta
Segundo informações do site O Antagonista, a Lagoa de Araruama é apontada como a maior laguna hipersalina permanente do mundo, com cerca de 200 km² de espelho d’água e salinidade superior à do oceano, segundo a Prefeitura de Araruama. Apesar do nome popular, do ponto de vista técnico ela é uma laguna, e não uma lagoa fechada, justamente porque se conecta ao mar pelo Canal do Itajuru, em Cabo Frio.
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Essa distinção ajuda a entender por que a água tem características tão particulares. A lagoa banha seis municípios da Região dos Lagos e, após passar por um processo de recuperação ambiental, recuperou a qualidade que a consagrou como principal atração de Araruama. Hoje, é esse conjunto raro que atrai quem busca um banho diferente de tudo que se encontra no litoral aberto.
Por que a água é tão salgada

A salinidade acima da média não é coincidência, e sim resultado de um equilíbrio ambiental incomum. A combinação de clima seco, evaporação intensa e poucos rios desaguando na lagoa faz o sal se concentrar de forma muito maior do que no oceano. É um arranjo geográfico difícil de reproduzir, o que torna a região quase única no planeta.
O efeito prático desse fenômeno é sentido na pele. As águas da lagoa ficam claras, mornas e densas, e essa densidade maior é o que sustenta o corpo na superfície com facilidade. Para o visitante, a sensação é a de boiar sem esforço algum, algo que vira atração por si só, sobretudo para quem nunca experimentou um banho assim.
As melhores praias da lagoa
As praias de Araruama se estendem à beira do espelho d’água, com faixas de areia branca, profundidade baixa e ausência de ondas, o que as torna especialmente seguras para crianças. Segundo o portal de turismo da Prefeitura, a orla é considerada uma das mais estruturadas do interior fluminense. A Praia do Centro é a mais movimentada, com calçadão, quiosques e estrutura completa, enquanto Iguabinha se destaca pela orla remodelada e pelo paisagismo, virando ponto de encontro de famílias ao pôr do sol.
Quem prefere um clima mais reservado encontra alternativas ao longo da mesma lagoa. A Praia Seca fica na restinga de Massambaba, faixa de areia entre a laguna e o oceano, com atmosfera mais tranquila. Já a Pontinha é uma enseada de águas calmas e rasas, ideal para banho sossegado. A Lagoa Vermelha, menor e com altíssima concentração de sal e enxofre, é tradicionalmente procurada pelo chamado banho medicinal.
O que fazer além de boiar na lagoa
A mesma calmaria que agrada às famílias atrai também os amantes do vento. A constância das brisas combinada com a água sem ondas faz da lagoa um cenário ideal para os esportes a vela. Windsurf, kitesurf, stand-up paddle e caiaque são praticados o ano inteiro, com escolas distribuídas pela orla para quem quer aprender ou alugar equipamento.
Para quem busca descanso, há atrativos de outra ordem. A alta concentração de sal e de hidrogênio sulfuroso é associada a banhos terapêuticos, tradicionalmente procurados por causa de seus efeitos sobre a pele. Além disso, passeios de barco levam a pequenas ilhas no meio da laguna, e a restinga de Massambaba reserva trilhas e paisagens preservadas para quem deseja unir o mergulho na lagoa ao contato com a natureza.
Quando visitar Araruama
O verão é a alta temporada da cidade, com dias quentes e ensolarados que combinam perfeitamente com a lagoa, ainda que a orla fique mais cheia nesse período. É a época preferida de quem quer aproveitar ao máximo o banho morno e os esportes aquáticos, mesmo dividindo espaço com mais turistas.
Há, porém, um trunfo que se mantém o ano todo. Araruama tem um dos climas mais secos do estado do Rio de Janeiro, com pouca chuva ao longo de todas as estações, de acordo com dados do Climatempo. Isso significa que mesmo fora do verão a região costuma oferecer dias estáveis, uma vantagem para quem prefere viajar na baixa temporada e fugir das multidões.
Como chegar a Araruama
O acesso mais comum parte da capital fluminense, já que a cidade fica a cerca de 120 quilômetros do Rio de Janeiro. O trajeto é feito pela Via Lagos (RJ-124) em pouco menos de duas horas, o que torna a viagem viável até para um bate e volta de fim de semana.
A localização também rende um bônus para o roteiro. Araruama integra a Região dos Lagos e funciona como porta de entrada para destinos vizinhos badalados, como Cabo Frio e Arraial do Cabo, a poucos quilômetros de distância. Há ônibus saindo diariamente da capital, e dentro do município a orla da lagoa se estende por vários bairros, facilitando a escolha de onde ficar.
Agora queremos saber a sua opinião. Você já se banhou na lagoa de Araruama e sentiu o corpo boiar sozinho, ou ainda quer conhecer esse fenômeno de perto? Prefere a agitação da Praia do Centro ou o sossego da Pontinha? Conte nos comentários a sua experiência, marque aquele amigo que precisa fazer essa viagem e compartilhe esta matéria com quem ama descobrir destinos diferentes pelo Brasil.


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