Inaugurada em 3 de junho de 2026, a nova base do Samu em São José custou R$ 300 mil, vai abrigar a Unidade de Suporte Avançado e reforçar o atendimento de urgência, reduzindo o tempo de deslocamento das equipes na Grande Florianópolis, macrorregião com mais de 1,1 milhão de habitantes.
A Grande Florianópolis ganhou um reforço importante no atendimento de urgência. O Samu passou a operar uma nova base em São José, inaugurada em 3 de junho de 2026, com investimento de R$ 300 mil destinado à adequação do espaço e à compra de mobiliário. A estrutura abriga a Unidade de Suporte Avançado (USA), responsável pelos casos de maior complexidade na região.
Mais do que um novo endereço, a mudança promete impacto direto na vida de quem depende do socorro rápido. Segundo informações do portal NDmais, a unidade foi projetada para cumprir os padrões nacionais exigidos para o serviço e também passa a concentrar a equipe de transporte inter-hospitalar. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o objetivo é reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a integração entre as equipes.
O que muda no atendimento de urgência da região
A principal aposta da nova estrutura está na logística. Reunir, em um mesmo espaço, a Unidade de Suporte Avançado e a equipe responsável pelas transferências entre hospitais tende a eliminar atrasos que antes podiam custar minutos preciosos em ocorrências graves. Para o paciente em estado crítico, esse tipo de ganho costuma fazer diferença real no resultado do atendimento.
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A integração também facilita o trabalho das próprias equipes. Quando os profissionais de urgência e os de transporte inter-hospitalar atuam de forma coordenada a partir de uma base única, a comunicação flui melhor e as decisões saem mais rápido. é essa engrenagem que o Samu de São José espera azeitar, ganhando agilidade no atendimento de urgência aos casos de maior complexidade que chegam à USA.
Quanto custou e quanto o Estado repassa por ano

O investimento de R$ 300 mil cobriu a adequação do espaço físico e a compra de mobiliário para a nova base. O valor inicial, porém, é apenas parte da conta. Para manter a unidade funcionando, o Estado repassa aproximadamente R$ 4,4 milhões por ano, recurso que sustenta a rotina de plantões, insumos e operação do serviço.
Esse modelo de financiamento contínuo é o que garante que a estrutura não fique parada após a inauguração. A manutenção anual cobre justamente a parte mais sensível do Samu: manter equipes e equipamentos prontos para responder a qualquer chamado, a qualquer hora, sem interrupção no atendimento de emergência da Grande Florianópolis.
Quem trabalha na nova unidade
A base de São José conta com uma equipe estruturada para dar conta dos casos mais delicados. São sete médicos, cinco enfermeiros, cinco condutores-socorristas e quatro auxiliares de higienização, distribuídos para garantir cobertura nos diferentes turnos e nas ocorrências que exigem suporte avançado.
Essa composição reflete o perfil da Unidade de Suporte Avançado, que não é um atendimento básico. A presença de médicos e enfermeiros em cada saída permite intervenções complexas ainda durante o transporte, algo essencial em casos clínicos graves e traumas. É por isso que o quadro do Samu nessa unidade é mais robusto do que o de uma equipe de suporte básico.
Os números que justificam a estrutura

Os dados de demanda ajudam a entender o tamanho do desafio. Entre janeiro e maio de 2026, a Unidade de Suporte Avançado de São José realizou 665 atendimentos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. O volume mostra que a base não é uma estrutura preventiva ociosa, e sim um serviço com uso intenso e constante.
O perfil dessas ocorrências também revela onde a unidade mais atua. Do total registrado no período, 74% foram casos clínicos envolvendo adultos e crianças, enquanto 18% estavam relacionados a traumas. Esses percentuais ajudam o Samu a calibrar equipes e recursos conforme a realidade da população atendida na macrorregião.
A rede do Samu na Grande Florianópolis
A nova base não trabalha sozinha. Além da unidade de São José, a Grande Florianópolis conta com outras três unidades de suporte avançado, sendo duas em Florianópolis e uma em Palhoça, somadas a uma unidade inter-hospitalar. Juntas, elas formam a malha que cobre os casos mais críticos da região.
O alcance dessa rede é amplo. O Samu na Grande Florianópolis atende 22 municípios da macrorregião, o que corresponde a uma população estimada em mais de 1,1 milhão de habitantes. Distribuir bem essas unidades pelo território é o que permite encurtar distâncias e responder mais rápido a quem aciona o serviço de urgência.
Parte de um plano maior de expansão
A inauguração em São José se encaixa em um movimento mais longo. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, esta é a 14ª base inaugurada desde 2023, dentro de uma série de investimentos voltados a fortalecer o atendimento móvel de urgência em todo o estado.
A ampliação também passa pela frota. O governo informou que o Samu catarinense conta atualmente com 30 ambulâncias de suporte avançado e sete veículos destinados ao transporte inter-hospitalar, com previsão de encerrar o ano com 42 ambulâncias em operação. O crescimento da frota acompanha a abertura de novas bases para sustentar o ganho de capacidade.
O que dizem os gestores da Saúde
As autoridades responsáveis pelo serviço reforçaram o caráter estrutural dos investimentos. A secretária adjunta de Estado da Saúde, Cristina Pauluci, afirmou que a ampliação inclui uniformes e equipamentos, além de qualificação das equipes, com o objetivo de garantir aos servidores condições adequadas para atender bem a população.
Já o superintendente de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Antônio Fonseca, apresentou o panorama financeiro do conjunto de ações. De acordo com ele, mais de R$ 700 milhões já foram investidos em reformas, ampliações e melhorias no serviço de urgência catarinense, do qual a base de São José é apenas o capítulo mais recente.
Agora queremos ouvir você. Já precisou acionar o Samu na Grande Florianópolis e percebeu diferença no tempo de chegada? Acredita que abrir novas bases resolve o problema ou o gargalo está em outro lugar do sistema de saúde? Deixe seu relato nos comentários, conte como foi sua experiência e compartilhe esta matéria com quem também depende do atendimento de urgência na sua cidade.

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