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No Paraná, distribuidora Pacto liga 100% da carga de Coronel Vivida a baterias: BES de 10 MW e 20 MWh custa pouco mais de R$ 30 milhões e baixa tarifa local agora

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Escrito por Carla Teles Publicado em 10/04/2026 às 16:23 Atualizado em 10/04/2026 às 16:25
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Pacto Energia instala BES em Coronel Vivida e mostra como armazenamento de energia em baterias pode reduzir custos e proteger a tarifa local.
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Com BES de 10 MW e 20 MWh, o armazenamento de energia em baterias da Pacto Energia em Coronel Vivida foi pensado para modular a demanda, reduzir custos de transmissão e segurar a tarifa local

Em Coronel Vivida, no Paraná, a Pacto Energia colocou a cidade inteira conectada a um sistema de baterias que consegue absorver 100% da carga local por meio de um BES (sistema de armazenamento de energia). A proposta é simples e direta: resolver a limitação física de fornecimento e transformar isso em benefício para o consumidor.

O BES instalado tem 10 MW de potência e até 20 MWh de capacidade, atendendo cerca de 9.000 unidades consumidoras dentro da área de concessão. Além do marco técnico, o investimento declarado foi pouco acima de R$ 30 milhões, abaixo do custo estimado de uma nova subestação, e isso entra na equação de tarifa.

O que foi instalado em Coronel Vivida

O projeto gira em torno de um BES dimensionado para sustentar a operação da distribuidora sem ultrapassar o limite de potência ativa no ponto de conexão.

Na prática, o sistema permite modular a carga da cidade, usando armazenamento para equilibrar picos e organizar o fornecimento.

A estrutura física do sistema inclui 10 contêineres dedicados exclusivamente às baterias, com a parte de conversão e conexão em corrente alternada feita externamente, por meio do PCS (o conjunto que faz a interface entre o sistema e a rede elétrica).

Por que a distribuidora precisou dessa solução

Segundo o relato do projeto, havia uma demanda contratada de 13 e a região estava crescendo, com expansão de atividades rurais, comerciais e industriais.

O problema era que não havia capacidade física suficiente para acompanhar esse avanço no formato tradicional, o que pressionava a operação.

Nesse cenário, a geração distribuída teve um papel importante antes e depois do BES. Ela ajudou a suprir a necessidade até a instalação e passa a ser ainda mais relevante para garantir carregamento do sistema, sem depender apenas do horário de madrugada.

Como o sistema se conecta à rede

O caminho elétrico descrito envolve quadros em baixa tensão e transformadores que elevam a tensão até 13,8 kV, permitindo a conexão com a rede da distribuidora. Esse detalhe é central porque o armazenamento não é “isolado”: ele conversa com a rede e opera junto dela.

Outro ponto destacado é a existência de dois alimentadores, trazendo redundância. Se uma das linhas tiver problema, a outra mantém a conexão, aumentando a resiliência do atendimento à cidade.

Prazo curto e logística no meio de feriados

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O projeto foi apresentado como um desafio de execução: foram colocados 60 dias para colocar a operação em pé. A janela de trabalho passou por dezembro até o carnaval, com feriados no caminho e impacto direto em fornecimento, transporte e mobilização de equipes.

Foram citadas participações de empresas e times na implantação, incluindo a Solaric na construção e uma frente forte de planejamento para lidar com execução, regulação e logística de materiais e equipamentos.

Por que isso pode reduzir a tarifa

O argumento econômico do projeto é duplo:

1) Menor investimento inicial
Foi dito que uma nova subestação, na melhor das hipóteses, ficaria em torno de R$ 40 milhões ou pouco mais, enquanto o sistema de baterias ficou um pouco acima de R$ 30 milhões. Capex menor tende a aliviar a pressão sobre a tarifa ao longo do tempo, porque reduz o custo de infraestrutura a ser recuperado.

2) Menor uso do sistema de transmissão
Ao modular a carga local com armazenamento, a operação passa a utilizar menos a rede de transmissão em determinados momentos. Isso, segundo a explicação do próprio projeto, reduz custos de uso do sistema de transmissão, e essa redução pode se refletir no preço final para o consumidor.

O que muda para quem mora e produz na cidade

Para a cidade, o ganho prometido é direto: mais capacidade de atender crescimento sem “bater no teto” de fornecimento, com uma operação mais estável.

Para quem depende de energia o tempo todo, como indústrias que operam 24 horas, o raciocínio é ter mais previsibilidade e menos restrição operacional, já que o carregamento do BES não pode ficar preso apenas ao período de baixa demanda.

No fim, o projeto foi apresentado como um caso em que inovação vira benefício concreto, unindo expansão do atendimento, redundância e redução de custos estruturais.

Pergunta rápida pra você: na sua cidade, um sistema desse tipo com baterias faria diferença na qualidade do fornecimento e no valor da conta de luz?

Conteúdo baseado em informações apresentadas pelo Canal Solar.

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Carla Teles

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