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Da colheita manual à robótica: Vacaria, capital da maçã, vira laboratório Embrapa no Semear Digital, com mapeamento ponto a ponto, armadilhas de pragas, rastreabilidade e pomares 2D contra escassez de mão de obra

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Escrito por Carla Teles Publicado em 09/04/2026 às 12:53 Atualizado em 09/04/2026 às 12:57
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Em Vacaria, Embrapa e Semear Digital usam armadilhas de pragas para reduzir mão de obra e modernizar pomares de maçã.
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No Semear Digital, a capital da maçã testa mapeamento ponto a ponto, rastreabilidade e pomares 2D, com armadilhas de pragas e robótica para reduzir perdas e aumentar eficiência.

A maçã que chega à sua mesa pode ter passado por Vacaria, no Rio Grande do Sul, e agora esse caminho começa a mudar com armadilhas de pragas conectadas a agricultura de precisão. No município, a Embrapa conduz ações do Semear Digital em um modelo de “laboratório vivo”, levando instrumentação, automação e validação de tecnologias direto para a realidade do pomar.

A proposta é atacar o maior gargalo citado por produtores e técnicos: escassez de mão de obra, que pressiona a colheita manual e torna urgente modernizar rotinas. No pacote entram mapeamento ponto a ponto, rastreabilidade do pé à caixa, pomares em sistema 2D e soluções como armadilhas de pragas para monitoramento contínuo, além de protótipos com câmeras, georreferenciamento e navegação autônoma.

Vacaria e o Semear Digital: um campo de testes em tempo real

Em Vacaria, Embrapa e Semear Digital usam armadilhas de pragas para reduzir mão de obra e modernizar pomares de maçã.

Vacaria aparece na base como um dos maiores polos de macieiras do país e também como um dos municípios escolhidos para funcionar como laboratório do Semear Digital, projeto de inclusão socioprodutiva e digital da Embrapa.

A fruticultura, menos automatizada que a cultura de grãos, entra em fase de virada ao reunir empresas de grande porte, agricultura familiar e pequenos e médios empreendimentos em torno das mesmas dores.

A equipe do projeto atua em diálogo com comunidades e produtores, com foco em agricultura de precisão e automação na estação experimental de fruticultura temperada da Embrapa em Vacaria.

O texto cita parcerias locais envolvidas nesse esforço, reforçando que a tecnologia está sendo construída para funcionar no campo, não só no laboratório.

Mapeamento ponto a ponto: saber exatamente de onde saiu cada fruta

Um dos avanços descritos é o desenvolvimento de um sistema capaz de indicar exatamente em que ponto do pomar aquela produção foi colhida, ponto a ponto.

A ideia é gerar um mapa que permita medidas corretivas nas safras seguintes, que é a base da agricultura de precisão aplicada à fruticultura.

Na prática, isso muda a tomada de decisão: em vez de tratar o pomar como um bloco único, o produtor passa a enxergar variações internas e agir com mais precisão. Quando o manejo vira dado, o erro custa menos e a correção chega mais rápido.

Armadilhas de pragas: a tecnologia que vigia o pomar sem parar

Em Vacaria, Embrapa e Semear Digital usam armadilhas de pragas para reduzir mão de obra e modernizar pomares de maçã.

Dentro do monitoramento, a base destaca o desenvolvimento de uma armadilha voltada à mosca das frutas, citada como uma das principais pragas para maçãs, uvas e outras fruteiras.

É nesse ponto que entram as armadilhas de pragas como ferramenta central, porque elas permitem acompanhar a pressão de insetos e antecipar decisões de controle.

Além do impacto direto na produtividade, armadilhas de pragas integradas ao monitoramento reduzem a dependência de “olho humano” o tempo todo, o que importa ainda mais quando a mão de obra fica escassa. Ao transformar presença de praga em informação, o manejo tende a ficar mais direcionado e menos reativo.

O problema que empurra tudo: falta de mão de obra e colheita ainda manual

Em Vacaria, Embrapa e Semear Digital usam armadilhas de pragas para reduzir mão de obra e modernizar pomares de maçã.

A base é clara ao mostrar o contraste: a colheita da maçã ainda é majoritariamente manual, e o “salto tecnológico” citado por um produtor é o trator que puxa o carrinho.

Só que a dificuldade de contratar gente cresce ano a ano, e a perspectiva descrita é de que haverá um ponto em que a colheita automatizada deixa de ser opção e vira necessidade.

O discurso não é de eliminar pessoas, mas de robotizar tarefas que podem ser robotizadas e preservar o trabalho humano onde ele é decisivo para qualidade. Mecanização e robotização aparecem como suporte para manter o pomar operando, não como promessa de substituir tudo.

Pomar 2D: árvores em “varais” para facilitar manejo e mecanização

Em Vacaria, Embrapa e Semear Digital usam armadilhas de pragas para reduzir mão de obra e modernizar pomares de maçã.

Um exemplo prático dessa adaptação é o sistema de condução vertical e o pomar em formato 2D, descrito como mais fácil para executar tarefas com menos gente.

A ideia é deixar a estrutura da planta mais “manejável”, abrindo passagem para inovações tecnológicas que diminuam penosidade do trabalho e ajudem na detecção de problemas.

Para produtores jovens citados na base, o sistema 2D também é visto como estratégia de futuro: facilita a operação em um cenário de mão de obra rara e pode favorecer mecanizações, além de buscar qualidade e estabilidade ao longo dos anos.

Rastreabilidade do pé à mesa: controle de colheita, classificação e expedição

O texto também descreve a rastreabilidade como exigência crescente. A cadeia passa por caderno de campo, controle de colheita e identificação até o produto chegar ao consumidor.

Na agroindústria, aparecem etapas como recepção, análise de qualidade, seleção, acomodação em bandejas, encaixotamento, paletização, identificação e envio para câmaras frias, antes da expedição.

Esse tipo de controle “amarrado” faz sentido porque rastreabilidade não é só etiqueta, é gestão. Ela conecta o que foi feito no pomar ao que foi visto na classificação e ao que foi entregue no mercado.

Robótica e inteligência embarcada: o protótipo que enxerga, conta e navega

Entre as iniciativas, surge um protótipo voltado ao manejo georreferenciado da cultura, com câmeras apontadas para os corredores de plantas, sistema de posicionamento global e computador embarcado para aplicações com inteligência.

A base descreve que ele consegue detectar frutos e rastreá-los, evitando contagem duplicada, e que também deve ser usado em testes de navegação autônoma.

A ambição é clara: criar uma plataforma capaz de trafegar com segurança entre pomares, coletando dados e apoiando decisões. E isso conversa diretamente com o papel das armadilhas de pragas, porque automação no pomar depende de monitoramento contínuo e confiável.

Doenças como alvo: cancro europeu e o uso de imagens para diagnóstico

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A base cita ainda pesquisas para identificar doenças como o cancro europeu, descrito como severo e capaz de comprometer a produção, exigindo retirada de ramos doentes.

O trabalho inclui registro de imagens em diferentes estágios para formar um banco de dados e uso de câmeras especiais que aumentam o contraste entre ramos sadios e doentes.

Aqui, a tecnologia entra como forma de ganhar escala: se a doença pode ser detectada com mais rapidez e precisão, o manejo fica mais eficiente e menos dependente de inspeções demoradas.

Pequenas frutas e agricultura familiar: logística, previsão e renda

Além da maçã, a base traz desafios semelhantes em pequenas frutas, com dificuldades ligadas a adversidades climáticas, irrigação, períodos de seca, excesso de chuva, pragas, doenças e logística de produto perecível.

A resposta citada inclui soluções coletivas e também a criação de estruturas como câmara fria e agroindústria familiar, para reduzir a correria da entrega e ampliar mercados.

Nessa frente, aparece a ideia de um sistema para celular que, ao filmar plantas e observar o estágio fenológico, ajudaria a prever produção nos próximos dias e melhorar logística. É a digitalização chegando como ferramenta de planejamento, não só como “novidade”.

No fim, Vacaria vira um retrato de para onde a fruticultura está indo: menos improviso, mais dado, mais rastreabilidade, mais automação e mais monitoramento, com armadilhas de pragas como peça prática para reduzir perdas e orientar decisões no pomar.

Você já viu armadilhas de pragas ou algum sistema de monitoramento digital sendo usado em pomares na sua região?

Conteúdo e informações baseados em material do canal Embrapa.

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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