Satélites flagraram petróleo no Golfo Pérsico após ataques aéreos, com manchas perto de ilhas, portos e rotas sensíveis
O Golfo Pérsico virou cenário de alerta ambiental depois que manchas de petróleo foram vistas do espaço em diferentes pontos da região.
As imagens mostram óleo perto da ilha iraniana de Lavan, da ilha de Qeshm, do estreito de Ormuz e da costa do Kuwait. A ameaça atinge áreas protegidas, animais marinhos, pescadores e sistemas que transformam água do mar em água potável.
O risco cresce porque o conflito envolve instalações petrolíferas e navios carregados de óleo em uma das passagens mais sensíveis para o mercado global de energia.
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Mancha avançou em 10 de abril rumo à ilha protegida de Shidvar

Uma imagem de 10 de abril mostrou petróleo vazando nas águas próximas à ilha iraniana de Lavan.
A mancha seguia em direção à ilha de Shidvar, refúgio de vida selvagem conhecido como as Maldivas do Irã. A área é desabitada, tem formação coralina e abriga aves marinhas e locais de desova de tartarugas.
Vazamento apareceu em 6 de abril perto do porto kuwaitiano de Shuaiba
Outro registro, feito em 6 de abril, mostrou um rastro de petróleo saindo do porto de Shuaiba, no Kuwait.
O porto fica a cerca de 50 quilômetros ao sul da Cidade do Kuwait. A mancha apareceu após o anúncio de ataques contra instalações de energia e petroquímica em países do Golfo.
Segundo Live Science, portal de divulgação científica e notícias sobre ciência, o óleo ameaça a vida marinha do Golfo Pérsico e pode afetar sistemas de dessalinização usados para abastecer quase 100 milhões de pessoas.
Os vazamentos podem atingir a vida marinha do Golfo Pérsico e prejudicar sistemas de filtragem usados por usinas de dessalinização.
Essas usinas retiram o sal da água do mar para produzir água potável. Elas abastecem quase 100 milhões de pessoas na região, o que transforma o desastre em risco ambiental e humano.
Derrames foram vistos no estreito de Ormuz em 18 de março, 2 de abril e 7 de abril
No estreito de Ormuz, satélites registraram grandes manchas de petróleo perto da ilha iraniana de Qeshm em 18 de março, 2 de abril e 7 de abril.
Uma das manchas tinha mais de 8 quilômetros de extensão. O óleo ameaça toda a cadeia marinha, dos organismos menores aos peixes, golfinhos e baleias.

Óleo compromete penas, pelos e pode provocar morte em massa
O petróleo gruda nos animais e destrói proteções naturais. Nas aves, tira a capacidade das penas de repelir água. Nos mamíferos, reduz o isolamento térmico dos pelos.
O resultado pode ser frio extremo, intoxicação e morte. O Golfo Pérsico abriga dugongos, tartarugas verdes, tartarugas de pente e baleias jubarte do Mar Arábico.
Petroleiros presos carregam cerca de 20 bilhões de litros de petróleo bruto
Dezenas de petroleiros seguem presos no Golfo Pérsico, esperando passagem pelo estreito de Ormuz.
Juntos, eles carregam cerca de 20 bilhões de litros de petróleo bruto. Qualquer novo ataque contra navios pode espalhar ainda mais óleo e ampliar a pressão sobre a região.
A limpeza das manchas pode não acontecer a tempo de evitar os danos mais graves. O conflito dificulta ações rápidas e deixa ilhas, costas e áreas de pesca mais vulneráveis.
O avanço do petróleo combina crise ambiental, ameaça à água potável e tensão energética em uma rota vital para o mundo. O desastre pressiona o Golfo Pérsico.

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