A NEOM Green Hydrogen Company está construindo em Oxagon, Arábia Saudita, a maior usina de hidrogênio verde do mundo, com US$ 8,4 bilhões de investimento, 4 GW de energia solar e eólica, eletrolisadores de 2,2 GW e capacidade para produzir 600 toneladas de hidrogênio limpo por dia
No meio do deserto saudita, uma fábrica que não existia há dois anos está mudando o mapa global da energia limpa. A NEOM hidrogênio verde é uma joint venture entre NEOM, ACWA Power e Air Products, cada uma com 33,33%% de participação. O investimento total chega a US$ 8,4 bilhões, e a construção já atingiu 80%% de progresso em todos os sites no primeiro trimestre de 2025.
Segundo Ali Al-Kaabi, CEO da NGHC: “NGHC está liderando a transição energética global a partir da Arábia Saudita, em linha com a Visão Saudita 2030. Ao aproveitar o poder da natureza, nossas fortes parcerias e tecnologia inovadora, estamos construindo um mundo livre de carbono para as futuras gerações.”
Os números impressionantes da maior planta de NEOM hidrogênio verde do planeta

- Investimento: US$ 8,4 bilhões
- Energia renovável: 4 GW (solar onshore + eólica + armazenamento)
- Eletrolisadores: 2,2 GW de capacidade
- Produção diária: 600-650 toneladas de hidrogênio verde
- Amônia verde: 1,2 milhão de toneladas por ano
- Emissões evitadas: até 5 milhões de toneladas de CO2 por ano
- Construção: 80%% concluída (Q1 2025)
- Previsão de operação: 2027
A Air Products é a contratada principal para engenharia, procurement e construção, enquanto a thyssenkrupp fornece os eletrolisadores de mais de 2 GW. Dessa forma, a planta de NEOM hidrogênio verde é a primeira de escala utility e comercial do mundo, superando projetos europeus e asiáticos menores.
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Como funciona a conversão de sol e vento em combustível limpo

A usina aproveita os recursos naturais abundantes de NEOM — sol constante e ventos fortes — para gerar 4 GW de eletricidade renovável. Essa energia alimenta os eletrolisadores que separam água em hidrogênio e oxigênio. Consequentemente, o hidrogênio é convertido em amônia verde para transporte e exportação global.
O projeto recebeu licença industrial do Ministério da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita em janeiro de 2023, tornando-se o primeiro empreendimento de NEOM hidrogênio verde licenciado no reino. Além disso, o fechamento financeiro mobilizou 23 bancos e instituições internacionais em maio de 2023. A tendência global de investir bilhões em tecnologia energética encontra nesse projeto seu exemplo mais ambicioso.
O que a NEOM hidrogênio verde promete — e o que ainda falta provar

O impacto climático é significativo: até 5 milhões de toneladas de CO2 evitadas por ano, descarbonizando setores como transporte, aviação, navegação e indústria pesada. Portanto, o projeto contribui para um mercado regional de hidrogênio estimado em SAR 750 bilhões até 2050.
Contudo, a data de operação já foi ajustada de 2026 para 2027 em atualizações recentes. Além disso, desafios logísticos no deserto e dependência de tecnologias emergentes podem causar atrasos adicionais. Ainda assim, com 80%% da construção concluída e financiamento garantido, a NEOM hidrogênio verde é o projeto mais concreto do mundo na corrida pelo combustível do futuro.

De onde retiram a Água, para fazer a Eletrolise, consequentemente obter o Hidrogênio?
Boa pergunta, Zé! O projeto NEOM fica no litoral do Mar Vermelho, então a água vem de usinas de dessalinização — que aliás também serão alimentadas pela mesma energia solar e eólica do complexo. É um ciclo integrado: sol e vento geram eletricidade, que dessaliniza a água do mar, que alimenta os eletrolisadores. Obrigado pelo comentário!