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Navio petroleiro gigante, de 162 mil toneladas, choca na parede do cais, durante manobra de atracação em porto e destrói cabine de guindaste

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 18/02/2026 às 09:31
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Navio-tanque de 162 mil toneladas bate no píer e derruba cabine de guindaste em Ust-Luga, Rússia, com gelo intenso e chama atenção de autoridades e portuários
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Navio-tanque de 162 mil toneladas bate no píer e derruba cabine de guindaste em Ust-Luga, Rússia, com gelo intenso e chama atenção de autoridades e portuários

O que parecia uma manobra de rotina em Ust-Luga, na Rússia, no sábado 14 de fevereiro, rapidamente se tornou notícia internacional. O navio-tanque Tony, de bandeira liberiana e propriedade grega, colidiu com o píer enquanto se aproximava do porto, atingindo e arrancando a cabine de um guindaste.

As imagens mostram a cabine pendurada, totalmente destruída, e um vinco visível no casco do navio, que permanece atracado. Apesar do impacto, autoridades confirmaram que não houve feridos nem derramamento de poluentes, e o porto continuou operando normalmente.

O detalhe que mais chamou atenção foi o gelo pesado no mar Báltico, que tem dificultado a navegação de grandes embarcações neste inverno, tornando a operação extremamente complexa.

O impacto imediato das imagens viralizou nas redes, despertando o olhar de especialistas, portuários e curiosos para os riscos da manobra em condições extremas.

Colisão em Ust-Luga expõe desafios de atracação em gelo pesado

O Tony, construído em 2010 e gerido pela Dynacom, estava sendo auxiliado por rebocadores ao se aproximar do píer. Estimativas apontam que a combinação de gelo intenso e a complexidade da manobra contribuiu para que o casco raspasse no guindaste, arrancando a cabine.

O acidente danificou o equipamento portuário e deixou uma marca visível no navio. Especialistas alertam que operações em regiões geladas exigem máxima precisão e tripulação altamente qualificada.

Histórico do navio e inspeção recente revelam pontos críticos

O Tony possui 162 mil tDWT e está sob gestão da Dynacom desde a construção. A última inspeção registrada, em novembro de 2024, na Turquia, apontou 20 deficiências, sendo três delas críticas: ausência de extintor fixo, certificado de segurança de carga expirado e indisponibilidade de trajes de imersão para a tripulação.

Essas falhas contribuíram para uma detenção temporária do navio, segundo registros oficiais. O episódio em Ust-Luga reforça a necessidade de manutenção rigorosa e cumprimento de normas em embarcações de grande porte.

Gelo no mar Báltico aumenta risco e dificulta manobras

O porto de Ust-Luga tem enfrentado condições severas de gelo neste inverno. As imagens mostram placas espessas ao redor do navio, indicando que a manobra exigiu máxima atenção.

Segundo especialistas, o gelo altera rapidamente a estabilidade da embarcação, mesmo com auxílio de rebocadores, tornando qualquer atracação mais arriscada. O impacto visual impressionou operadores portuários e autoridades da região.

Danos visíveis e operação do porto segue normal

A cabine do guindaste foi completamente arrancada e permanece pendurada, cenário que impressionou quem acompanha o porto. O casco do navio apresenta um vinco grande, mas não houve vazamento de combustível ou produtos químicos.

Apesar do acidente, o porto continuou funcionando normalmente, mostrando resiliência da operação, mas também reforçando a necessidade de protocolos rigorosos em manobras complexas.

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Investigação em andamento aponta possíveis ajustes

As autoridades russas iniciaram investigação para apurar as causas da colisão. Estimativas apontam que a análise envolve condições climáticas, estado do navio e do equipamento portuário, além da atuação da tripulação e rebocadores.

Especialistas destacam que incidentes desse tipo podem gerar revisão de protocolos de segurança e treinamento, impactando logística e programação portuária no futuro próximo.

O caso do Tony em Ust-Luga demonstra que mesmo manobras aparentemente simples podem gerar impactos visuais e operacionais expressivos. O efeito imediato chamou atenção de portuários, autoridades e curiosos, evidenciando os riscos da navegação em regiões geladas e a importância de manutenção rigorosa de grandes navios.

Conte para nós nos comentários: você acha que navios gigantes devem operar em portos com gelo intenso ou esperar condições ideais é mais seguro?

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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