Navio-tanque de 162 mil toneladas bate no píer e derruba cabine de guindaste em Ust-Luga, Rússia, com gelo intenso e chama atenção de autoridades e portuários
O que parecia uma manobra de rotina em Ust-Luga, na Rússia, no sábado 14 de fevereiro, rapidamente se tornou notícia internacional. O navio-tanque Tony, de bandeira liberiana e propriedade grega, colidiu com o píer enquanto se aproximava do porto, atingindo e arrancando a cabine de um guindaste.
As imagens mostram a cabine pendurada, totalmente destruída, e um vinco visível no casco do navio, que permanece atracado. Apesar do impacto, autoridades confirmaram que não houve feridos nem derramamento de poluentes, e o porto continuou operando normalmente.
O detalhe que mais chamou atenção foi o gelo pesado no mar Báltico, que tem dificultado a navegação de grandes embarcações neste inverno, tornando a operação extremamente complexa.
-
Aos 17 anos ela pintou à mão, em aquarela, a primeira estampa para vender roupa de colégio, a marca cresceu sem investidor, já vendeu 135 mil peças e mira R$ 15 milhões de faturamento em 2026
-
Mapeando a própria área de exploração no Golfo do México, a petroleira Shell flagrou no sonar um naufrágio de madeira intocado desde o início do século 19, a mais de 1.300 metros de profundidade
-
Mãe mineira começou vendendo semijoias de porta em porta nos anos 1980, pegou dinheiro emprestado para comprar as primeiras peças e transformou o empreendimento em uma rede familiar com mais de 70 lojas no Brasil
-
Ponte de quase R$ 400 milhões no Brasil ficou pronta para ligar cidades, gerar empregos e reduz travessia de 30 para 2 minutos; com 1,24 km, entra entre as maiores do país e acaba com décadas de filas nas balsas.
O impacto imediato das imagens viralizou nas redes, despertando o olhar de especialistas, portuários e curiosos para os riscos da manobra em condições extremas.
Russian Telegram channels report that a tanker in Ust-Luga, Leningrad region of Russia, has crashed into a port, damaging a quay wall and a port crane. pic.twitter.com/hYlnof2ZDA
— Anton Gerashchenko (@Gerashchenko_en) February 15, 2026
Colisão em Ust-Luga expõe desafios de atracação em gelo pesado
O Tony, construído em 2010 e gerido pela Dynacom, estava sendo auxiliado por rebocadores ao se aproximar do píer. Estimativas apontam que a combinação de gelo intenso e a complexidade da manobra contribuiu para que o casco raspasse no guindaste, arrancando a cabine.
O acidente danificou o equipamento portuário e deixou uma marca visível no navio. Especialistas alertam que operações em regiões geladas exigem máxima precisão e tripulação altamente qualificada.
Histórico do navio e inspeção recente revelam pontos críticos
O Tony possui 162 mil tDWT e está sob gestão da Dynacom desde a construção. A última inspeção registrada, em novembro de 2024, na Turquia, apontou 20 deficiências, sendo três delas críticas: ausência de extintor fixo, certificado de segurança de carga expirado e indisponibilidade de trajes de imersão para a tripulação.
Essas falhas contribuíram para uma detenção temporária do navio, segundo registros oficiais. O episódio em Ust-Luga reforça a necessidade de manutenção rigorosa e cumprimento de normas em embarcações de grande porte.
Gelo no mar Báltico aumenta risco e dificulta manobras
O porto de Ust-Luga tem enfrentado condições severas de gelo neste inverno. As imagens mostram placas espessas ao redor do navio, indicando que a manobra exigiu máxima atenção.
Segundo especialistas, o gelo altera rapidamente a estabilidade da embarcação, mesmo com auxílio de rebocadores, tornando qualquer atracação mais arriscada. O impacto visual impressionou operadores portuários e autoridades da região.
Danos visíveis e operação do porto segue normal
A cabine do guindaste foi completamente arrancada e permanece pendurada, cenário que impressionou quem acompanha o porto. O casco do navio apresenta um vinco grande, mas não houve vazamento de combustível ou produtos químicos.
Apesar do acidente, o porto continuou funcionando normalmente, mostrando resiliência da operação, mas também reforçando a necessidade de protocolos rigorosos em manobras complexas.
Investigação em andamento aponta possíveis ajustes
As autoridades russas iniciaram investigação para apurar as causas da colisão. Estimativas apontam que a análise envolve condições climáticas, estado do navio e do equipamento portuário, além da atuação da tripulação e rebocadores.
Especialistas destacam que incidentes desse tipo podem gerar revisão de protocolos de segurança e treinamento, impactando logística e programação portuária no futuro próximo.
O caso do Tony em Ust-Luga demonstra que mesmo manobras aparentemente simples podem gerar impactos visuais e operacionais expressivos. O efeito imediato chamou atenção de portuários, autoridades e curiosos, evidenciando os riscos da navegação em regiões geladas e a importância de manutenção rigorosa de grandes navios.
Conte para nós nos comentários: você acha que navios gigantes devem operar em portos com gelo intenso ou esperar condições ideais é mais seguro?

