1. Início
  2. / Acidentes
  3. / Há mais de 10 anos, navio gigante que sairia do Brasil rumo a Venezuela, afunda com 5 mil bois e toneladas de óleo, ainda segue no fundo do mar, inviabilizando praia e com impactos ambientais
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

Há mais de 10 anos, navio gigante que sairia do Brasil rumo a Venezuela, afunda com 5 mil bois e toneladas de óleo, ainda segue no fundo do mar, inviabilizando praia e com impactos ambientais

Publicado em 10/05/2026 às 11:38
Atualizado em 10/05/2026 às 19:57
Assista o vídeoNaufrágio, MV Haidar, Bois
(Foto: Renato Pereira / Arquivo Pessoal)
  • Reação
  • Reação
  • Reação
12 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Navio MV Haidar segue submerso no porto de Vila do Conde, em Barcarena, dez anos após naufrágio com cinco mil bois e 700 toneladas de óleo, enquanto comunidades ainda relatam prejuízos econômicos

Dez anos após afundar no porto de Vila do Conde, em Barcarena, no Pará, o MV Haidar permanece submerso com cinco mil bois mortos e 700 toneladas de óleo, deixando impactos ambientais e sociais.

MV Haidar segue no mesmo ponto do naufrágio

O navio de origem libanesa naufragou no porto de Vila do Conde quando tinha como destino a Venezuela. Até o fim de 2025, a embarcação continuava no mesmo local onde afundou.

O porto integra a rota marítima e está entre os principais do país, conectando a região Norte ao exterior. Mesmo assim, o caso permanece sem solução uma década depois.

Desde 2015, várias tentativas foram feitas para retirar a embarcação do fundo do rio. Todas fracassaram, e o MV Haidar segue monitorado.

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que avalia qual tipo de contrato é mais adequado. A pasta não apresentou prazo.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Praia perdeu turismo e comércio

Com o naufrágio, os animais mortos chegaram à praia de Vila do Conde, a 4 quilômetros do ponto onde o navio afundou. A cena marcou a comunidade.

Antes do acidente, a praia vivia do turismo e recebia de 600 a 800 visitantes por final de semana. Também chegavam ribeirinhos para vender peixe, camarão e açaí.

O medo da contaminação afastou o público, e a econômica da área nunca se reergueu. Uma década depois, a praia é descrita como fantasma do que já foi.

Henrique Carvalho, presidente da Associação dos Barraqueiros da Praia e Comerciantes de Vila do Conde, lembra que havia cerca de 15 barracas funcionando na região.

Comunidades sentiram perda de renda

Famílias impactadas receberam indenização após acordo com a empresa dona do navio. Para os moradores, o valor não compensou as perdas provocadas pelo naufrágio.

Henrique Carvalho afirma que cada pessoa de Vila do Conde recebeu R$ 3.290. Nas comunidades mais distantes, o valor foi menor. Para ele, a renda dos comerciantes era superior.

A agricultora Maria Andreia dos Santos conta que sobrevivia do comércio na praia. Ela fornecia coco aos barraqueiros, e compradores iam até a comunidade.

O ex-produtor rural João Dias dos Santos, presidente da comunidade de Acuí, lembra que moradores retiravam do igarapé peixe e camarão usados na própria alimentação. Com a contaminaçã, essa rotina foi afetada.

Danos sociais e ambientais

Laudos de órgãos ambientais comprovaram prejuízos ambientais e sociais. Comunidades tradicionais que dependiam da agricultura e da pesca foram atingidas diretamente pelo naufrágio do MV Haidar.

O Ministério Público Federal afirma que o navio não oferece mais risco de contaminação. Ainda assim, o caso mantém em discussão a falta de licenciamento ambiental no município.

O procurador da República Bruno Araújo Valente afirma que o distrito industrial de Barcarena ainda não tem licenciamento ambiental. Ele também cita ausência de programa mais amplo para monitorar ar e água.

Autoridades falam em monitoramento

A Companhia Docas do Pará informou que o naufrágio não comprometeu a continuidade da operação do Porto de Vila do Conde, que segue funcionando normalmente, apesar do berço interditado.

A CDP declarou que adotou medidas de gestão operacional para manter a atividade portuária e reduzir impactos econômicos. A companhia diz que o navio permanece monitorado e sem risco ambiental ativo.

Sobre a remoção, a CDP afirma que o tema segue em tratativas com órgãos competentes, considerando aspectos técnicos, jurídicos e ambientais.

A Secretaria de Meio Ambiente de Barcarena informou que realiza fiscalização, monitoramento e diálogo com autoridades para garantir proteção ambiental.

A Semas-PA declarou que faz fiscalizações constantes, aplica autos de infração quando identifica irregularidade e valida relatórios enviados por empresas do Distrito Industrial.

Com informações de G1.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x