Embarcação vinda da China leva a Salvador equipamentos estratégicos para uma das obras mais aguardadas da Bahia, enquanto o projeto da ponte sobre a Baía de Todos-os-Santos entra em fase de mobilização física, com plataformas provisórias, canteiros e novas frentes de trabalho previstas.
A chegada a Salvador de um navio vindo da China com mais de 800 toneladas de materiais marcou uma nova etapa da Ponte Salvador-Itaparica, ligação projetada para conectar a capital baiana à Ilha de Itaparica por 12,4 quilômetros sobre a Baía de Todos-os-Santos.
Atracada no Porto de Salvador em 18 de maio de 2026, a embarcação trouxe 44 contêineres destinados às primeiras frentes de serviço, em um movimento que desloca o projeto da fase preparatória para a mobilização física em pontos estratégicos da obra.
Antes de alcançar a capital baiana, a carga deixou o Porto de Xangai em 30 de março de 2026 e percorreu cerca de 17 mil quilômetros, trajeto que reforça a participação de fornecedores chineses na estruturação inicial do empreendimento.
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Avaliado pelo Governo da Bahia em US$ 3,5 milhões, montante equivalente a mais de R$ 17 milhões, o carregamento reúne peças metálicas, painéis de vigas Bailey, parafusos, pinos de trava e componentes voltados à instalação de estruturas provisórias no mar.
Equipamentos da Ponte Salvador-Itaparica vão preparar obra no mar
Nas primeiras etapas da construção, os materiais serão usados na montagem de uma plataforma provisória, estrutura planejada para apoiar trabalhadores, máquinas e equipamentos durante a operação em ambiente marítimo e ampliar a segurança logística das frentes de serviço.
Com essa solução técnica, equipes e maquinário pesado poderão circular nas áreas de implantação da ponte, enquanto a dependência de embarcações de apoio na Baía de Todos-os-Santos tende a ser reduzida durante a execução das atividades iniciais.
Para a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica, a plataforma provisória tem papel central na organização da logística sobre o mar, especialmente porque a obra exige transporte constante de pessoas, equipamentos e insumos entre canteiros.
Aplicada em projetos internacionais de grande porte, a tecnologia deve reduzir em quase 70% o uso de barcos de apoio durante as primeiras etapas, o que pode tornar a operação mais eficiente e diminuir gargalos no deslocamento das equipes.

Parte dos materiais seguirá para Maragogipe, onde está prevista a instalação de um canteiro de apoio em São Roque do Paraguaçu, área que deverá funcionar como base operacional para atividades ligadas à estruturação inicial da obra.
Outro lote será destinado a Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, município que receberá frentes de mobilização vinculadas à construção da ponte, aos acessos viários e às estruturas complementares do novo sistema rodoviário.
Durante a chegada dos primeiros componentes, o governador Jerônimo Rodrigues acompanhou a operação e informou que o descarregamento seria seguido pelo transporte das peças até os pontos de apoio definidos para a mobilização do empreendimento.
“Esse material será transportado para Maragogipe, onde, na enseada, será instalado um canteiro de obras. Parte também seguirá para Vera Cruz”, disse.
Início das fundações da ponte está previsto para junho
Pelo cronograma apresentado pelo Governo da Bahia ao Tribunal de Contas do Estado, o início das obras está previsto para 4 de junho de 2026, enquanto a conclusão estimada foi fixada para 2031.
Na reunião realizada em 16 de março de 2026, representantes do Estado também informaram que acompanhavam o andamento do licenciamento ambiental e dos projetos de engenharia, pontos considerados necessários para a liberação das próximas etapas.
Segundo o secretário da SVPonte, Mateus Simões Dias, a chegada dos materiais representa uma etapa concreta para o avanço do empreendimento, pois permite preparar a infraestrutura temporária que dará suporte às primeiras atividades em campo.
Em declaração divulgada pelo governo estadual, ele afirmou que o projeto segue o cronograma previsto, com planejamento técnico e logística estruturada para assegurar segurança e eficiência nas próximas fases de implantação da ponte.
A fase inicial de montagem da plataforma deve gerar cerca de 200 empregos diretos, entre funções como montagem, soldagem e engenharia, além de contratações indiretas em atividades de logística, transporte, suprimentos e apoio operacional.
Ao considerar todo o período de implantação do sistema, a estimativa oficial chega a 7 mil vagas diretas e indiretas, com demanda por diferentes especialidades e participação de empresas ligadas à cadeia da construção pesada.
Além dos 44 contêineres transportados pelo navio, o governo estadual informou que começaram a chegar a São Roque do Paraguaçu cerca de 3.900 toneladas de tubos de aço, volume usado na etapa de estruturação da plataforma.
Esse material equivale a aproximadamente 400 caminhões e será aplicado nas primeiras fases da plataforma de trabalho em água, elemento necessário para permitir a execução de serviços em áreas onde a ponte será implantada.
Ponte Salvador-Itaparica terá 12,4 quilômetros sobre a baía
A Ponte Salvador-Itaparica integra o Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Ilha de Itaparica, conjunto que inclui acessos viários em Salvador, estrutura principal sobre o mar, chegada à ilha, variante rodoviária e intervenções na BA-001.
Com 12,4 quilômetros de extensão sobre o espelho d’água, a estrutura deverá se tornar a maior ponte desse tipo na América Latina, segundo o Tribunal de Contas do Estado da Bahia.
O projeto prevê ainda um vão central de aproximadamente 400 metros de largura e cerca de 85 metros de altura livre, dimensão definida para permitir a navegação de grandes embarcações pela Baía de Todos-os-Santos.
No lado de Salvador, a conexão deve ocorrer na região do Terminal Marítimo de São Joaquim, com implantação de túneis e viadutos ligados à Via Expressa, à Avenida Jequitaia e à Avenida Engenheiro Oscar Pontes.
Já em Vera Cruz, a chegada está prevista na região da Gameleira, ponto da Ilha de Itaparica que será integrado ao sistema por meio de novos acessos e ajustes viários associados à operação futura.
O sistema também inclui a construção de uma nova variante rodoviária na Ilha de Itaparica e a recuperação e duplicação de trecho da BA-001 entre a região de Cacha Pregos e a cabeceira da Ponte do Funil.
Após termo aditivo assinado em 4 de junho de 2025, a previsão oficial passou a indicar conclusão dos serviços em junho de 2031, prazo que abrange implantação da ponte, acessos e demais estruturas do sistema.
PPP da ponte reúne Governo da Bahia e grupos chineses
A implantação, operação e manutenção do sistema rodoviário ficará sob responsabilidade da Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, formada pelos grupos chineses China Communications Construction Company e China Railway Construction Corporation.
Estruturado como Parceria Público-Privada com concessão total de 35 anos, o contrato prevê uma fase inicial de estudos, licenciamento e desenvolvimento de projeto executivo antes da construção e da operação do sistema.
Pelo modelo informado pelo governo estadual, o período contratual inclui cinco anos para construção e 29 anos para operação, além da fase preparatória necessária para detalhamento técnico, autorizações e organização das frentes de serviço.
O investimento estimado foi atualizado em diferentes documentos oficiais e chegou a cerca de R$ 11 bilhões no cronograma apresentado ao Tribunal de Contas do Estado em março de 2026.
Tratado pelo governo baiano como uma das principais obras estruturantes do estado, o empreendimento cria um novo eixo de ligação entre Salvador, Recôncavo, Baixo Sul e outras regiões do interior.
A estimativa oficial indica que a intervenção poderá beneficiar direta e indiretamente mais de 10 milhões de pessoas em cerca de 250 municípios, especialmente por reorganizar fluxos de deslocamento e transporte de cargas.
Com a nova ligação, a expectativa é reduzir distâncias, reorganizar rotas logísticas e ampliar a integração com rodovias como BR-101, BR-116 e BR-242, corredores importantes para o escoamento regional.
Na Ilha de Itaparica, o projeto também terá impacto direto sobre a mobilidade local, já que a operação da ponte depende de novos acessos, alterações viárias e conexão com trechos rodoviários existentes.
Licenciamento ambiental acompanha etapas da construção
O licenciamento ambiental do Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Itaparica ocorre em etapas, conforme informações oficiais da SVPonte, e acompanha a evolução do projeto desde a análise de viabilidade até a futura operação.
A Licença Prévia já foi concedida após análise da viabilidade socioambiental do empreendimento, com base no Estudo de Impacto Ambiental e no Relatório de Impacto Ambiental elaborados para o sistema rodoviário.
Para que a construção avance, a Licença de Instalação autoriza o início das obras desde que planos e programas definidos no EIA/RIMA sejam elaborados, apresentados e aprovados pelos órgãos competentes.
Somente após a conclusão das obras, a Licença de Operação poderá ser concedida, permitindo o funcionamento efetivo do sistema viário e a abertura da ligação para uso da população.
No acompanhamento feito pelo Tribunal de Contas, o governo informou que o processo vinha sendo conduzido com diálogo institucional e escuta de comunidades tradicionais, incluindo pescadores, povos tradicionais e terreiros de matriz africana na ilha.
O órgão de controle também afirmou que seguirá acompanhando a execução do contrato de forma permanente, atuação que envolve fiscalização de cronograma, custos, licenciamento e cumprimento das obrigações assumidas pelas partes.
Somada ao envio de tubos de aço aos canteiros de apoio, a chegada do navio com os primeiros materiais importados coloca a Ponte Salvador-Itaparica em uma etapa de mobilização física mais visível.
A partir dessa fase, o avanço dependerá da execução das estruturas provisórias, da instalação dos canteiros e do cumprimento das autorizações necessárias para atividades em mar e em terra.


A piada do século que trabalha no porto de salvador comenta que 80% e byd e 20% e compra dos brasileiros tipo ali teno chopi …tá **** viu
Parabéns ao governo do Estado da Bahia e ao governo Federal . Pela obra quem ganha são os baianos e também os turistas que visitam a Bahia. No mais é dor de cutuvelo. A Bahia merece.
Isso ai vai ficar so na escritura kkk
que inveja vocês tem do Nordeste
O **** passando um Nelsinho na boca dos baianos, quase 20 anos arrebentando a Bahia, ano de eleição tem milagre!
20 anos é pouco p oq o PT fez pela Bahia e vêm fazendo em comparação o tempo q ficou na mão da direita e nunca fizeram nada, nem ônibus de qualidade tinha kkkkk
Vem fazendo mesmo kkk pq não prospera a Bahia ja que la são lulistas