Acordo prevê repasse da Avon CARD ao Grupo PDC por valor simbólico, mais US$ 22 milhões em recebíveis e Natura seguirá como fornecedora e licenciadora da marca na região.
A Natura anunciou nesta segunda-feira, 15, um acordo vinculante para vender as operações da Avon CARD na América Central e República Dominicana ao Grupo PDC por US$ 1, com pagamento adicional, no fechamento, de um recebível de US$ 22 milhões referente à Avon Guatemala para a subsidiária da Natura no México. O movimento integra a estratégia de otimização e simplificação iniciada pela companhia em 2022.
A transação abrange as operações da Avon em Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana, agrupadas sob a designação Avon CARD. O Grupo PDC é descrito como uma empresa de bens de consumo com atuação na América Central e no Peru, o que indica familiaridade com os mercados onde a marca continuará presente.
Pelos termos divulgados, a Natura continuará fornecendo produtos acabados para a região e atuará como licenciadora da marca Avon, assegurando continuidade do portfólio e do relacionamento comercial. O fechamento depende de reorganização societária local e está previsto até 30 de outubro de 2025.
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O que foi anunciado pela Natura e quem é a compradora
O comunicado formal enviado à CVM detalha que a Avon CARD será vendida por US$ 1,00, acrescida do recebível de US$ 22 milhões no fechamento, e que a Natura firmou acordos para seguir licenciando a marca e fornecendo produtos à nova controladora na região. São Paulo, 15 de setembro de 2025 é a data do fato relevante.
O Grupo PDC assume as operações em seis países, mantendo a presença da Avon no varejo e na venda direta, enquanto a Natura conserva a governança de marca via licenciamento. Essa estrutura costuma reduzir custos fixos de operação, preservando escala e distribuição.
Segundo a Reuters, o arranjo está alinhado ao plano de simplificação que busca deixar a holding mais leve e concentrada em América Latina, com ênfase na integração entre Natura e Avon no continente.
Por que a venda por US$ 1 não é apenas simbólica
Negócios vendidos por valor nominal costumam vir acompanhados de condições financeiras que capturam valor de outra forma. Aqui, o recebível de US$ 22 milhões funciona como contrapartida imediata e reduz exposição a riscos de capital de giro na região.
Além do caixa a receber, a Natura mantém receita recorrente como fornecedora e licenciadora, monetizando a marca Avon sem carregar a estrutura operacional local. Em cenários de reorganização, esse modelo pode melhorar margem, capital empregado e previsibilidade.
No pano de fundo, a empresa segue “explorando alternativas estratégicas” para a Avon International (operações fora da América Latina), classificada como ativo mantido para venda desde o segundo trimestre. Isso inclui possibilidades de venda, parceria ou outras formas de desinvestimento.
Impacto para a América Latina e próximos passos
A operação na América Latina permanece intocada e a integração entre as marcas continua. A Natura ressalta que a venda da Avon CARD apoia o esforço de otimizar operações e simplificar negócios, permitindo foco no principal mercado do grupo.
Do ponto de vista financeiro, a geração de caixa na América Latina vem sendo um pilar. No primeiro semestre de 2025, a empresa reportou R$ 408 milhões de caixa gerado nessa região, sinalizando resiliência e execução operacional.
O fechamento da venda está previsto até 30 de outubro de 2025, sujeito à conclusão de reorganização societária das entidades que compõem a Avon CARD. Até lá, a companhia deverá seguir os trâmites regulatórios e preparar a transição logística e contratual com a compradora.
Queremos ouvir você. vender por US$ 1 foi uma jogada inteligente para destravar valor ou um sinal de fraqueza do ativo na região? A parceria com o Grupo PDC tende a fortalecer a presença da Avon ou pode diluir a identidade construída ao longo de décadas? Deixe seu comentário e diga como enxerga esse movimento.

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