Ellen Marie “Elena” Hansteensen comprou o Litløy Lighthouse em 2006, restaurou o farol norueguês de 1912 e abriu a ilha a visitantes.
O Litløy Lighthouse, também conhecido como Littleisland Lighthouse, fica em Litløya, uma pequena ilha no arquipélago de Vesterålen, no norte da Noruega. A construção parece cenário de filme: um farol antigo, uma casa de faroleiro, mar aberto, vento forte e uma rotina marcada pelo isolamento. Mas, desde 2006, esse lugar remoto passou a fazer parte do projeto de vida de Ellen Marie Hansteensen, também apresentada como Elena Hansteensen no site oficial do empreendimento.
Segundo o site oficial do Littleisland Lighthouse, Elena Hansteensen chegou a Vesterålen, se encantou pela beleza natural e pela história de Litløya e comprou o farol em 2006 com a visão de torná-lo acessível ao público. Hoje, ela vive na ilha e oferece hospedagem, visitas diurnas e atividades, incluindo eventos e microcasamentos.
Farol de 1912 foi automatizado, perdeu equipe e ficou sem operação humana em 2003
O Litløy Lighthouse não nasceu como hospedagem. Ele foi construído como infraestrutura marítima em uma região onde o mar sempre comandou a rotina das comunidades costeiras.
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Segundo a U.S. Lighthouse Society, o farol foi aceso pela primeira vez em outubro de 1912, foi eletrificado em 1959 e automatizado em 1991. Mesmo após a automação, funcionários permaneceram no local para manutenção da propriedade e operação de uma estação meteorológica, até a retirada da equipe em 2003.
Segundo o portal turístico oficial Northern Norway, o farol brilhou pela primeira vez em 1912 e foi mantido com equipe até 2003. A mesma fonte informa que Litløya já foi uma comunidade pesqueira movimentada até a Segunda Guerra Mundial e que, a partir de 1890, chegaram a ser registrados 890 residentes sazonais ligados à pesca.
Projeto de restauração recebeu apoio cultural e transformou o farol em hospedagem exclusiva
A restauração do Litløy Lighthouse não foi simples. Segundo o Kulturminnefondet, fundo norueguês de preservação cultural, o farol de Litløy é uma construção com cerca de 110 anos e ficou sem operação por cerca de uma década. A instituição informou que concedeu 650 mil coroas norueguesas para a restauração do antigo farol, que passou a ser preparado para uso como hospedagem.
O Kulturminnefondet também informa que já havia apoiado a restauração da casa do faroleiro no mesmo local. A reportagem descreve o trabalho de Ellen Marie Hansteensen como um projeto construído pouco a pouco, “parte por parte”, em uma ilha entre o mar aberto e o restante de Vesterålen.
A ideia não era apenas pintar paredes e receber turistas. O projeto envolvia recuperar uma estrutura histórica exposta ao vento, à maresia e ao desgaste natural de uma ilha remota.
Segundo o Kulturminnefondet, o plano incluía transformar o antigo farol em uma possibilidade de hospedagem exclusiva para duas pessoas, com banheiro, isolamento e adaptação interna.
Para chegar ao farol, visitantes atravessam o mar e sobem cerca de 300 degraus
A experiência começa antes mesmo da hospedagem. Segundo o portal Northern Norway, para chegar ao Litløy Lighthouse é preciso atravessar o mar aberto em um barco e depois subir cerca de 300 degraus desde a linha d’água até o farol.
Não se trata de um hotel comum. O acesso exige deslocamento pelo mar, disposição física e flexibilidade, já que o clima pode interferir nas viagens. O próprio Northern Norway recomenda agenda flexível entre setembro e março, porque tempestades de outono ou inverno podem atrasar a ida ou o retorno.

Littleisland Lighthouse
A localização também é parte do atrativo. O visitante encontra mar aberto, montanhas, luzes distantes de assentamentos, aurora boreal no inverno e sol da meia-noite no verão. Segundo o Northern Norway, a região permite observar aves marinhas, águias, papagaios-do-mar, corvos-marinhos, gaivotas, gansos-patola, orcas e focas.
Ilha oferece hospedagem, visitas guiadas, natureza e observação da vida selvagem
O site oficial do Littleisland Lighthouse informa que visitantes podem fazer tours guiados para conhecer a história da ilha, explorar cavernas antigas, caminhar em campos floridos, subir montanhas, relaxar na praia, observar aves, ver orcas a partir do quarto, fazer passeio de barco para observar águias ou remar de caiaque no Atlântico.
O Northern Norway também destaca a alimentação local como parte da experiência. Segundo o portal, as refeições podem incluir peixe fresco de Vesterålen, ervas cultivadas na própria ilha, caranguejo, quiche de urtiga e frutas ou ruibarbo do jardim.
Antigo farol ganhou uma nova função sem apagar a memória marítima
A história de Ellen Marie Hansteensen em Litløya chama atenção porque une restauração patrimonial, turismo isolado e preservação de uma construção marítima centenária. Segundo a U.S. Lighthouse Society, ela comprou o Litløy Lighthouse com a intenção de torná-lo acessível ao público, e a propriedade renovada passou a oferecer hospedagem noturna e visitas guiadas.
O projeto também preserva um pedaço importante da história costeira da Noruega. Faróis como o de Litløy foram criados para orientar embarcações, proteger rotas marítimas e manter presença humana em pontos de risco. Com a automação, muitos perderam equipe permanente e ficaram sem uso tradicional.
No caso de Litløya, a saída não foi abandonar a estrutura. A nova dona decidiu morar na ilha, restaurar a propriedade e abrir o local para visitantes.
O resultado é um farol de 1912 que deixou de ser apenas lembrança de um passado marítimo e virou um destino vivo, onde hospedagem, natureza e memória histórica passam a funcionar juntos.
Litløy Lighthouse mostra como construções isoladas podem ganhar nova vida
A transformação do Litløy Lighthouse é o tipo de história que prende atenção porque mistura isolamento, patrimônio histórico, desafio físico e reinvenção. Uma mulher comprou uma construção marítima centenária em uma ilha remota, enfrentou anos de restauração e transformou o lugar em uma experiência aberta ao público.

Littleisland Lighthouse
O projeto mostra que estruturas antigas não precisam virar ruína quando perdem sua função original. Com restauração, adaptação e uma proposta clara, um farol que antes servia à navegação pode se tornar refúgio, hospedagem, ponto de educação histórica e experiência ambiental.
Em Litløya, o mar continua sendo protagonista. A diferença é que agora o antigo farol não guia apenas embarcações. Ele também atrai visitantes interessados em silêncio, natureza, história marítima e na ideia rara de dormir em uma construção centenária no meio do Atlântico Norte.

