Batizada de Ciulator, a motinha elétrica mistura estética de motos clássicas dos anos 1950 com engenharia atual e nasce como peça de nicho para entusiastas e colecionadores. Na versão de pista, anuncia 34 hp, 350 Nm, 240 km/h e bateria 72 V 150 Ah, com 150 km de autonomia aproximada.
A motinha elétrica apresentada por uma startup da Coreia do Sul apareceu como um daqueles produtos feitos para chamar atenção pelo contraste: visual retrô de décadas passadas com promessa de desempenho de moto esportiva. Exibida na CES 2026, ela ganhou fama instantânea ao divulgar uma velocidade máxima de 240 km/h e ao mirar um público bem específico, gente disposta a pagar preço de carro.
O nome do projeto é Ciulator e a proposta não tenta ser “popular”. A motinha elétrica entra como produto de nicho, combinando design artístico, engenharia e desempenho em uma peça voltada a entusiastas e, principalmente, colecionadores que procuram algo raro, diferente e com materiais de alto nível.
Ciulator na CES 2026: retrô por fora, ambição esportiva por dentro
A Ciulator foi mostrada com um estilo inspirado em motos clássicas dos anos 1950, mas com tecnologia atual por baixo do visual.
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O apelo é justamente esse: manter a aparência “antiga” como assinatura, enquanto a ficha técnica tenta ocupar espaço de esportiva.
A vitrine da CES 2026 ajudou a reforçar o posicionamento de luxo e exclusividade. Não é uma moto feita para disputar volume.
É uma motinha elétrica desenhada para ser desejada por quem coleciona, conversa sobre engenharia e compra pelo conjunto de história, estética e números.
Duas versões: padrão para rua e versão de pista para desempenho máximo
A motinha elétrica Ciulator foi apresentada em duas configurações bem separadas.
Na versão de pista, o projeto divulga um motor elétrico de 34 hp com torque de 350 Nm. É essa configuração que sustenta a promessa mais agressiva: velocidade máxima de 240 km/h. Para alimentar o conjunto, a bateria informada é de 72 V e 150 Ah, com autonomia de cerca de 150 km por carga.
Já a versão padrão reduz o foco em performance: são 10 hp, velocidade máxima de 150 km/h e alcance de aproximadamente 130 km, usando uma bateria menor.
A ideia é que as duas versões atendam perfis distintos dentro do mesmo nicho, mantendo o visual retrô como identidade central.
Bateria com “cara” de motor e materiais premium no projeto
O projeto da motinha elétrica foi descrito como premium do começo ao fim.
O quadro utiliza aço Reynolds 953 e a carroceria é de fibra de carbono, combinação que conversa com a proposta de peça especial e engenharia caprichada.
O peso total fica em torno de 140 kg, número divulgado junto do pacote de materiais.
Para preservar o estilo, a bateria foi desenhada para parecer um motor a combustão, um detalhe que tenta manter a ilusão clássica mesmo em uma moto elétrica.
No acabamento, o assento usa couro Cordovan, outro elemento de padrão elevado que reforça a intenção de luxo. A Ciulator quer ser olhada de perto, não apenas pilotada.
Preço de carro e venda restrita: alvo são colecionadores
O preço acompanha a narrativa: cerca de US$ 50 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 250 mil em conversão direta.
É o tipo de valor que empurra a Ciulator para o território de item de coleção, com público que compra exclusividade, estética e especificação.
A empresa também oferece outro modelo, o Dandelion, por cerca de US$ 5,7 mil (aproximadamente R$ 28 mil).
Mesmo assim, o recado é claro: as motos são vendidas apenas na Coreia do Sul e miram quem busca design diferenciado no segmento de motinha elétrica, não necessariamente quem procura custo-benefício.
E você pagaria preço de carro por uma motinha elétrica retrô feita para colecionadores?

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