A vida autossuficiente longe da cidade ganha rosto em Santa Catarina com um morador que produz a própria energia, cultiva café em área preservada, destila cachaça e mantém um bunker com grãos e sementes para longos períodos de isolamento.
A vida autossuficiente longe da cidade não começou como moda nem como desafio de rede social. Para Sandro, de 52 anos, foi uma escolha estratégica de reduzir contato com o mundo de fora, depender menos de estruturas caras e ganhar controle sobre o básico: energia, comida, água e rotina.
Na última propriedade de uma rua sem saída, ele construiu um cotidiano de sobrevivencialista com energia solar armazenada em baterias, internet via satélite, casa com bioconstrução e um bunker onde guarda alimentos e insumos para atravessar crises e ficar isolado por muito tempo.
Quem é o homem por trás da vida autossuficiente longe da cidade
Sandro se descreve como alguém que “pensa diferente da multidão”. Ao longo da vida, passou por atividades variadas, incluindo professor de educação física e instrutor de turismo de aventura, até atuar com poda e corte legalizado de árvores em locais de risco.
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O lugar onde vive não foi escolhido por acaso. Para ele, quanto menos contato com o mundo lá fora, melhor, e a propriedade funciona como base para uma vida autossuficiente longe da cidade construída com planejamento e rotina prática.
Energia própria e autonomia real no dia a dia
O coração da autonomia é a geração de energia. Sandro mantém um sistema com painéis e inversor, armazena energia em baterias e usa essa reserva para tocar tarefas diárias, como bomba e oxigenação de um tanque.
Ele também mantém um gerador para emergências, mas reforça que o objetivo é depender o mínimo possível. Na prática, a vida autossuficiente longe da cidade começa quando o básico da casa não desaba por falta de luz ou por instabilidade externa.
A casa, a bioconstrução e a escolha por materiais simples

A propriedade chama atenção pela bioconstrução feita principalmente com madeira e barro. Uma das estruturas foi planejada para ser uma casa subterrânea, mas virou um grande salão, construído com superadobe, técnica que usa sacos preenchidos e compactados para formar paredes.
A proposta não é luxo, é funcionalidade. Ele fala de reboco com barro e uso de fibras vegetais para permitir que a construção “respire”.
Essa lógica se repete em toda a propriedade: menos aparência e mais utilidade, um pilar constante da vida autossuficiente longe da cidade.
Café escondido na mata e estoque que dura anos
Entre as escolhas mais curiosas está o café cultivado dentro da mata preservada, com testes de plantio na sombra e no sol. Ele mostra o café ainda verde, fala de colheita e explica formas de guardar o grão seco por longos períodos.
A rotina do café entra como símbolo de independência: produzir, colher e armazenar. Para ele, a vida autossuficiente longe da cidade também passa por entender o alimento, conhecer o processo e não depender do que chega pronto.
O bunker: comida, sementes e a lógica do “prevenido”

A parte mais emblemática é o bunker feito com contêiner e sistemas de drenagem, com temperatura estável.
Ali ele armazena arroz, feijão, macarrão, trigo, sal e outros itens básicos, além do que considera mais importante: sementes de vários tipos, pensando em recomeço caso ocorra um colapso.
Ele afirma que consegue ficar isolado por mais de um ano sem ir à cidade.
Também defende a ideia de que guardar alimento funciona como poupança e como proteção para momentos de desemprego, enchentes e rupturas de abastecimento. A vida autossuficiente longe da cidade, aqui, não é teoria: é estoque organizado e visão de risco.
Cachaça, destilador e produção própria de bebidas
No galpão, ele mantém um destilador de 200 litros e explica o processo com detalhes, incluindo separação por temperatura e uma segunda etapa que resultaria em uma cachaça mais limpa.
Ele cita produção de cachaça de uva e de milho, além de outras bebidas preparadas no bunker pela estabilidade térmica.
Esse braço produtivo mostra como a vida autossuficiente longe da cidade não é só sobreviver, mas criar uma cadeia doméstica de produção que reduz dependências e amplia alternativas.
Remédios naturais, tinturas e prata coloidal
Além de comida e energia, o bunker guarda soluções para saúde e autocuidado. Sandro fala de tinturas de ervas, uso de própolis e preparo de prata coloidal com água destilada e eletrodos de prata, descrevendo como um recurso com função antibiótica.
Aqui, a ênfase não é promessa milagrosa, e sim a mentalidade de ter alternativas. Na prática, ele tenta cobrir o que considera essencial para uma vida autossuficiente longe da cidade: alimentação, energia, higiene e algum nível de cuidado básico.
Reciclagem, contêineres e a casa feita “com o que veio”
A casa também foi feita com contêineres e muitos materiais reaproveitados, como telhas descartadas por pequenos defeitos e janelas usadas doadas por conhecidos.
Ele reforça que fez grande parte do trabalho por conta própria e que a distância dificulta mão de obra especializada.
Essa parte fecha o círculo: a vida autossuficiente longe da cidade se sustenta em reaproveitamento, execução prática e uma filosofia de reduzir custo fixo para reduzir dependência.
Você teria coragem de buscar uma vida autossuficiente longe da cidade com estoque de comida, energia própria e rotina de produção, ou acha que isso só funciona para quem já vive com mentalidade de sobrevivencialista?


Eu teria
Meu Pai Eterno que ideia maravilhosa para tempos difíceis que virão. Parabéns